[SPOILERS] Depois de algumas semanas de intervalo, “Body of Proof” regressa com o seu primeiro episódio deste ano. E, para quem gosta da série, é melhor aproveitar estes episódios, pois este poderá ser o último ano que “Body of Proof” nos apresenta novos episódios.
Digo isto pois esta série, muito provavelmente, não irá ter um final feliz. Possivelmente, este procedural protagonizado por Dana Delany não chegará à terceira temporada. E isto devido às baixas audiências que o programa tem conseguido. Se eu concordo com o cancelamento da série? Bem, ainda não tenho uma opinião definida. Se por um lado gosto de acompanhar a resolução dos casos e as reviravoltas que se dão, por outro lado a minha paciência esgota-se, pois existem personagens que me irritam profundamente. Falo de Lacey (Mary Mouser). Ao início até nem desgostava do drama familiar que envolvia a mãe e a filha, mas nos dias que correm aborrece-me assistir sempre aos mesmos dramas da adolescente. É sempre a mesma coisa, e depois acaba sempre da mesma maneira. Se queriam que a rapariga entrasse mais em acção, porque não dar-lhe uma narrativa diferente, mais original, não é verdade?
Bem, ao olharmos para a história principal do episódio, o que vemos? Mais um drama familiar. Num casamento, a noiva é vista a cair de uma janela e morre. Suicídio ou homicídio? Eis a grande questão. Se por um lado o pai da noiva acredita que foi o seu futuro genro a matar a sua filha, há quem ache que foi o ex-namorado da vítima. Chegamos a uma altura do episódio em que já é o pai o assassino, mas de repente se muda de opinião. Afinal foi o noivo que matou a noiva, pois esta queria terminar o noivado. E é impressionante como chegam a esta conclusão. É isto que eu adoro nesta série. Os argumentistas vão buscar aqueles pormenores que parecem não ter relevância nenhuma, mas acabam por ser a chave para a resolução do crime. Neste caso, essa chave é uma simples flor.
Falemos agora acerca de algumas personagens que, geralmente, são mais esquecidas aqui nas minhas críticas. E falo de Bud (John Carroll Lynch), Curtis (Windell Middlebrooks) e a nova Dani (Nathalie Kelley). Eu não desgosto das personagens, e até acho que dão uma pitada de comédia à série que é necessária. Toda a série tem as típicas personagens cómicas e engraçadas, e eu acho bem que esta série não seja uma excepção. Agora, não gosto é do triângulo amoroso que se criou em volta de Dani. Odeio estes triângulos amorosos e acho que não fazem falta nenhuma, mas enfim…
E foi assim este primeiro episódio do ano. Um episódio razoável, com um argumento razoavelmente bom, mas que não conseguiu alcançar a excelência. Talvez a consiga alcançar para alguns, mas este caso não me deixou acorrentado. Espero que os episódios que restam (e caso a série for cancelada), estes sejam apresentados da melhor maneira e que consigam encerrar a série de uma forma excelente. Se acredito nisso? Não, mas acho que não existe nenhum problema em ter esperança, afinal a esperança é a última a morrer, certo?
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