[SPOILERS] “Dick is coming”…nem sei como deixei escapar esta da outra vez.
Surgia a dúvida, a mim pelo menos, de como iria ser abordado este episódio. Bobby morreu mesmo? Como vão os irmãos lidar com isso e que vão fazer para o ressuscitar? Bobby não morreu? Que vão inventar para o conseguir desviar, literalmente, daquela bala? Seria este o episódio memorial de Bobby? Nop, mais uma visita pelo inconsciente de um paciente em coma… A sério que este foi o episódio que decidiram transmitir antes do hiato?
Uma visita a Memory Lane. Primeiro com os irmãos na floresta, depois com a ex-mulher na cama, com Rufus (Steven Williams) na igreja, à mesa de jantar com os pais, até ao seu final e profundo lamento: a discussão com a mulher, três dias antes de ter de a matar. Quando pensei que sabia para onde este episódio estava a ir fiz pausa, fechei os olhos, abanei com a cabeça, pus novamente em play e disse “paciência, vamos la ver o que sai daqui”.
Bobby (Jim Beaver) está a fugir do seu reaper (Henri Lubatti) entre o labirinto das suas memórias. É “Inception” cruzado com tumores de “Anatomia de Grey”. Para Bobby conseguir escapar à morte tem de procurar a porta certa do seu consciente. isto é original… espera aí, ah pois, foi exactamente o que os irmãos fizeram da outra vez que andaram a visitar o “céu”.
Entretanto, na “vida dos vivos”, Sam (Jared Padalecki) e Dean (Jensen Ackles) lutam com a ideia de que o seu pai adoptivo poderá não acordar desta vez. A ironia de que uma bala pare de vez alguém que já sobreviveu a tantas é inaceitável para aqueles dois.
Ultrapassada a revolta inicial pela escolha do tema, o episódio acaba por tocar ao coração. Depois dos irmãos, Bobby é aquela personagem mais próxima de qualquer fã de “Supernatural” e vê-lo a lutar as suas próprias batalhas em vez das batalhas dos irmãos, ou do mundo, é algo novo. De destacar principalmente o confronto com o pai, a revolta e a confissão do orgulho pelos miúdos que adoptou (o close-up está muito bem conseguido). Mais uma definição de ironia: Bobby ser baleado no mesmo sitio em que baleou o seu pai, o mesmo homem que passou a vida a tentar evitar tornar-se.
Ed Singer: I’m your father. And you show your father respect.
Bobby: The day he deserves it. You drunken bully. Punching women and kids, is that what they call fatherhood in your day?
Ed Singer: You deserved it. Believe me, you were nothing but ungrateful.
Bobby: I was a kid! Kids ain’t supposed to be grateful. They’re supposed to eat your food and break your heart, ya selfish dick! You died and I was still so afraid I’d turn into you, I never even had kids of my own.
Ed Singer: Good. You break everything you touch.
Bobby: Well, as fate would have it, I adopted two boys and they grew up great. They grew up heroes. So you can go to hell
É óbvio que ninguém quer Bobby fora da vida dos irmãos. Eles não querem e nós precisamos daquela dose de acidez e resmunguice semanal. Mas este é um episódio digno de despedida, não acredito que seja, mas é digno. Acaba como um capitulo antes de uma pausa deve acabar, com um cliffhanger digno de deixar-nos ansiosos para o que aí vem. A minha suspeita passa por Bobby ficar e ajudar os irmãos em forma de fantasma, para no fim de temporada ser queimado e merecer uma despedida nos seus próprios termos. Mas por outro lado, a morte definitiva coloca os irmãos mais sozinhos do que nunca. Ao longo destas sete temporadas, os seus entes queridos têm sido mortos uma a um. O maior símbolo ser morto, deixando-os verdadeiramente sozinhos, enquanto enfrentam o inimigo mais difícil, tem o seu propósito e faz sentido. PS – Que melhor maneira, que maneira mais “Bobby”, de despedir-se dos seus “filhos” do que chamar-lhes pelo nome: idiotas!
Este décimo episódio acaba por ser um representativo da temporada até agora (e porque não, desta review, um pouco desinspirada): Não tem sido nada de espectacular, mas tem tido momentos, picos de qualidade aos quais os fãs se agarram. Venha 6 de Janeiro que estamos cá para o que der e vier.
O Melhor: O que começou com uma má ideia, acabou por tornar-se um bom episódio.
O Pior: Bolas Bobby, assustaste-me com a primeira metade do episódio!
[starreview]
[starrater]





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Realmente, esse episódio tem um tom de despedida, pelo menos do mundo dos vivos.
Seria interessante o Bobby virar um fantasma e continuar a ajudar os irmãos.
Ou eu não vi este episódio ou já o vi há muito tempo.
Confirma-se, não vi. Até achava que a série já estava em hiato.
Pronto, já está.
E os números, meus amigos?
Números?!
Sim, o Bobby tinha muito que acordar para dar aqueles números ao Sam e Dean. Conseguiu, deu-lhes os números (escreveu na mão do Sam) e depois caiu outra vez.
Ah sim! (dah), vamos a ver o que sai dali, parecia muito grande para coordenadas…
Eu espero sinceramente que o Bobby não morra. O Impala foi-se, o Castiel foi-se… e agora o Bobby. Seja como for foi um bom episódio e o Jim Beaver esteve muito bem;) Boa review;)
Como é costume estar
Obrigado Cat
Gostei do episódio e teve mesmo um tom de despedida. Eu gosto do Bobby, mas acho que este episódio fez um bom trabalho em acabar a história dele. Não me vou importar se ele morrer mesmo primeiro porque este episódio fez-lhe jus e segundo, porque a série precisa de um abanão assim.
muito bom o episodio, gostei inicialmente da ideia de tudo se passar desta forma “Inception” porque achei que seria algo rapido, mas acabou durando o episodio todo e mesmo assim sendo muito satisfatorio, um grande episodio, pra mim o melhor até aqui na temporada, melhor Cliffhanger impossivel.
e se o Bobby morrer, foi a melhor maneira possivel de consolidar isto, mas é preciso urgente que os irmaos achem algum outro aliado, porque sozinhos não vai dar, sinceramente.
Ahhh Finalmente! Irra, estava a ver que não! So long Bobby!