[SPOILERS] A um ritmo compassado, “Once Upon a Time” volta esta semana com toda a força, mostrando que ainda há muito para contar nesta história de encantar.
A história dos gémeos Hansel e Gretel nunca foi um dos meus contos preferidos. Ouvi vagamente a história, conheci vagamente as personagens e a minha mais forte recordação era a casa feita de doces. Com este episódio, “Once Upon a Time” não desiludiu. A coordenação entre a Fantasia e o Mundo Real foi extremamente bem conseguida embora estivéssemos, como sempre, a assistir a duas histórias paralelas.
No Mundo Real a xerife Emma Swan (Jennifer Morrison) depara-se com dois irmãos, Ava (Karley Scott Collins) e Josef (Quinn Lord), órfãos de mãe e com pai desaparecido. A sua própria experiência como órfã leva Emma a interessar-se pelas duas crianças e a tentar encontrar o pai destas, evitando que entrem no sistema de adopção. Quando encontra o pai – mecânico de Storybrooke – este nega a paternidade e recusa-se a ficar com as crianças, deixando a Emma apenas uma hipótese: levar os dois irmãos até Boston e entregá-los para adopção. Claro que, como uma boa história de encantar, temos um final feliz quando Emma consegue reunir a família.
Um final menos feliz foi o de Emma com o pai biológico de Henry (Jared Gilmore). Quando questionada sobre quem será o pai, Emma mente a Henry, dizendo-lhe que o pai foi um herói e que morreu a tentar salvar uma família de um incêndio. Mais uma vez, aprofundamos a história de Emma, o seu passado amoroso e o seu passado como órfã, muito bem inserido neste capítulo.
No lado da Fantasia, a Rainha Má (Lana Parrilla) também separa uma família na floresta: o pai de Hansel e Gretel desaparece e, quando o tentam encontrar, os gémeos deparam-se com a Rainha Má e o seu exército. Com a promessa de que os ajudará a encontrar o pai perdido, a Rainha Má faz um acordo com os dois irmãos: se eles conseguirem roubar algo importante da casa da Rainha Cega (Emma Caulfield), ela ajuda-os a encontrar o pai. Depois de devidamente aceite, o acordo torna-se real quando a Rainha os leva até à casa de doces da Rainha Cega e lhes ordena que entrem à noite, quando a Rainha Cega está a dormir e roubem o seu bem precioso, sem comer nada do que encontrarem no caminho.
Mas claro que, para dar um sabor adocicado a esta história, Hansel não resiste e come um doce. A Rainha Cega acorda e a partir daí, os irmãos tentam a todo o custo evitar serem enviados para o forno e servirem de jantar, conseguindo lutar e virar o jogo. Esta história, diferente da original em alguns pontos, permite-nos descobrir algo importante: foi através de Hansel e Gretel que a Rainha Má conseguiu a maça envenenada que irá deixar a Branca de Neve num sono profundo até ao beijo do Princípe Encantado! Ainda não tinha aqui referido que, cada vez que a Rainha Má aparece dou por mim a sorrir. A caracterização da personagem está fantástica, cada penteado é melhor que o anterior e cada roupa me diverte mais!
Em conclusão, a inserção do conto de Hansel e Gretel em “Once Upon a Time” fugiu um pouco à linha da história principal. Descobrimos aqui novas personagens que, provavelmente, não terão continuidade, embora tenha achado que o dono da loja de conveniência que os irmãos assaltaram seja um dos anões da Branca de Neve – o Atchim – pela quantidade de espirros que vimos. Esta descoberta constante de personagens do mundo da Fantasia é, na minha opinião, um dos pontos mais interessantes na história de “Once Upon a Time” e a dicotomia presente entre as personagens da Fantasia com a Vida Real é também muito bem conseguida.
Ponto positivo também para a chegada de um desconhecido (Eion Bailey) à cidade que, segundo Henry, não permite que ninguém entre ou saia. Quem será aquele homem? Como é que ele conseguiu “quebrar o feitiço” e entrar na cidade?
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Bem, começo por dizer que este não foi o meu episódio favorito. Não sei porque, mas não me caiu muito bem toda esta história que, no final de contas, não nos vai servir para grande coisa… Isto apenas teve como objectivo contar um pouco mais acerca do pai de Henry e, nada de mais. Foi um episódio algo irrelevante, mas que acaba por ser divertido e fantástico. Quando era pequeno, sempre sonhei com aquela casa de doces…
Episódio típico de series com mais de 20 episódios… Quando o acabamos de ver ficamos com a sensação de que serviu mais para encher do que para nos dar algo de realmente útil.
Ainda assim conseguiu entreter, e quando assim acontece já não é mau.
Quanto ao facto de estas personagens que vão surgindo depois não terem continuidade é o que menos gosto do modelo de Once Upon a Time, porque depois nunca criamos realmente uma ligação com eles e os episódios que enchem mesmo as medidas são os destinados às personagens mais nucleares. Os outros vão para o saco dos que tirando a cena x e o dialogo y só serviram para completar calendário.
A cidade tem por inúmeras personagens e descobrir quem são enquanto elementos de “encantar” é de facto interessante, mas penso que a sua inclusão na trama principal devia ser melhor gerida.
Um autêntico filler. Valeu a pena pela parte final…quem será aquele desconhecido?
Aquele homem misterioso trazia uma caixa misteriosa que eu acredito poder ser a caixa com a maçã para a Branca de Neve.
Bem, acho que o homem que chegou deve ter alguma coisa a ver com Henry, pode ser até o seu pai, quem sabe Emma vai dizer que o pai dele era apenas o encontro de uma noite e nem sequer o conhece, que estava bêbada ou algo assim.
No entanto… há uns tempos eu tinha posto uma questão, há crianças na cidade que não crescem, apenas Henry cresce, ninguém deu conta disso? Espero que me expliquem o por quê disso antes da série teminar, porque não o engulo.
Bom, não acho q seja de total sem sentido esse episodio. Ele serviu, pra mostrar que a Emma resolveu mais um problema da cidade da fantasia, fazendo João e Maria encontrar seu pai, fazendo assim, mudar o ‘ciclo’ da cidade, que agora recebe estranhos! E também, fez a Branca de Neve saber Emma é sua filha, mesmo elas não acreditando.