[SPOILERS] As preces foram ouvidas e “Pan Am” volta a usar um pedaço do passado para contar a sua história. São estas oportunidades que a série tem de agarrar e aproveitar o seu impacto para criar algo positivo. Com muita pena minha volta a falhar e a cair nos mesmos erros.
Se o toque mais novelesco da série pode ser ignorado ou até apreciado quando as histórias que conta agarram o espectador e o deixam entretido, o oposto também é verdadeiro. A oportunidade de usar esta viagem histórica até à União Soviética era um excelente ponto de partida para se redimir do episódio anterior. A redenção não veio e ainda conseguiu exacerbar o seu lado mais novela da noite, algo que é o ponto mais fraco da série.
Com esta viagem voltamos ao romance de Dean (Mike Vogel) e a indecisão entre qual das mulheres escolher. Colette e Bridget travam uma batalha que fica marcada pelos acontecimentos de Londres. Tudo muito bonito mas que não leva a lado nenhum. Já sabemos todos os estágios deste tipo de histórias e a série parece querer segui-los à regra. Sem novidades ou algo de fresco aquilo cai no aborrecimento e nem o sorriso de Colette (Karine Vanasse) salva isto tudo.
Já as escapadelas de Maggie (Christina Ricci) conseguem ter alguns pormenores mais interessantes, muito por causa da sua personalidade e de não ter papas na língua. Esta situação dá mais sabor a momentos que se poderiam tornar banais. Claro que tinha de haver alguma coisa a intrometer-se nisto e a presença de Ted (Michael Mosley) e Amanda veio criar uma cena vindo do nada. O beijo entre Maggie e Amanda (Ashley Greene) caiu do céu e ainda estou para perceber o como e o porquê. Pelo menos a cena do pedido de casamento em segundo plano sobreposto com as discussões de Maggie foi bem construído e uma boa escolha.
Não podíamos ir até solo Soviético sem uma histórias de espiões e a nossa Kate (Kelli Garner) tem missões cada vez mais arriscadas. Para que tinha esperança de que íamos ter uma boa história de espionagem ficou certamente de boca aberta quando viu tudo o que se passou. Acusações de espionagem e planos alucinantes dão lugar a uma história surreal e com muita fantasia. O tom leve e superficial com que trataram o assunto matou por completo a credibilidade do mesmo e levou-o para um nível medíocre.
O destino da série está traçado mas com episódios destes era difícil que fosse outro. É certo que se assumiu como uma série que não iria entrar pelo drama mais real e cru, em vez disso optou por ser mais virada para o entretenimento leve e descomprometido. Uma escolha válida que precisava de episódios que correspondessem e este não é um deles.
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