[SPOILERS] A temporada continua a desacelerar. As histórias voltam a perder o interesse que tinham. Está à vista uma nova sequência de episódios mais calmos onde, novamente, pouco de novo nos vai sendo dado.
Geralmente tenho tendência a escrever bastante. Especialmente se os episódios assim o merecerem. Para a crítica deste episódio vou ser parco em palavras primeiro porque não há muito a dizer, e depois porque o episódio foi bastante banal e não houve nada que me encantasse.
Ora a viagem de Susan (Teri Hatcher) a Oklahoma resultou naquilo que já muitos esperavam. Alejandro (Tony Plana) tinha uma mulher, Claudia (Justina Machado), que agora se vê em graves apuros para conseguir sobreviver tendo inclusive colocado a casa à venda. Susan faz-se passar por uma potencial compradora para investigar a família do falecido padrasto de Gabby. E não demora muito a perceber que a nova enteada era também ela vítima de abusos sexuais por parte do padrasto. Susan promete-lhe que ele nunca mais voltará para lhe fazer mal. E, claro, a rapariga acaba por contar isto à mãe que olha extremamente desconfiada para o avultado cheque que Susan lhe passara para pagar – imagine-se – uma lata de legos! Seriously? Não sei que terá ficado a senhora a pensar… Que o marido tinha encontrado uma mulher nova, talvez. Só sei que esta história doeu de tão previsível que foi. E agora, não temos Alejandro, mas temos Claudia, muito desconfiada, que provavelmente não tardará a chegar a Westeria Lane e a casa de Susan Delfino à procura de respostas.
Lynette (Felicity Huffman) começa a sentir na pele as dificuldades de não ter Tom (Doug Savant) por casa quando existe um problema com os circuitos eléctricos e ela, Parker (Joshua Logan Moore) e Penny (Darcy Rose Byrnes) ficam às escuras. Ok, ela quer provar aos filhos que pode sobreviver sem o marido, e que conseguirá manter a casa. Nós percebemos. Big deal.
Gabrielle (Eva Longoria) também quer tentar ser independente e tratar dos negócios enquanto Carlos (Ricardo Antonio Chavira) se encontra na reabilitação. O grande desafio era uma reunião de negócios com os representantes de uma companhia britânica que, se fosse bem sucedida, se traduziria numa nova conta de alguns milhões de dólares. O problema é que Gabby não percebe nada do mundo económico ou de negócios e as explicações de Lynette também não são de grande ajuda porque a ex-modelo simplesmente se recusa a aprender, confiante de que meia dúzia de palavras escritas numa folha escondida entre a ementa do restaurante e o seu “charme natural” fossem suficientes para fechar o negócio. As comadres zangam-se, o jantar também não correu nada bem quando a ementa se perdeu e Gabby ficou sem palavras para debitar. E eu pensava… Porque raio Lynette não a acompanhou no jantar? Ou foi no lugar dela? Não teria sido mais simples? Hum? Pois…
Rennée (Vanessa Williams) consegue convencer Bree (Marcia Cross) a sair com ela até um bar da cidade. Como sempre, de início, a ruiva mostrou-se recatada, complexada, enojada com a falta de higiene do lugar. Mas um longo sermão de Rennée, que a desafiou a deixar de ser sempre a boa menina que nunca queria desiludir o pai e passar a aproveitar mais o que a vida tem para oferecer, acabou por fazer com que Bree se envolve-se com um novo homem que a levou de carro (o do patrão), para uma espectacular casa (do patrão), onde despiu o elegante fato (também do patrão), e se juntou à ruiva na piscina. Pena o patrão ter regressado quando os dois se preparavam para alguma acção subaquática. Rennée, tal como nós, percebeu que, apesar de toda a vergonha e embaraço, Bree parece ter gostado desta aventura, parece ter-lhe tomado o gosto, porque despedimo-nos dela no momento em que reencontra o homem no bar, na noite seguinte, para uma noite que se avizinhava longa. Ela é observada por um homem (as mãos parecem de homem) ao volante de um carro, a mesma pessoa, suponho eu, que lhe tem enviado os bilhetes e que sabe de toda a verdade.
Verdade seja dita, Bree parece continuar numa espiral descendente. Este género de comportamento, esta espécie de ruptura total com aquilo que ela é, mais não é do que a prova de que as coisas continuam muito instáveis, os segredos continuam a atormenta-la. Arranjar um namorado novo não me parece, de todo, a solução para os seus problemas. Nem reclamar as loucuras de juventude nunca cometidas.
Por último ficamos também a saber que Ben (Charles Mesure) não é o herói que tem aparentado ao longo da temporada. Pode até ser um novo e poderoso vilão. Mike (James Denton) conseguiu impedi-lo de aceitar dinheiro de agiotas para tentar salvar o seu empreendimento imobiliário, mas o australiano não tardou a perceber onde está a resposta para o seu problema quando o próprio Mike lhe fala do ex-marido de Rennée, o famoso jogador de basebol Doug Perry, e do divórcio que a deixou com milhões de dólares na conta bancária. O interesse dele em Rennée volta a reacender-se com a possibilidade, clara, de poder deitar as mãos ao dinheiro dela. E esta, hã? Sinceramente sempre achei que Ben poderia esconder algo deste género. Ele foi sempre muito pacato. Mas a maneira como ele ajudou Bree, escondendo o cadáver de Alejandro (com a intenção de um dia lhe poder cobrar este favor), bem como o facto de ter contratado Mike para fazer este “trabalho sujo” (mesmo sabendo do seu passado duvidoso) deixou-me sempre com a pulga atrás da orelha. E com a sensação de que Ben poderia não ser tão boa pessoa quanto aparentava.





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Concordo com quase tudo. De facto estes episódios, numa altura como estas, a caminho do final, são muito dispensáveis. A história de Lynette – Lixo! A de Gaby – Lixo! A de Susan não é lixo porque tem repercussões futuras, mas foi muito mal conduzida. A de Bree vai-se mantendo interessante por vermos a senhora a definhar e também porque o mistérioso autor das mensagens parece andar por perto. Safou-se Ben…
Episódio somente para encher…
Salvaram-se os momentos cómicos de Bree: “Bree envolve-se com um novo homem que a levou de carro (o do patrão), para uma espectacular casa (do patrão), onde despiu o elegante fato (também do patrão), e se juntou à ruiva na piscina” ahah Boa descrição.
A Marcia Cross voltou a mostrar a sua versatilidade, ora em comédia ora em drama, ela está em altas!
Em suma…
A ingenuidade de Susan: IRRITOU MUITO.
A briga entre Lynette e Gaby: IRRITOU.
O assumir do lado negro de Ben: GEROU ALGUM INTERESSE.
Não abrandem agora porque esta temporada estava com gás!
Lista de suspeitos: Filho da Bree; Filho bastardo do Rex; A vizinha Mitzi Kinsky; A filha bastarda de Tom; O filho do Mike…
Não consigo fazer uma aposta coerente porque quero mesmo associá-lo à Bree.