Desperate Housewives: 8×12 – What’s the Good of Being Good (ABC)

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[SPOILERS] Confirma-se. Voltámos a entrar na aborrecida sequência de episódios em que nada acontece. Em que, no final de cada episódio, consigo ouvir o som do vento que arrasta uma bola de feno, não numa paisagem deserta, mas no asfalto de Wisteria Lane.

Todas as temporadas este ciclo se repete. Uma sequência de episódios, cada vez melhores, conduzem a um grande cliffanger de despedida para as férias de Natal. Um regresso bom e depois tudo acalma novamente. Mas bolas, esta é a última temporada! Não se arranjava nada de melhor?! Nem episódio-catástrofe chegamos a ter!

Surpresa das surpresas! Claudia (Justina Machado), a viúva de Alejandro (Tony Plana), já descobriu o paradeiro de Susan (Teri Hatcher) – também, com aquele cheque não deve ter sido muito difícil – e chega a Westeria Lane pronta para arrancar o marido em fuga das mãos desta “destruidora de lares”. Quando Gabrielle (Eva Longoria) vê os papéis que Claudia espalhou pela rua, Susan não tem outra opção senão confessar à amiga que tinha ido à procura da família de Alejandro (Ok, a Gabby vai matá-la!) e que Marisa, a enteada dele, era também vítima de abusos sexuais (Ok, afinal não, vai antes esclarecer a história toda…). E voilá! Gabby conhece Claudia e Marisa (Daniela Bodadilla), conta-lhes a sua história. Marisa confessa o que o padrasto lhe fazia. Claudia chora de arrependimento por nunca se ter apercebido de nada. Susan já não é uma destruidora de lares. Tudo é aborrecido esclarecido. Tudo fica bem. Todos seguem com as suas vidinhas. O melhor momento disto tudo foi mesmo o ar desconfiado com que Claudia perguntou se a nódoa de sangue na alcatifa de Gabby era mesmo de vinho tinto… aconselhando-a a limpar aquilo o mais depressa possível. O único momento que não foi “in your face”. Onde ficou uma certa ambiguidade no ar, uma incerteza. Bem que podíamos ter mais situações destas. Começam a ser escassas!

Depois tivemos Lynette (Felicity Huffman) de volta à vida de solteira, num jantar com o amigo cabeleireiro de Rennée (Vanessa Williams). Claro, como seria de esperar, o encontro romântico estava condenado a ser um desastre. Primeiro pensei que o cabeleireiro fosse gay ou coisa do género. Mas não. Acabou por ser a própria Lynette a encarregar-se se arruinar a noite quando se pôs a desenhar um plano estratégico para que, em 5 anos, o homem deixasse de ser um “simplório” cabeleireiro e passasse a ser o proprietário e gerente do seu próprio salão. Estava claro que isto ia acontecer, logo pela maneira como a dona de casa “defendeu” as aspirações que a ex-mulher do senhor tinha para ele. E claro, Lynette não é burra nenhuma. Sabe bem o “feitiozinho” que tem e como pode ser complicado lidar com ela. Este episódio, como muitos dos que estão para trás, desde que ela e Tom (Doug Savant) se separaram, mais não fez do que vincar essa necessidade de mudança de atitude, que se não acontecer pode conduzir Lynette a uma velhice solitária. Ah! E Tom, afinal, sempre foi para Paris! Só espero que não tenhamos de gramar com mais episódios de Lynette em encontros amorosos embaraçosos. Por favor. Algo de novo. Algo que não esteja tão batido em tudo quanto é séries e filmes de comédia protagonizados por mulheres!

Finalmente, temos Bree (Marcia Cross) que não só vai perdendo o juízo como também a reputação. Verdade seja dita, depois de já ter estado com tantos homens desde a morte do marido, Rex, na primeira temporada, não sei como é que Bree ainda goza desta reputação junto dos vizinhos… mas enfim. A nova devoradora de homens de Wisteria Lane é apanhada primeiro pela vizinha, Karen McCluskey (Kathryn Joosten), e depois pelo Reverendo Sykes (Dakin Matthews ), que se oferece para ajudá-la. Infelizmente Bree não quer a ajuda de ninguém, e o facto de ser expulsa da festa da sua paróquia, depois de quase se ter pegado com a esposa de um dos homens com quem foi para a cama, parece não a incomodar minimamente. Aliás, esta nova Bree está-se nas tintas para tudo e todos. E aquele olhar pecaminoso com que ela abandonou a sala cheia de gente, e como beijou outro desconhecido à frente de sua casa perante o ar reprovador do casal que passava, no fim do episódio… é como ver um acidente a acontecer em câmara lenta. A menos que algum “anjo” apareça para salvar Bree – a este ponto não me parece que as “amigas” façam alguma coisa – ela não durará muito mais tempo.

Ah! E afinal Ben (Charles Mesure) é mau. Bom, mais ou menos. É mau, mas não o suficiente para se casar com Rennée e lhe roubar o dinheiro. À última da hora, já depois de ter feito o pedido de casamento, o australiano tem um ataque de consciência e é incapaz de avançar para um casamento por interesse. Como seria de esperar, ela fica destroçada. E ele acaba por recorrer a um empréstimo feito por um homem de ar muito duvidoso. Empréstimo este que, claro, Ben não conseguirá pagar… e que desaguará num episódio certamente violento, com Mike (James Denton) envolvido ao barulho, sem dúvida. E quando tudo é tão linear, tão previsível, com tão pouco espaço para sermos surpreendidos… é sinal que algo está mal.

E assim, fazendo um apanhado geral do episódio, o espírito com que escrevo estas últimas críticas é mais o de obrigação do que o de vontade ou prazer. Esta é a última temporada, acho que não é injusto querer muito mais e melhor!

O Melhor: Bola de feno…
O Pior: Por onde começo…?
Nota: 5.6 (Mediano)

Lista de Episódios Nota (0.0/10.0)
Desperate Housewives: 8×01 – Secrets That I Never Want to Know (ABC)8.4
Desperate Housewives: 8×02 – Making the Connection (ABC)7.6
Desperate Housewives: 8×03 – Watch While I Revise the World (ABC)6.6
Desperate Housewives: 8×04 – School of Hard Knocks (ABC)6.0
Desperate Housewives: 8×05 – The Art of Making Art (ABC)6.3
Desperate Housewives: 8×06 – Witch’s Lament (ABC) 8.6
Desperate Housewives: 8×07 – Always in Control (ABC) 9.0
Desperate Housewives: 8×08 – Suspicion Song (ABC) 9.3
Desperate Housewives: 8×09 – Putting It Together (ABC)9.5
Desperate Housewives: 8×10 – What’s to Discuss, Old Friend (ABC)8.3
Desperate Housewives: 8×11 – Who Can Say What’s True? (ABC)7.0
Desperate Housewives: 8×12 – What’s the Good of Being Good (ABC)5.6
Desperate Housewives: 8×13 – Is This What You Call Love? (ABC)6.8
Desperate Housewives: 8×14 – Get Out of My Life (ABC)8.8
Desperate Housewives: 8×15 – She Needs Me (ABC)8.1
Desperate Housewives: 8×16 – You Take for Granted (ABC)8.7
Desperate Housewives: 8×17 – Women and Death (ABC)9.0
Desperate Housewives: 8×18 – Any Moment (ABC)6.5
Desperate Housewives: 8×19 – With So Little to Be Sure Of (ABC)8.3
Desperate Housewives: 8×20 – Lost My Power (ABC)6.7
Desperate Housewives: 8×21 – The People Will Hear (ABC)8.2

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"Trust No One" - Deep Throat, The X Files / Patty Hewes, Damages

6 Respostas para “Desperate Housewives: 8×12 – What’s the Good of Being Good (ABC)” Subscribe

  1. João Barreiros 29/01/2012 às 19:38 #

    Eu tenho gostado muito. A história da Gabrielle e da nova vítima do padrasto foi muito bem conduzida e esta nova faceta da Bree também está a dar bons resultados.

    • Ramos 29/01/2012 às 23:08 #

      Sim, a Bree continua a proporcionar-nos dos melhores momentos do episódio, sem dúvida. Se na primeira temporada a Susan se destacava do conjunto, nesta última temporada o destaque vai todo para a Bree.

      Mas a história da Gabrielle foi muito óbvia. Podiam ter aguardado mais umas semanas, ou jogado com isto de maneira diferente. Nas não. Foi tal e qual o que eu esperava que fosse, e isso às vezes é mau sinal.

  2. Renato 29/01/2012 às 20:18 #

    Concordo com o João! Acho que a historia de Gabrielle e da Claudia foi bastante boa. Bree está em altas e estou a adorar esta sua nova faceta. A verdade é que não foi um episódio excelente, mas gostei muito e estou a gostar do rumo desta temporada. A nota que deste podia ter sido mais alta, visto que não foi um episódio assim tão mau. Compreendo a tua revolta com o facto de esperares mais, visto ser a ultima temporada, mas mesmo assim a série tem correspondido ás espectativas!

    • Ramos 29/01/2012 às 23:23 #

      Eu gosto do mistério em torno do bilhete, da destruição da amizade entre as protagonistas – que nunca ninguém achou que fosse possível – e, claro, da solidão da Bree.

      Mas muito do que se tem passado em redor disto não tem a força e a emoção que devia ter na última temporada. Às vezes tenho a sensação que andamos a “queimar cartuxos” até aos 3 ou 4 episódios finais.

  3. Joaosimoes91 29/01/2012 às 23:04 #

    Eu gostei…..dava 7.5…..

  4. ricardo 31/01/2012 às 00:50 #

    O episódio foi muito mal construído. E não teve aquele clima electrizante que eu espero sempre que vejo donas de casa e temo que a continuar assim me faça entrar em Zombie, ou seja ver por ver (como fiquei na temporada 6, só de me lembrar quase que adormeço lol). Mas até agora ainda não está assim tão, teve 3 episódios menos bem conseguidos mas não há de ser nada de grave.

    Da história de Gabi, apesar de previsível, tenho que confessar que o momento em que a filha de Claudia entra em cena e conta à mãe toda a verdade foi de facto arrepiante e muito bem feito.

    E o declínio da Bree, também está sempre em altas.

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