[SPOILERS] Na semana em que “Person of Interest” conseguiu alcançar “Grey’s Anatomy” a nível de audiências, trouxe-nos mais um episódio consistente.
Com toda a atenção que o protesto em Wall Street teve, é normal que apareçam um episódio dedicados a esses agentes do mal que são os funcionários que lá trabalham. Quando Reese (Jim Caviezel) conhece o seu alvo, um novo e obstinado investidor, assistimos também ao concluir do caso do sexto episódio (The Fix), em que o nosso herói desmascara o presidente de uma companhia farmacêutica. Admiro essa capacidade da série em encerrar ciclos e interligar as historias. A nossa jovem vítima (Matt Lauria) podia estar a desfrutar de uma vida de sonho, mas em vez disso meteu o nariz onde não era chamado. Desta vez teve sorte no dinheiro, mas terá a mesma sorte na saúde?
O caso acabou por se arrastar sem nada que o tornasse “especialmente especial”. Talvez seja a minha mente anti-matemática, mas pelo menos no início e no fim tornou-se difícil compreender certas coisas económicas, nada que afectasse muito a compreensão geral da história, mas podiam abrandar um bocadinho no vocabulário.
Finch: “Banking is mostly looking clever and wearing the right clothes. And we managed the second part”
É verdade que o enredo vai ficando mais denso, mas nada que surpreendesse por aí além. Os culpados têm sempre cara de culpados e os que não têm, têm falas que os desmascaram. Reese acaba por arrastar alguém pela mão enquanto Finch (Michael Emerson) se dedica a bisbilhotar. E assim o tempo passa.
Adivinhem lá o que eu vou dizer. Sim, o episódio valeu, mais uma vez, pelo final. Por meio da fraude e dos movimentos, pelo meio das balas e crimes foi jogando um personagem com verdadeiro poder. Poder para roubar máquinas, contratar assassinos, moldar opiniões de senadores e investir outras centenas de milhões. Alguém por quem ansiávamos há muito tempo que voltasse à série. Elias (Enrico Colantoni) é, como já o provou, um jogador inteligente num jogo em que parece ter escrito as regras. Espero que esta aparição não seja apenas um rebuçado que se dá a uma criança, que seja um retorno mais activo e que dê mais “sumo”.
Última nota para a detective Carter (Taraji P. Henson) que tem aparecido mais ao ar livre. Gosto de a ver a sorrir enquanto se fascina com as capacidades de Finch em tornar as coisas interessantes. Tem é de começar a ter cuidado com o que diz, há alturas em que está na zona dos crimes e revela coisas que não deveria saber.
Coisas:
- Alguma vez tinha de acontecer, não conseguiram clonar o telemóvel. Esse feito que já é uma instituição por si só em “Person of Interest”.
- Quando Reese está no apartamento da vítima, ouve a voz de Reese pelo auricular mas não a música. Deve ter um filtro especial!
Até daqui a duas semanas.





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A mim o que me faz mais confusão é a facilidade como ele se infiltra em grupos organizados, que não é o caso neste episódio mas foi-o no anterior. Porque isso não é algo que se consiga através de tecnologia (que realmente pode ser usada para justificar relativamente qq coisa que eles façam) mas sim baseada na confiança que se consiga criar, e confiança entre ladrões não é coisa que se crie de um dia para o outro.
Outra coisa, é a Carter agora parecer que deixou de ter trabalho. Parece que já não tem casos dela, que nada tenham a ver com aquilo que o Reeser e o Finch andam a fazer, para investigar. Está sempre sentada à secretária até eles lhe telefonarem. Eu quero um emprego desses pra mim.
Mas a série realmente tem-se tornado bem interessante, se bem que não achei tanta piada a este episódio como a alguns anteriores.
Sim, também já tinha pensado nisso. A facilidade com que entra nos grupos mafiosos é fantástico! lol
Quanto a isso da Carter já tinha chamado a atenção. A mulher não faz outra coisa (aplica-se também ao Lionel), o patrão dela anda a dormir! xD
Não foi mais especial o episódio (em relação aos anteriores), mas aquele finalzinho com o Elias deu um perfume diferente.
Só uma nota:
Quando o Elias surgiu, disse para mim mesma: Finalmente.
Adorei.