[SPOILERS] Quem não gosta de uns dias em casa para descansar de todo o stress do trabalho e retomar as energias para enfrentar a nova vaga que virá mais cedo ou mais tarde. Tanto tempo livre para pôr em dia tudo o que temos em atraso ou experimentar coisas novas que tinham sido adiadas. É então que chega o momento em que nos apercebemos que não temos nada que fazer e o tempo livre começa a afectar-nos das mais variadas formas.
Este é o tema do episódio desta semana e durante os vinte minutos podemos acompanhar as personagens enquanto estas lidam com o facto de terem uma semana de folga e de terem de preencher esse tempo com algo que não estão acostumados. Tudo começa com problemas no programa de Ava e por isso têm de fazer esta pausa para remediar a situação. Reagan (Christina Applegate) tem de ficar em casa, o que não deixa Chris (Will Arnett) propriamente feliz da vida. Também Ava (Maya Rudolph) tem o seu descanso, mas esta tem de tentar criar uma ligação com Mckenna (Chloe Csengery).
Com estas situações em desenvolvimento, muito acontece, proporcionando às personagens alguns momentos bastante interessantes. A falta de trabalho dá a volta à cabeça de Reagan e esta começa a querer organizar tudo à sua maneira, nem que para isso tenha de ir ao extremo de importunar os vizinhos. É agradável vê-la nesta situação, em que ao tentar fazer as coisas bem só está a estorvar e a destruir os métodos das outras pessoas, em especial Chris que está descontente com tudo isto. Estando ele fora de casa começa a aproximar-se do seu trabalho antigo, algo que lhe dá satisafação mas como ele admite não é aquilo que quer fazer agora. Os dois envolvem-se em cenas divertidas e discussões que nos trazem alguns risos e uma excelente interacção entre ambos. Entre eles parece tudo bem oleado e as cenas fluem, os diálogos encaixam bem e ainda conseguem ter momentos em que nos fazem rir.
A evolução de Ava é bem evidente e agora com um novo homem na sua vida, esta tenta ser uma pessoa melhor sem perder a personalidade que temos vindo a acompanhar. Esta história em que ela serve de mentor para Mckenna conseguiu cativar-me e resultou muito bem. Os vários momentos em que passamos da comédia para cenas mais encantadoras e com emoção, são bem construídos e dão mais significado a tudo o que ela faz no episódio. Deixar-se expor daquela maneira por outra pessoa, de forma a apoiá-la é um gesto bonito e que vem em boa altura. Já não é apenas uma personagem distante que só serve para a comédia delirante, transformou-se em alguém que sabe intervir quando necessário. Melhor disto tudo é que não perdeu o humor que trazia desde o primeiro episódio e assim temos uma mistura perfeita.
Não será o episódio que mais risos trouxe, mas no geral pareceu-me o mais forte até agora. Conseguiu ser superior a todos os níveis e mesmo com a comédia mais retraída ainda houve alguns momentos engraçados que souberam aparecer na melhor altura. A nível de personagens, para mim, foi aquele onde todos trouxeram o seu melhor jogo e as interacções entre elas foram irrepreensíveis, dando mais naturalidade a tudo o que se passava. As peças encaixaram bem e com um pouco de tudo conseguiu ser um belo episódio. É bom ver que a série, apesar de não ser perfeita, sabe melhorar alguns aspectos e que com o tempo pode vir a limar as arestas. Como já disse anteriormente, gostava que tivesse mais alguns momentos onde a comédia assumisse um papel mais forte. Não precisava de ser sempre, mas por vezes podia deixar de ser apenas uma série engraçada e tornar-se mais hilariante. No resto a série já mostrou ser suficientemente boa e com talento para lidar com tudo o que lhes propõem.





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Concordo com a tua crítica. E também aprecio o facto da Ava já não ser over the top como eu a achei nos primeiros episódios.
Isto só ajuda a série a ser melhor e há a possibilidade de lhe darem mais histórias.