[SPOILERS] E, ao oitavo episódio de “Once Upon a Time”, conhecemos finalmente a história de Rumpelstiltskin.
“Magic always comes with a price”
O regresso de “Once Upon a Time” chegou morno, mas com uma pitada de sal: a história de Rumpelstiltskin (um magnífico Robert Carlyle). Estive à espera deste momento desde que a série começou e, como esperava, não fiquei desiludida. “Once Upon a Time” conseguiu mostrar dois lados de um personagem meio detestável que conquistou por inteiro este episódio.
Por um lado, na Fantasia, conhecemos o lado bom desta personagem e, no decorrer do episódio, a curiosidade vai aguçando para descobrir como e porque é que ele passou para o “lado negro”. Rumpelstiltskin luta para salvar o filho de um destino próximo da morte enquanto que na vida real continua a manipular as personagens em prol dos seus objectivos pessoais. Por amor, Rumpelstiltskin mata o Dark One e transforma-se no personagem que conhecemos, um twist muito bem escrito, que dá prazer de assistir.
“Good always loses because good has to play fair.”
Na vida real, com as eleições para xerife de Storybrooke a dar o mote ao episódio, percebemos algo importante: Mr. Gold e Regina (Lana Parrilla) estão em lados opostos desta história, quando Mr. Gold apoia Emma (Jennifer Morrison) na sua candidatura a xerife de Storybrooke. Duas semanas passaram desde a (inesperada) morte do Sheriff Graham (Jamie Dornan) e Emma confronta mais uma vez Regina que tenta manipular as eleições, acabando por ser ela própria manipulada por Mr. Gold.
A aliança de Emma com Mr. Gold é um indício claro de que algo vai correr mal. Mesmo assim, durante o debate com Sydney Glass (Giancarlo Esposito) – o outro candidato ao cargo – pensamos que Emma ganhou uma pequena batalha ao enfrentar aquele de que todos têm medo. O twist final da manipulação das eleições por um hábil Mr. Gold foi uma agradável surpresa, principalmente quando achamos que o Bem superou o Mal. Good always loses…
Robert Carlyle continua a surpreender como Rumpelstiltskin/Mr. Gold. A intensidade de ambas as personagens é extremamente bem explorada pelo actor, seja como o Dark One, seja como “dono da cidade”. Esperam-nos certamente, boas surpresas para o resto da temporada. Já de Emma Swan não consigo dizer o mesmo, a personagem ainda tem muito para evoluir e muito para contar. No entanto, outro ponto interessante deste episódio foi conhecer um pouco mais da história de Emma e do seu passado. Não tendo lugar como personagem na Fantasia, Emma tem sido, na minha opinião, deixada um pouco de lado no decorrer da história. Conhecemo-la hoje como uma pessoa corajosa, do lado do Bem, mas pouco sabemos dela como mulher e como mãe de Henry. Parece-me que será apresentada aos poucos durante esta primeira temporada.
No geral, o episódio foi bom, mas não da mesma qualidade apresentada nos primeiros sete. Espero ansiosamente pela apresentação do Capuchinho Vermelho que deve trazer outro sabor à história.
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Gostei bastante do episódio. Adoro o Rumpelstiltskin/Mr. Gold. É sem dúvida alguma a melhor personagem que a série tem, e este episódio centrado nele foi mesmo muito bom.
Ah, e boa crítica, Catarina
obrigada paulo! o Rumpelstiltskin também é a minha personagem favorita, pelo menos a que me dá mais prazer assistir (embora a regina em modo Rainha também não seja nada má)…
Eu também gosto muito dele , de facto é o que dá uma certa piada à série. Mas Catarina na minha opinião a Regina é um pouco irritante ahah
sim, tens razão, às vezes consegue ser um bocadinho, mas dá vida à personagem e isso é bom!
Robert Carlyle a roubar o episódio por completo. Estou a gostar imenso desta série, e concordo o elo mais fraco tem sido a Emma, e a interpretação da Jennifer Morrison também não ajuda nada…