[SPOILERS] “Chris: Life is so short especially mine.”
Ao sétimo episódio a série já estabeleceu as suas regras e definiu o caminho que quer seguir. A partir daqui pouco irá mudar e a estrutura será sempre semelhante, com uma ou duas arestas por limar. Estabeleceu-se como uma série engraçada, mas que aposta sobretudo na força das suas três personagens principais e de como elas lidam com o seu dia-a-dia. Não é uma série para o riso descontrolado, joga sobretudo com momentos carinhosos e cenas divertidas que conseguem entreter. Com o destaque a cair sobre o recém pais, as suas histórias são as mais importantes e por isso passamos por todos os estágios desta monumental tarefa que é criar um filho.
Esta semana passamos por mais um momento onde o destaque dado às personagens é importante para os conhecermos melhor. Os pais de Reagan (Christina Applegate) estão de visita, o que cria alguma tensão lá em casa especialmente da parte dela. A relação dela com os pais é complicada o que cria alguns pontos de conflito. Angie (Blythe Danner) e Reagan têm de lidar com as suas dificuldades de relacionamento, que já vêm de trás. Por outro lado Chris (Will Arnett) e o seu recente medo de morrer levam-o a criar laços com Dean (Richard Schiff). Alheia a isto tudo anda Ava que tem um problema em mãos devido ao falecimento de um dos membros da equipa do programa.
Como ponto de partida pode-se dizer que não é o episódio mais divertido até agora, mas que os apontamentos de comédia que vão surgindo encaixam bem nos momentos e cumprem bem o objectivo de nos por um sorriso na cara. Há algumas partes em que a comédia torna-se mais imponente e afasta um pouco o tom dramático do episódio e mesmo sem fazer rir às gargalhadas é o suficiente para ser agradável. O ponto forte do episódio é mesmo o lado mais dramático e de exploração das personagens, com o foco na relação mãe filha, já que os homens serviram mais para as escapadelas humorísticas. Foram bem escolhidos os actores que deram vida aos pais de Reagan e deram um toque especial ao episódio, para além de serem uma mais valia sempre que forem precisos de entrar de novo na história. A parte de Ava é mais uma daquelas histórias que mostra que as sua boas intenções nem sempre terminam da melhor maneira e depois é preciso andar a tapar os buracos que criou.
Com isto temos um episódio agradável, que soube usar estas duas novas personagens para criar uma história com cariz dramático e com toques cómicos sempre que se justificava. Continua a ser uma série com momentos divertidos e que me apraz seguir. Não é nenhum supra-sumo da comédia, nem é propriamente original, mas os seus momentos tocantes misturados com comédia ainda me vão conseguindo convencer. É verdade que esperava um pouco melhor, mas também não saio totalmente desapontado com o que tenho visto até agora.





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Concordo contigo, os pais da Regan foram muito bem escolhidos. E até agora, a série tem sido uma surpresa agradável com a combinação de comédia e momentos ternurentos.
Estou a gostar da série, mas este episódio foi para mim o mais fraco da temporada. A história da Ava tinha muito potencial e não conseguiu atingi-lo e a história dos pais da Reagan já está demasiado batida.
A série nesse aspecto não inova. Desde o inicio que se percebeu que vamos acompanhar todas as etapas habituais já mais que batidas. Claro que não significa que não o possam fazer com melhor qualidade.