[SPOILERS] “Person of Interest” chega-nos esta semana com o melhor episódio até agora. Esteve quase no ponto, não fosse os pormenores do costume.
Descobrimos mais sobre o nosso amigo Elias. Quando dizia que ele era influente não pensei que chegasse ao nível de cabecilha da mafia italiana. Ao que parece há uma “guerra oculta” entre a sua facção e os russos. Não só o nosso homem mistério pretende acabar com eles, como tornar-se o novo padrinho (encontrado o inimigo da temporada?). A nossa vítima da semana (mais uma, não era suposto sair vitimas “E” mauzões?!) é alguém que estava no sítio errado, à hora errada, a ouvir as palavras erradas. Cabe aos nossos meninos protegerem o pobre coitado.
Reese (Jim Caviezel) não consegue novamente fazer o seu trabalho na escuridão, como prefere, e tem de saltar para o meio do palco para salvar o seu “número” logo no início do episódio, quando este corre perigo de vida. A grande diferença é que desta vez terá de ser a solo, visto que a linha que o liga a Finch (Michael Emerson) está cortada.
BOOM! E quando parece que deciframos por completo mais um episódio, ele ferra e deixa-nos parvos. O inocente não é inocente e os que eram culpados… continuam a ser culpados.
Já elogiei a capacidade da série em surpreender com os seus twists, mas este foi o maior até agora. O homem que Reese protegia era o mesmo que procurava e assim o personagem que o bom actor Enrico Colantoni vinha a representar, ganhou mais complexidade.
Tudo foi bem feito: o ritmo a que o nevoeiro se foi levantando até ao clímax, a capacidade em surpreender e até a caracterização da própria personagem Elias, que aparenta ser tudo menos um vulgar mafioso. É isto que espero de “Person of Interest”, algo que surpreenda, que envolva e nos faça querer ver o que acontece a seguir. Se adicionarmos o seu lado de acção com um humor leve aqui e ali, estamos mais perto de uma grande série, com mais camadas.
Ao nível da representação, além do destaque que já mereceu Elias, Caviezel tem uma estranha queda para o humor, continua a ser um choque vê-lo sorrir mas quem sabe se não estará aqui um futuro Dean Winchester! Muito bom de rever foi também o grande actor de “Dollhouse” Enver Gjokaj, se bem que com menos destaque do que merecia. Acredito que o vamos ver mais, talvez como novo chefe dos russos, aquele tiro na rótula aponta para isso.
Mais uma vez o episódio acaba com um grande som: “Sinnerman” de Nina Simone
Perguntas/detalhes do costume:
- Porque é que o pessoal parte sempre a janela do lado do condutor e não a de trás? Como é que se sentam com os vidros todos no acento?! E se já estavam dentro do carro, porque não fez ligação directa e fugiu?
- Reese mal olha para dentro da camisa e sabe que o tiro não atingiu nenhum osso.
- A camisa tem sangue, só falta mesmo o buraco da bala!
- Depois de pólvora e um ferro a arder na ferida, cocaína com cola é o novo tapa-buracos!
- O assassino no fim, com tantos sítios para atingir, mata o líder russo com dois tiros exactamente no mesmo sítio (quase no ombro)?
- Se Elias era um professor de História, porque perguntou ao rapaz se ele já tinha feito o trabalho de casa de literatura (ler “O Conde de Monte Cristo”)?
O Melhor: Elias a conversar sobre o livro “O Conde de Monte Cristo” e Caviezel a esboçar um sorriso. Foi o melhor episódio da temporada.
O Pior: Precisa de melhorar aqueles pequenos detalhes,
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Jim Caviezel é perfeito no papel! a série pode ter alguns detalhes problematicos, mas me parece que só não há uma preocupação com isso, como se algumas coisas ficassem subentendidas ou simplesmente ocultas. os week cases tem sido otimos e esse episodio, de mais um simples week case, transformou-se na criação da mitologia da série. estou oficialmente viciado
Olá sou brasileiro e sempre acompanho os reviews aqui no site… mas sinceramente, está começando a me irritar. Vamos questionar? Sim, sempre! Porém, façamos isso com o mínimo de bom senso. Não deram partida no carro pq começaram a ATIRAR NELES, e além disso, desde quando a leitura de um livro histórico que relata costumes de uma determinada época não pode ser usada como ferramenta didática para a disciplina de história? Esses são só alguns exemplos… Comecei a ver a série agora e assim que termino de ver um episódio venho aqui ler sua resenha, mas sinceramente, é cada perguntinha!!!! Antes de questionar analise e veja se realmente não consegue encontrar a resposta sozinho!!! Antes de criticar os roteiristas devia ser mais critico antes de criar seus próprios posts, afinal voce parece ser um cara inteligente. Comentário atrasado rsrs mas nao pude resistir!!!!
Antes de mais, super obrigado pelo teu comentário e por acompanhares a minhas reviews, sendo um leitor assíduo.
Agora respondendo ao teu comentário: Sabes a definição de piada? Não sou licenciado, mas as vezes tento. Por vezes nas séries, há erros comuns, clichés de acção que me irritam um pouco e quis apontar alguns aqui…só por curiosidade, piada! O que eu quero dizer é: Não são mesmo perguntas…são perguntas retóricas, como quem demonstra indignação, percebeste?
Acho que sim, afinal de contas também me pareces um cara inteligente
rsrsrsrs
PS- Mas realmente já não faço essas questões há um tempo nas minhas reviews. Obrigado por lembrares, hei-de fazer novamente!