[SPOILERS] Ao 14º episódio é-nos desvendado o maior mistério da temporada. Finalmente avançamos em frente com uma revelação algo chocante na minha opinião, que nos deixa completamente impacientes para ver o que se segue. Já não era sem tempo!
Susan (Teri Hatcher) e Lynette (Felicity Huffman) tiveram a seu cargo a única storyline do episódio de que não gostei. O regresso dos gémeos Porter (Charles Carver) e Preston (Max Carver) não augurava nada de bom. Estes dois trambolhos não fazem nada da vidinha, pelo que o pânico de Lynette em vê-los de volta era completamente compreensível, nem ela – nem eu – estávamos com paciência para os aturar. Infelizmente ela cedeu facilmente. E a descoberta que se seguiu foi tão inesperada quanto insólita: Porter é o pai do bebé de Julie (Andrea Bohen)! E quer ficar com a filha! Já a ama e quer ficar com ela. Desculpem, mas nem a cara do actor ajuda a dar credibilidade a tais afirmações. Como diria Lynette, a reacção seria a mesma se Julie fosse dar à luz um novo site porno ou um videojogo! E o pior de tudo foi ver o egoísmo de Susan, que passou completamente por cima da decisão de Julie, para tentar arranjar em Porter um aliado de maneira a assegurar que poderia criar a neta e ter Lynette como comadre. E esta decisão não só fez com que a filha se zangasse com ela como também deixou Lynette a trepar pelas paredes com a possibilidade de ter de criar outra criança! É um drama familiar que não me deixa muito empolgado para ver o que se segue. Duvido que Julie se resigne a ficar em Westeria Lane e duvido ainda mais que Porter consiga criar a criança. Por isso o mais certo é sobrar ou para Susan ou para Lynette, e não sei até que ponto é que a amizade entre elas não voltará a ser posta a prova com esta complicada situação.
Embora inadvertidamente, esta semana Gabrielle (Eva Longoria) transformou-se numa asquerosa vilã. Bom, talvez esteja a exagerar, é verdade. Mas custou-me imenso vê-la a fazer de tudo para evitar que Roy (Orson Bean) saísse de sua casa depois de ele ter disciplinado Juanita (Madison De La Garza) e Celia, substituindo temporariamente Carlos (Ricardo Antonio Chavira) no papel de homem da casa. Certamente que Gabby não teria agido desta forma se soubesse daquilo que se passa com Karen McCluskey (Kathryn Joosten) e o motivo pelo qual ela expulsou Roy de sua casa: a senhora mais fixe de Westeria Lane está gravemente doente, porque o seu cancro voltou e desta vez parace não haver nada a fazer. Mrs. McCluskey sabe que Roy já acompanhara a sua primeira mulher no leito de morte e não quer que ele passe pelo mesmo novamente. Peço desculpa, senhores argumentistas, mas isto é jogar baixo!!! Senti-me uma menina durante a consulta de Mrs. McCluskey! Fiquei, genuinamente cheio de pena desta senhora que é sempre tão engraçada e bem-disposta. E custa-me ver o inevitável destino que a aguarda no final da série.
Depois tivemos ainda oportunidade para regressar aos negócios obscuros de Ben (Charles Mesure) que é apanhado por Mike (James Denton) a tentar sabotar a própria obra na esperança de receber algum dinheiro da seguradora para tentar resolver provisoriamente a dívida que contraiu junto de um perigoso agiota. O marido de Susan, temendo pela vida do patrão que entretanto sofre uma espécie de ataque cardíaco, acaba por expor a situação a Rennée (Vanessa Williams) e ela, como ainda gosta de Ben, visita-o no hospital e diz-lhe que está disposta a cobrir a dívida para garantir a sua segurança. Contudo o australiano é orgulhoso e recusa a oferta dela, prometendo-lhe que tentará resolver a situação sozinho para depois os dois ficarem juntos. Mesmo assim, Rennée encontra-se com o agiota e passa-lhe um cheque para acabar com a dívida de Ben. O homem parece muito interessado nela e certamente esta não será a última vez que o vemos. Algo me diz que esta história ainda vai acabar com muito sangue à mistura, as coisas não se podem resolver tão facilmente, isso é certo, e sinto que do trio Rennée/Ben/Mike alguém é capaz de passar desta para outra!
Por último vemos emergir aquele que agora, certamente, se juntará a Felicia Tilman (Harriet Sansom Harris) no pódio dos maiores vilões de “Desperate Housewives”: Orson (Kyle MacLachlan)! É verdade que o seu regresso, na semana passada, foi, a meu ver, algo patético. E durante boa parte do episódio ele mais não fez do que meter um enorme nojo pela maneira como, claramente, estava a manipular as coisas para evitar que Bree (Marcia Cross) voltasse a falar com as amigas. Bree, carente, agora era toda sua, e Orson está claramente disposto a fazer de tudo para que desta vez a ruiva não lhe escape. Quando Susan, Lynette e Bree ficam surpresas ao ver uma rampa para cadeira-de-rodas ser colocada em casa dos Van de Kamp e ainda mais surpresas ao ver que Orson regressara a primeira das mentiras caiu logo por terra: Orson voltara para ajudar Bree, sim, mas não porque as senhoras o tinham chamado. Depois houve toda a história dos croissants e do pedido de desculpas que Bree tencionava fazer às amigas, numa clara tentativa de se reaproximar delas… algo que Orson não poderia deixar acontecer: não podia haver nada que prendesse Bree àquela rua, senão ela recusar-se-ia a ir com ele para o Maine.
Com todas as mentiras sobre como Susan, Lynette e Gabrielle lamentavam tê-lo chamado para tomar conta de Bree, o escárnio com que elas falaram da amiga… Orson já me estava a dar a volta ao estômago.
Mas o pior – ou o melhor – foi a revelação de que ainda havia mais! Desde que reaprendera a conduzir, depois de ter ficado paraplégico, o ex-dentista vigiara Bree de uma maneira obsessiva. Viu-a na noite em que Alejandro (Tony Plana) morreu, na noite em que ela e as amigas voltaram para desenterrar o cadáver na mata, provavelmente sabia de toda a história com Chuck (Jonathan Cake) e atropelou-o, enviou as cartas anónimas… Ou seja, foi cuidadosamente minando o terreno, certificando-se que Bree ficava cada vez mais fragilizada e sozinha, para poder reaparecer no momento certo, qual anjo da guarda vindo para a resgatar da decadência completa! Sim, foi um plano de génio. Uma bela maneira de regressar, agora sim, com um sentido de razão e de propósito, ainda que esse propósito seja apenas o de causar mal a Bree, e de, de uma forma cobarde, a aprisionar para sempre junto de si.
E ela, pobre Bree, parece resignada com o role de mentiras que ouviu, disposta a passar a vida ao lado de Orson, longe de Westeria Lane e daquelas que, apesar de tudo o que se passou, ainda são as únicas pessoas que se preocupam com ela e com a sua felicidade. Não é frustrante ver isto a acontecer?
A temporada parece agora sim, voltar a ter um rumo. Sinceramente gostei do facto de a pessoa responsável por tudo o que se estava a passar ser uma cara conhecida. Uma cara por quem não daríamos cinco tostões furados, mas que surpreendeu por se revelar capaz de um plano tão complexo e maquiavélico. Ainda consigo recordar na minha cabeça a primeira vez que vimos Orson, o homem ao lado do qual Susan se sentou por acaso numa ida ao cinema, numa altura em que andava atrás de Mike. Lembro-me de ele, no final da segunda temporada, ter atropelado Mike. E de ter sido o grande herói da terceira temporada ao salvar Bree de uma morte certa, às mãos da sua pérfida mãe, Gloria. Esses foram os tempos áureos de Orson! Um personagem que entretanto se tornou uma seca, tão desinteressante para Bree – que entretanto se tornou amante de Karl (Richard Burgi) – como para nós espectadores. Pois bem, Orson voltou, e mais doentio que nunca! E mal posso descobrir até que extremos levará a sua obsessão em possuir Bree. E se ela conseguirá fugir desta ratoeira em que caiu!





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Realmente também não esperava que fosse Orson a pessoa que mandou as cartas! E sim foi de facto uma revelação muito boa e aguardo ansiosamente pelo desenrolar desta situação. Como é que será que Bree vai reagir quando descobrir isto tudo? Espero para ver. A história de Susan e Lynette até estou a gostar de ver, principalmente Lynette e Julie que são as únicas que estão cientes desta situação e das consequências que isto pode trazer. Susan foi simplesmente egoísta e gostei do sermão que a filha lhe deu. A conversa entre Lynette e o filho foi muito bonita…gosto sempre de ver Felicity Huffman a representar cenas mais emocionantes.
Foi um pouco mau o que Gaby fez com o casalinho de velhinhos, custou me muito ver os dois a sofrer e a Gaby a aproveitar-se disso para seu próprio proveito, mas já estamos todos habituados. Concordo contigo quando mencionas que a cena de Mrs. McCluskey foi tocante, pois, como tu, fiquei cheio de pena da velhinha, a forma como ela representou foi realmente muito boa.
O arco de Mike/Ben e agora Renne acho que ainda me vai surpreender, mas vou esperar por mais acontecimentos desta história.
A Bree é senhora para matar o Orson quando souber a verdade de tudo o que aconteceu… Espero eu!
Mas isso tem que ser mais para o fim… Ou então tinha que haver outro vilão o que não me parece. Posto isto tenho medo que o drama da McCluskey vá ocupar demasiados episódios.
Voltou a avançar! Depois de um início tão promissor confesso que já estava a desesperar.
Dou por mim a torcer pelo Orson até meio do último episódio loool