[SPOILERS] Chegámos à recta final e é no inicio de 2012 que “Pan Am” queima os seus últimos cartuchos. Um mês depois voltamos às histórias que tinham ficado em suspenso e se esperavam melhorias podem conter a excitação.
Desde os primeiros episódios que se percebeu que a série não seguia um rumo que a distinguisse das outras ofertas televisivas. Era um produto leve, banal e que tinha o seu maior interesse na época em que se passava e no tema que abordava. Se esta característica até foi bem aproveitada em alguns episódios, o resto ficava quase sempre aquém do ideal. Não tenho problemas que seja uma série menos séria e que seja companhia para um domingo à tarde, agora é preciso que essa companhia seja capaz de nos entreter e que nos vá dando motivos para continuar a acompanhar.
Pelo titulo do episódio já se está a ver o tema central desta hora de televisão. Muitos segredos, algumas mentiras e acima de tudo muito romance, até demais. O episódio dedicou-se. quase exclusivamente, aos romances entre as personagens. Se um triângulo amoroso já chegava, agora temos dois. Não era bem isto que esperava para este regresso.
Dean (Mike Vogel) e Colette (Karine Vanasse), os recém apaixonados são confrontados com o regresso de Bridget (Annabelle Wallis) e começa aqui o triângulo nº1. Mesmo com Colette sempre em grande e com uma alma de santa a compreender a situação, o regresso de Bridget é algo que acaba por não ter o impacto que esperava. Parece ser mais uma desculpa para ter ali aquela clivagem habitual na disputa do amor.
O triângulo nº2 tem apontamentos mais interessantes mas não escapa imune às críticas. Laura (Margot Robbie), Ted (Michael Mosley) e Amanda formam o outro trio, que com avanços e recuos andam neste jogo. Aqui safam-se melhor porque Laura e Ted têm momentos cativantes e diálogos divertidos que mantêm acesa a nossa atenção. Já a presença de Amanda é dispensável e nem o futuro pedido de casamento é surpresa para os mais habituados a este tipo de histórias.
A nossa espiã é que tem uma grande tarefa para concretizar, passar no polígrafo. A morte do episódio anterior acaba numa investigação que põe em risco os intervenientes, levando a que seja criada uma história para esconder a verdade. É verdade que isto é tudo uma consequência do disparo fatal, mas esperava bem mais, especialmente para Kate (Kelli Garner). Já vimos que ela é determinada e tem força para carregar este seu trabalho, mas as repercussões de matar uma pessoa é algo que deveria ser melhor explorado. Aquele teste final acaba por ser a melhor parte e que me parece com segundas intenções. Provando o que tínhamos visto nos episódios anteriores, apesar da sua insistência em sair, ela é uma grande agente e talhada para este trabalho.
Se pensavam que os romances tinham terminado, ainda temos Maggie (Christina Ricci) com o congressista Rawlings (Chris Beetem). É mais uma história que não fosse pela personalidade dela e do contraste entre os dois acabaria por ser aborrecida. Assim foi ligeiramente melhor e sempre houve momentos interessantes e com capacidade de nos fazer sorrir.
Romance é coisa que não parece faltar na série e é exactamente aquilo que a leva para maus caminhos. Em vez de aproveitar a história da companhia e de época como forma de criar um arco, perdem-se em namoricos e drama banal e aborrecido. O episódio perde muito tempo a focar-se nos namoros, quando devia preocupar-se com outras coisas. Quando chegamos aos últimos minutos é que aquilo melhora e lentamente torna-se mais interessante. A sua vertente mais leve e divertida acaba por desculpar e salvar algumas das situações, mas num mundo tão vasto de escolhas é normal que assim não sobreviva.
[starreview]
[starrater]





Blogue Sangue Fresco
Cinema Notebook
Sons of Anarchy Portugal






Horrível, horrível episódio.