The Good Wife: 3×09 – Whiskey Tango Foxtrot (CBS)

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[SPOILERS] Will: “Yes your Honor. I told Mrs. Florrik ‘You take it. She hates me.” É de opinião geral que esta está a ser uma temporada atípica para “The Good Wife”, uma vez que, ao contrário do que sucedia com as suas antecessoras, a qualidade e interesse dos episódios  tem oscilado bastante. Felizmente, não foi isso que se verificou esta semana já que “Whiskey Tango Foxtrot” foi um episódio à old school, repleto de bons momentos, sólidas interpretações e principalmente (aproveitando as siglas do título do episódio) momentos “WTF??”.

Judge: “You thought it was unjust? She may be pushing buttons, but they are dead and they did nothing wrong. This was a just verdict. It was, and she will serve time for that. The problem with a charge of scape-goating is that it doesn’t acknowledge at a certain point, you have to hold people accountable.”

Depois de uma primeira experiência em “Double Jeopardy“,  Will (Josh Charles) e Alicia (Julianna Margulies) estão de regresso ao tribunal militar para apoiarem novamente o capitão Terence Hicks (Patrick Breen) em mais um caso delicado. A dupla reencontra igualmente a juíza Kuhn (Linda Emond), que deixa logo claro que a sua antipatia por Will continua intocável. Essencialmente este foi um daqueles casos que a série adora trabalhar, mexendo com as nossas emoções e principalmente com os nossos valores. Normalmente Alicia funciona como uma espécie de consciência nos caso que a firma representa. Ela é a voz da razão e consequentemente a nossa empatia com os clientes depende da sua postura e esta semana a série jogou de forma exímia com esses sentimentos. Alicia fez-nos sentir compaixão pela arguida e é verdade que existem atenuantes para os seus actos e todos nós temos o direito de errar mas, neste caso o seu erro teve como consequência a morte de 12 pessoas (das quais seis eram crianças) e isso não se pode simplesmente ignorar. Contra factos não há argumentos e aquele veredicto final não poderia ter sido mais justo.

No entanto, a frustração laboral de Alicia rapidamente se transformou numa determinação pessoal depois de descobrir que Jackie (Mary Beh Peil) tentou aceder ao seu computador com o claro intuito de encontrar elementos que a possam prejudicar  num eventual processo de divórcio. Percebendo que o diálogo não é a solução mais eficaz, Alicia reage começando por comprar um carro para Zach (Graham Philips) e seguidamente mudar as fechaduras de casa. A isto segue-se (mais) um inevitável e simultaneamente delicioso confronto entre ambas com Alicia a colocar Jackie no seu devido lugar. Já aqui referi inúmeras vezes que a classe de Alicia ao lidar com toda esta situação (o que mais uma vez se reflectiu neste episódio ao não tentar “virar” os filhos contra a avó), ainda lhe vai sair bastante caso num eventual processo de divórcio e a cada novo episódio essa sensação fica ainda mais reforçada.

Apesar de todo o interesse em volta do mesmo, o caso da semana acabou por ficar relegado para segundo plano devido à personagem que tem por hábito roubar todas as cenas em que aparece. Refiro-me claro a Eli Gold (Alan Cumming), que esta semana encontra finalmente um adversário à altura em Stacy Hall (Amy Sedaris), que consegue enganar e principalmente manipular Eli como nunca antes visto (primeiro momento “WTF??”). Nunca pensei que aquele simples caso de intoxicação com o queijo fosse render tanto e principalmente nunca me passou pela cabeça que fosse apreciar tanto uma derrota de Eli, mas convenhamos que é impossível não amar cada momento da mesma. Contudo, a melhor parte disto tudo é a certeza que Eli não vai aceitar de bom grado esta situação e estou a salivar para ver qual vai ser o seu próximo passo. A entrada em cena de Stacy foi também uma boa surpresa. Aquela falsa ingenuidade com uma pitada de sarcasmo é irresistível.

Quem também parece ter encontrado um forte adversário é Kalinda (Archie Panjabi), já que Dana (Monica Raymund) parece ser imune aos encantos da nossa investigadora preferida (segundo momento “WTF??”) e começa a ganhar vantagem desta nova relação de cumplicidade pois, não só consegue melhores informações como também, acaba com Cary (Matt Czchury) na cama. Foi estranho ver Kalinda a ser apanhada de surpresa e principalmente a falhar com Will, mas também aqui tenho a certeza que não irá tardar muito a que Kalinda dê a volta por cima. E já agora, a Dana pode comprar os casacos de pele que quiser que nunca chegará a metade da sensualidade de Kalinda. O que eu ainda não consegui perceber é a postura de Cary. Por um lado parece que ele está verdadeiramente a apreciar cada minuto deste processo já que o mesmo representa para ele uma espécie de vendetta pessoal por ter sido preterido, porém, o seu incómodo com o mesmo é também notório em alguns momentos principalmente quando se apercebe que Will é o verdadeiro alvo da investigação. As suas motivações são ainda uma incógnita para mim, mas espero sinceramente que aqui esteja reservada alguma surpresa.

Com isto chegamos a Will e os seus dilemas. Afinal o propósito da investigação da procuradoria não é “apanhar” Bishop e o seu tráfego de drogas mas, sim a corrupção na justiça alegando que os jogos de basquetebol de Will com os juízes não passam de fachada para todo um negócio de compra de veredictos (terceiro momento “WTF??”). Nós já sabemos que existe todo um mistério inerente a esta personagem e também do passado mais obscuro da mesma mas, ainda assim, custa-me imenso acreditar no envolvimento de Will num esquema destes. Iria totalmente contra aquilo que conhecemos da essência da personagem. No entanto, quer esteja inocente ou não, se esta investigação avançar a credibilidade da firma será naturalmente afectada e é aqui que entra Diane (a verdadeira estrela deste episódio mas, já lá vamos) a dizer sem meias palavras que a causa de tudo isto é o caso entre Will e Alicia, que é errado não só por esta ser casada com o actual Procurador como também por ser uma funcionária da firma. Para Diane (Christine Baranski) a solução é simples e passa obviamente por Will colocar um fim no seu relacionamento (contudo, mesmo que isso venha a acontecer duvido muito que Peter deixe de perseguir Will nos próximos tempos), mas para este a solução não é assim tão fácil. Eu entendo perfeitamente o seu dilema e até mesmo a sua decisão em manter Alicia afastada desta situação não só com o objectivo de a proteger mas também por receio que esta se afaste. No entanto, parece-me que se Will demorar mais tempo a tomar a sua decisão Alicia ficará saber por outra pessoa e de certeza que daqui não sairá nada de bom.

Por fim, chegamos a Diane… magnífica Diane. Adorei cada momento dedicado a esta personagem, desde a sua conversa com Wendy Scott Car (Anika Noni Rose), passando pela sua postura assertiva e objectiva com Will demonstrando que nada lhe passa ao lado e terminando com aquela fabulosa lição de moral a Eli no final. Aliás, foi um pouco doloroso ver a dream team da série a trabalhar pela primeira vez em conjunto e sofrer logo uma derrota. No entanto, como Diane muito bem refere é um bom momento para afogar as frustrações, reflectir e principalmente pensar na melhor estratégia de ripostar de forma implacável, o que ninguém duvida que irá de facto acontecer.

Outros highlights do episódio:

  • A sequência inicial com as várias explosões em simultâneo;
  • O momento em que Eli “rouba” os óculos a Diane;
  • Os diálogos entre Will e a Juíza;
  • O diálogo final entre Alicia e a juíza;
  • A entrada em cena de Wendy Scott Car com a justificação de Peter procurar querer manter a ética do processo (sim, sim Peter… se isso te fizer dormir melhor à noite, quem sou eu para reclamar, mas a verdade é que a cada novo episódio fica mais claro a sua verdadeira intenção: prejudicar Will).

Resumindo, definitivamente esta está ser uma temporada atípica, mas felizmente esta semana não temos nenhuma razão de queixa . Foi excelente ver todas as personagens a saírem das suas zonas de confronto e especialmente ver Eli e Kalinda do lado da equipa perdedora, algo que só poderá render bons momentos no futuro.

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Claire: "Well, isn't it comforting to know that being miserable is still better than being an idiot?”

Uma Resposta para “The Good Wife: 3×09 – Whiskey Tango Foxtrot (CBS)” Subscribe

  1. LR 24/11/2011 às 11:10 #

    Eu ainda gosto da série como gostei nas temporadas anterior. Os últimos episódios têm sido muito bons, especialmente este.. É engraçado como a série é sempre muito actual, a propósito à história do queijo e do Eli. ainda há uns dias a pizza passou a ser considerada um vegetal nos EUA (lol).
    Para mim a série continua em forma e as suas tramas e personagens continuam interessantes, e este caso da semana foi fantástico na minha opinião. A começar com aquela cold open e a terminar no desfecho trágico com as palavras da juíza militar que terminam na perfeição o episódio e que nos dão que pensar. Durante todo o episódio sentimos uma grande empatia com a militar acusada e queremos que ela se safe, mas no final quem parecia estar correcta era a oposição. E desta vez não houve nenhuma informação de última hora para a poderem condenar, todos argumentos estiveram lá desde o ínicio.

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