[SPOILERS] Um pouco por esse mundo fora existia o medo de que, com a partida de Mags Bennett (Margo Martindale) e seu clã, a série perdesse gás. Medo de que, com o adeus de uma vilã tão forte, tão carismática, “Justified” fosse coxear. Pois bem “The Gunfighter” é uma resposta pronta, limpa e eficaz: amigos nada temam, estamos de pé, fortes e a andar!
E oh caraças que grande regresso! E oh caraças se eu tinha saudades disto! E oh que arrancamos – como é costume – imediatamente após os acontecimentos da segunda temporada. Raylan (Timothy Olyphant) foi baleado no seu confronto final com os Bennett e encontra-se agora em recuperação. Vemos um protagonista a tentar afinar a pontaria, a tentar um regresso à sua vida normal: na esquadra e em casa. Art (Nick Searcy) continua com aquele ar desiludido e Winona (Natalie Zea) decide ficar, para juntos criarem o pequeno rebento. Na sala ao lado encontra-se Boyd (Walton Goggins), a exigir um pedido de desculpas devido ao facto de Raylan não lhe ter entregue Dickie (Jeremy Davies) como havia prometido. Há luta, e um deles, o de sempre, vai preso mais uma vez.
E a razão disto prende-se ao facto dela, Ava (Joelle Carter), ter sido alvejada. O amor tem destas coisas, e assim, com o seu namorado na prisão é ela que assume os negócios – da erva – lá de casa. Mesmo com um braço ao peito ela consegue pôr ordem nos dois “colegas” de Boyd e fazer valer a vontade deste. Fantástica a cena na cozinha com a frigideira.
Em terceiro plano surgem então os novos vilões. E que vilões. Numa história de gangsters que se fecha de forma muito concisa, cheia de pequenas traições e reviravoltas, ficamos a conhecer Quarles (Neal McDonough), um forasteiro bem-parecido que vem cobrar uma dívida a um pequeno mafioso, acabando depois por engendrar uma forma de o incriminar e matar. Ainda é muito cedo para percebermos qual é a sua agenda mas este primeiro aperitivo foi absolutamente fantástico e a prova de que deixámos para trás os conflitos rurais da família. Desde aquele começo onde ele diz que nunca tinha visto cavalos tão bonitos até ao final onde ele tira a pistola na manga, tudo é aterrador. E é incrível como esta série, consegue logo nas apresentações fornecer tanto ao espectador e criar de imediato tanto sentimento. É aqui que “Justified” se distancia de todas as outras séries do género: não só construiu ao longo do tempo um leque de principais muito sólido, como consegue, do dia para noite, introduzir personagens novas que rapidamente se formam, com espessura e densidade. Vejamos o exemplo do outro vilão deste início, Fletcher “The Ice Pick” Nix (Desmond Harrington): pouco soubemos dele, mas o pouco que nos foi dado construiu de imediato uma figura sólida, e terrível. A cena do elevador é incrível mas melhor ainda é aquele puxar de toalha. Harrington está melhor nestes 40 minutos do que em todas as temporadas que fez de “Dexter”. É impressionante como uma casa muda tudo.
A violência continua lá, seca, bruta, crua. Presente aos cachos neste fulgurante início. Quando menos se espera, bang, bang, do nada. Assim, para nos apanhar distraídos e atirar ao chão. Quase que cheiramos o sangue. E por fim, aquele final. Aquela cena brutal em que Boyd chega à prisão, olha para Dickie e depois fica a olhar para as grades, com um sorriso omitido. Muito, muito bom.





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Raylan!
Só vou ler a crítica depois de ver o episódio mas pela nota que lhe dás, é um bom regresso.
Comecei a ver Justified no final do ano e de facto foi uma boa surpresa. Acabei de ver esta semana a segunda temporada, mesmo antes de iniciar a 3.ª e pelos vistos a qualidade mantem-se.
Que baile que o Raylan deu no Fletcher, ahahah! Início bastante promissor.
Sim, grande regresso mesmo. A cena da toalha foi excelente. Até fiquei com pena do “Quinn” não continuar por mais uns episódios. Gostei do personagem dele.