[SPOILERS]
Derek: There’s nothing safe about being a star.
Os ensaios começaram e, com eles, surgiram as cenas que todos nós sabíamos que, mais tarde ou mais cedo, iriam ocorrer: as cenas em que as divergências entre Ivy (Megan Hilty) e Karen (Katharine McPhee) se começam a exacerbar. Ambas são actrizes talentosas e que se destacam, mas infelizmente só há um papel principal.
Nada melhor do que a situação actual para começar a complicar a relação entre as duas. Karen faz agora parte do coro, enquanto Ivy tenta, com dificuldade, brilhar sem que a primeira lhe roube a atenção. Sem conseguir, Ivy faz aquilo que tão bem sabe fazer: manipular Tom (Christian Borle) e Derek (Jack Davenport) para que estes prejudiquem o trabalho de Karen e assim enfraqueçam a atenção que ela recebe, sem grande esforço e quase sem se dar conta.
Apesar disso, ainda gostamos de Ivy. Eu gosto. No mundo actual, e especialmente no mundo da Broadway, parece-me que este tipo de jogadas acontece imenso e é determinante. Considero a Ivy uma personagem credível, que não é exageradamente má, como numa novela da TVI, por exemplo. É mais real: está cansada, frustrada e, por vezes, sente inveja. Tendo em conta o que já lutou por uma oportunidade de estrelar numa produção desta magnitude, as suas acções não são assim tão censuráveis. Ivy faz o que pode para sobreviver aos vários testes dos bastidores, mais nada. Repararam na letra de “I Never Met A Wolf Who Didn’t Love to Howl”? Não podia ser mais apropriada, não acham? Escrita especialmente para Marylin ou… Ivy?!
“Here’s a lesson they should teach in school,
When a girl gets curvy and the boys all drool,
If math and science just ain’t your style,
Just give that teacher a wink and a smile.
For a passing grade you won’t have to wait
And you can thank him later when you graduate.
‘Cause I never met a wolf who didn’t love to howl…”
A consequência destes comportamentos por parte de Karen foi o facto de ter começado a apegar-me a Karen, que na primeira parte de “The Cost of Art” sofre com as exigências de Ivy, mas que no resto do episódio se anda simplesmente a divertir e a libertar-se, a soltar-se um pouco mais. Li uma vez que todas as afecções humanas começam por ser apenas piedade. Talvez seja verdade. Senti pena de Karen, ao vê-la tão desapontada por os ensaios estarem a correr tão mal e por se achar tão longe da concretização do seu sonho, sendo que foi desta forma que comecei a conseguir relacionar-me com ela; compreendo os seus desgostos. No entanto, ainda acho que tem de crescer enquanto personagem; tem de se tornar mais complexa e menos “cliché ambulante”. Talvez o que lhe falte mesmo seja a influência de três dançarinos mais descontraídos. Gostei muito das cenas em que a dança foi o principal destaque e do cover de “Rumour Has It”.
Contudo, Karen não é a única que sofre. Ivy continua caidinha por Derek e este continua a usá-la, quando lhe apetece, sem se preocupar minimamente se a está a magoar. Se Karen está no bom caminho para se tornar uma pessoa mais forte, Ivy está no caminho em direcção a uma bela de uma desilusão!
Na festa de boas-vindas de Lyle West (participação de Nick Jonas, que, no meio das óptimas vozes que “Smash” conseguiu agrupar, ficou muito aquém), Eileen (Anjelica Huston) prepara-se para uma brilhante jogada de forma a conseguir dinheiro suficiente para o financiamento do musical: vender o quadro de um pintor famoso por um preço superior ao seu real valor ao jovem e inexperiente actor. Na crítica anterior referi que as histórias da Eileen estavam a começar a ficar interessantes. Pois bem: ficaram mesmo. A necessidade de se afastar do marido e a necessidade de dinheiro para financiar a produção do seu primeiro projecto a solo são difíceis de conjugar e, por isso mesmo, têm valido a pena assistir.
Entretanto, a química entre Julia (Debra Messing) e Michael (Will Chase) continua a crescer, sem que Julia se lembre sequer que tem um marido…
À semelhança, “Smash” começa a ocupar um lugar cativo na nossa semana. A série ainda não está no topo. Tem vários aspectos que precisam de ser melhorados, mas, no geral, parece-me que se está a fazer progressos.





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Gostei bastante deste episódio. Sinceramente estou a gostar bastante da série. Como dizes, a participação de Nick Jonas ficou muito aquém das expectativas, não conseguiu convencer.
Como eu gostei de ver o cover de “Rumor Has It”, assim como as cenas entre Karen e o trio de dançarinos.
Episódio muito bom: 8.0/10
O melhor episódio até agora, para mim. Gostei mesmo e finalmente prendeu-me à série. (Até ver!)
Muito melhor que na semana passada. A tensão entre a Ivy e a Karen está bem desenhada e muito credível… sem que consigamos, de facto, odiar a Ivy. E, sim, como bem dizes, a Karen precisa de se complexificar (“crescer”?) um pouco como personagem.
Adorei a Eileen neste episódio. A Angelica Huston é uma belíssima atriz.
Como já bem disseram, Smash começa a ganhar lugar cativo na semana.
8.0/10
A Eileen começou discreta, mas já mostrou que tem o que é preciso para vingar naquele mundo. Por ser a pessoa que tem o futuro do “Marylin, the Musical” nas mãos, as suas histórias ainda devem dar muito que falar. E a Anjelica é uma boa actriz, sim. Gostava de a ouvir cantar.