[SPOILERS] Depois de uma semana de descanso, “New Girl” decide atacar o seu maior problema de frente e defender todas as girly-girls que por aí andam ao mesmo tempo que se tenta defender a si mesma.
Confesso, eu sou uma Julia (Lizzy Caplan) e mais facilmente reviro os olhos a vestidinhos floridos e chapéus estranhos do que às manias de Schmidt (Max Greenfield). Não é assim com grande surpresa que um episódio em que se põe em causa aquilo que Jess (Zooey Deschanel) é na sua essência me tenha agradado. Ou melhor, não tenha desgostado.
“I break for birds. I rock a lot of polka dots. I have touched glitter in the last 24 hours. I spend my entire day talking to children, and I find it fundamentally strange that you’re not a dessert person. That’s just weird and it freaks me out. And I’m sorry I don’t talk like Murphy Brown, and I hate your pant suit and I wish it had ribbons on it to make it slightly cute. And that doesn’t mean I’m not smart and tough and strong.”
Este discurso foi claramente o ponto de viragem para mim da série. Não só conseguiram “justificar” parte da personagem que é Jess com o argumento da professora, como conseguiram caracteriza-la ao ponto de a considerarmos forte mesmo quando está a chorar a um canto (literalmente). O impulso dado por Julia foi assim mais que suficiente para aceitarmos (finalmente) que esta personagem vai ser sempre assim e pouco ou nada temos a fazer que não seja aturá-la como é. Claro que não precisamos de ir todos a correr tricotar uma camisolinha mas certamente que nos convencemos a aceitar as suas manias com naturalidade.
Agora que parei de lutar contra a corrente, consegui aproveitar este episódio que, embora não tenha sido a mais pura das comédias, conseguiu fazer sorrir. Para além do imparável Schmidt, Winston (Lamorne Morris) conseguiu também ter uma história só para si que se espera ver desenvolvida durante mais uns episódios. O que infelizmente está para acabar é a participação de Caplan, aquela que foi sem dúvida uma das melhores adições da série. Em apenas dois episódios esta personagem conseguiu trazer mais momentos interessantes do que, por exemplo, Nick (Jake M. Johnson). Se a substituíssem pela amiga lésbica – que só serviu para o Schmidt ter um dos seus momentos – não tenho dúvida que a série seria muito mais agradável. Mas isso terá de ficar para outra série…





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