House of Lies: 1×02 – Amsterdam (Showtime)

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[SPOILERS] Quando soube que o título do episódio seria “Amsterdam” pensei logo, entusiasmado, que a missão desta semana levaria a equipa a terras europeias, mais especificamente às terras baixas. A partir daqui imaginei uma aventura com brownies, cogumelos e a Kristen Bell em roupa interior (se aparece no trailer da série tenho direito a sonhar). Por isso quando descobri que “Amsterdam”, o título que dá nome ao episódio inteiro, não passa da palavra de segurança entre Marty (Don Cheadle) e a sua ex-mulher (Dawn Olivieri) quando têm sexo, caiu-me tudo (menos as calças como está constantemente a acontecer ao Marty).

Nota-se que o episódio quer ter um início pujante, começa logo com Marty a mostrar-nos aquilo em que é melhor ao angariar mais um cliente com a sua tremenda lábia. A dada altura quando diz que faz com que as pessoas se abram para ele como uma flor de lótus, fiquei a pensar se ainda estava a falar do futuro cliente ou se era uma boca para nós.

Numa mesa ao lado Marty vislumbra a sua ex-mulher, tal como um cão com cio, e assim mal de despacha da mesa saltamos para mais uma cena de sexo à bruta no WC. É aqui que descobrimos o que significa “Amsterdam”, terminando a cena com os dois a estrangularem-se um ao outro enquanto acabam o que lá foram fazer. Nunca imaginei chegar o dia em que uma cena de sexo gratuito me aborreceria, mas a verdade é que é preciso mais, é preciso classe, charme, humor. Assim não é suficiente e “House of Lies” continua a seguir o mesmo caminho do primeiro episódio.

Desta vez conhecemos um pouco mais da empresa Galweather & Stearn, vemos parte das instalações e surgem em cena duas personagens importantes, o patrão Harrison Galweather (Richard Schiff) e o famoso Rainmaker (Griffin Dunne), que tanto pelos actores que os representam como pela importância que lhes deram, certamente serão presenças relativamente constantes. Já agora, repararam que o Rainmaker continuou a andar quando o Marty fez a sua magia? Será algo mais explorado no futuro?

Aqui é dada a nova missão da equipa maravilha, deslocarem-se a Phoenix para impedirem um divórcio que resultará na falência de uma equipa de basquetebol. Mas o caso é relegado para segundo plano, como imagino que todos irão ser nesta série. O que interessa aqui são outras coisas.

No aeroporto, Doug Guggenheim’s (Josh Lawson) mete conversa com Cat Deeley, a apresentadora do programa “So You Think You Can Dance” (ainda bem que o disseram), e aquilo que parecia desastroso, surpreendendo tudo e todos funciona. Cat parece gostar genuinamente dele, incluindo o cheiro da sua colónia a baunilha com que todos haviam previamente gozado, acabando até por ajudá-lo a limpar-se depois de este ter derramado café em cima das partes íntimas. É um sonho tornado realidade e por isso é que custa tanto ver Doug a estragar tudo ao ficar no seu lugar sem se mexer e a dizer disparates enquanto Cat se vai embora. É pena. Mas preocupar-me com o destino de uma personagem nesta série já foi um avanço.

Por causa desta cena Doug e Clyde (Ben Schwartz) ainda fazem uma aposta. Clyde tenta provar que seria capaz de engatar a famosa Cat Deeley. E por uns momentos achei que ainda íamos ter uma cena realmente boa, com um Clyde em alta a jogar com grandes momentos sentimentais…mas não.

Jeannie (Kristen Bell) por sua vez é convidada para jantar com um antigo conhecido seu, Derek Fielder (Brian Letscher). Ela pensa que é um encontro de engate, mas na verdade o seu amigo é um caçador de talentos na sua área e veio com o intuito de a sondar para um novo emprego. Não percebi a desilusão dela ao descobrir isto, devia dar pulos de contentamento por não ser um engate, o homem claramente tinha problemas o que dizer daqueles movimentos com a cabeça que ele fazia para mexer o cabelo? Era estilo ou resquícios de ataques epilépticos?

No final fica a insinuação de que Marty boicotou esta oferta de emprego e Jeannie, fingindo não estar a gostar da conversa, volta-se de lado e sorri. Afinal o Marty tinha razão no episódio anterior, estes dois definitivamente vão acabar por brincar aos médicos juntos.

Quanto ao “caso da semana” a equipa de Marty consegue mais uma vez triunfar ao manter o casal da equipa de basquetebol casados, mesmo que seja apenas para as aparências. O filho do Marty (Donis Leonard Jr.) é que continua sem me convencer, não me preocupo minimamente com ele e com os problemas que enfrenta na escola, o que é mau sinal.

No fundo não achei que este episódio tenha sido mais fraco que o piloto, mas também esperava mais dele, precisamente porque dou sempre o benefício da dúvida aos primeiros.

O Melhor: A cena no aeroporto com Doug e Cat (dispensando a sua frase final).
O Pior: O humor que devia ser o forte da série continua muito morno.

[starreview]

[starrater]

Lista de EpisódiosNota (0.0/10.0)
House of Lies: 1×01 – Gods of Dangerous Financial Instruments (Showtime)7.0
House of Lies: 1×02 – Amsterdam (Showtime)6.9
House of Lies: 1×03 – Microphallus (Showtime)6.7
House of Lies: 1×04 – Mini-Mogul (Showtime)7.5
House of Lies: 1×05 – Utah (Showtime)7.2
House of Lies: 1×06 – Our Descent Into Los Angeles (Showtime)7.0
House of Lies: 1×07 – Bareback Town (Showtime)7.2
House of Lies: 1×08 – Veritas (Showtime)7.3
House of Lies: 1×09 – Ouroboros (Showtime)6.5
House of Lies: 1×10 – Prologue and Aftermath (Showtime)7.4
House of Lies: 1×11 – Business (Showtime)8.0
House of Lies: 1x12 – The Mayan Apocalypse (Showtime)7.4

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14 Respostas para “House of Lies: 1×02 – Amsterdam (Showtime)” Subscribe

  1. Vítor Rodrigues 18/01/2012 às 01:36 #

    O melhor do episódio é mesmo Ben Schwartz (ele já tinha provado o quanto é genial em Parks and Recreation)…

    Concordo contigo, mas vi a cena inicial na casa de banho percebi que esta série é mais Californication S4 e menos Californication S1. Exijo mais!

    • Loot 18/01/2012 às 08:45 #

      Acho uma boa ideia colocar no final o melhor e o pior do episódio mas tem-se provado a parte mais difícil para mim ao escrever.
      Sinceramente não sabia qual escolher, acabei por por aquela porque pela primeira vez me interessei com o destino de uma personagem.

      A cena do Ben Schwartz começa bem com a parte da irmã que morreu, mas depois, para mim, descamba. Nada a ver com o actor não gostei da linha de argumento. Ele está bastante bem sim.

      Quanto a Caifornication, concordo, só não voltei a mencionar porque já o tinha feito no 1º episódio. A 1º temporada dessa série é bem divertida e há cenas de sexo até mais provocantes e que funcionam muito bem, aquela com o o Hank, o Runkle e uma mulher cujo nome não me recordo é hilariante.

  2. ricardo 18/01/2012 às 02:34 #

    Os actores são bons… As cenas com imagem parada funcionam bem… Os discursos e monólogos do Marty são bem escritos… Tem nudez… Contudo… Contudo, falta algo que ligue isto tudo. Falta um enredo melhor. Uma trama que dê vontade de voltar a assistir semana a semana.

    Ainda assim, este episódio foi bem melhor que o primeiro. E a cena do Clyde foi bem fixe!

    Ben Schwartz em grande e muito pouco de Kristen Bell.

    Apesar de um pouco desiludido continuo a acreditar que fiz bem em acompanhar esta série… Espero é poder confirmar isto no fim da temporada xD

  3. Ana Gomes 18/01/2012 às 09:41 #

    Gostei mais deste do que o primeiro. Nota-se que o potencial está lá mas, ainda falta qualquer coisa.

  4. Loot 18/01/2012 às 10:32 #

    Acho que falta ter mais piada :)
    Mas percebo o que dizem e concordo, as coisas estão lá mas ainda não estão bem interligadas, falta o tal “je ne sais quoi”.

    Eu fui simpático com a nota do primeiro e agora ao dar a deste segundo tramei-me porque este é ligeiramente melhor. E mesmo assim não resisti a brincar com a nota da série já que eles insistem numa determinada linha :P

  5. Patxi 18/01/2012 às 20:57 #

    Gostei muito mais deste episódio. Ainda não me convenceu como série de comédia nem como drama. Está perdida algures.
    Engraçado é que quando li também o título do episódio imaginei-os também, e como tu, na Red Light ou numa coffee shop.

    Espero que os episódios que se adivinham tenham, por favor, menos sexo. E que o filho Marty apenas goste de se vestir como mulher, nenhuma miúda daquela idade joga jogo de vídeo daquela maneira a não ser que seja geek ou maria-rapaz, e aí entramos numa dualidade de personalidade porque os rapazes que querem ser raparigas não fazem actividades masculinas.

    Só umas notas sobre o que disseste sobre a Jeannie:
    - Não percebi a desilusão dela ao descobrir isto
    eu tenho a dizer que percebo-a e dei por mim a praguejar e fiquei triste por ela.
    -
    estes dois definitivamente vão acabar por brincar aos médicos juntos.
    Não vão brincar não senhor… ela vê nele o irmão mais velho que a protege e por isso sorriu, porque há alguém que gosta de trabalhar com ela e que a quer na equipa, mesmo que eles a vejam como “um deles”.

  6. Patxi 18/01/2012 às 20:59 #

    Errata:
    Só umas notas sobre o que disseste sobre a Jeannie:
    - Não percebi a desilusão dela ao descobrir isto
    eu tenho a dizer que percebo-a e dei por mim a praguejar e fiquei triste por ela.
    - estes dois definitivamente vão acabar por brincar aos médicos juntos.
    Não vão brincar não senhor… ela vê nele o irmão mais velho que a protege e por isso sorriu, porque há alguém que gosta de trabalhar com ela e que a quer na equipa, mesmo que eles a vejam como “um deles”.

  7. Patxi 18/01/2012 às 20:59 #

    Peço desculpa, pelo comentário ‘quase duplicado’, mas é que já não dá para editar.
    Sorry. :(

    • Loot 18/01/2012 às 21:07 #

      Não faz mal antes dava para editar e sinto falta disso.

      Quanto à 1º parte. É verdade que é sempre uma desilusão, um ataque ao ego. Mas queria dizer que ficou melhor assim, ela merece melhor :)

      Quanto à 2º linha concordo com a 2º frase. Ela gosta de trabalhar com ele e gosta de se sentir valorizada sem dúvida. Mas irmão mais velho? Aí não sei. Não vai ser tão cedo, mas é possível que venham a ter uma noite juntos, bêbados e tal e na manhã seguinte volta tudo ao normal. Não sei…

      • Loot 18/01/2012 às 21:15 #

        Ah e quanto às cenas de sexo não têm de diminuir necessariamente, quer dizer da forma que as estão a explorar sim, mas acredito que se forem bem feitas e com humor à mistura são bem vindas. Na 1º temp de Californication nunca me queixei delas (agora já infelizmente).

        • Patxi 18/01/2012 às 21:47 #

          Sim… da maneira como estão a ser expostas estão a ridicularizar a série.
          As duas primeiras seasons de Californication para mim estão excelentes. Depois disso… neh…

  8. Cláudia 19/01/2012 às 09:55 #

    Não é mau mas podia ser melhor. E eu acho que as cenas de sexo são a mais. Não sou púdica mas acho que exageram.

  9. Pedro 19/01/2012 às 19:28 #

    Gostei qb mas estou como a maioria, ainda falta qqr coisa.

    A Cat Deeley não é juíza no “So You Think You Can Dance” é a fantástica apresentadora do dito programa.

    Espero q o clichê de eles dormirem juntos não aconteça. Não vejo ali quimica para isso.

    A série tem ali qqr coisa…falta sair cá para fora.

    E estou convencido. Não é comédia!! ☺

    • Loot 19/01/2012 às 23:50 #

      Peço desculpa pelo erro percebi juíza ao ver a série devia ter confirmado.

      É suposto ser de comédia acho que isso é claro. Podes confirmar o género aqui: http://www.imdb.com/title/tt1797404/

      A comédia é que não está no ponto ainda. Mas não percebo o que a série tem de interessante se não for de humor. A forma como resolverem os casos da semana é que não é.

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