[SPOILERS] Na última crítica que escrevi referi que algo que me agradou no fim do episódio anterior foi o facto de não saber em que direcção se dirigia a história. Ora, sendo o canal a The CW e a série “The Vampire Diaries” levo a mão à testa por não me ter lembrado que a resposta seria, obviamente, uma festa.
O episódio teve uma estrutura simples. A preparação para a festa, a festa em si e as consequências dos acontecimentos festa. Por um lado, o episódio preparou-nos para um grande clímax que não existiu. Por outro, gostei bastante dos pequenos momentos que tivemos entre os personagens.
O (excelente) início foi estranho. Por alguma razão, talvez pelas cores mais azuladas em vez do dourado que é associado aos Originais ou porque tanto o Matt (Zach Roerig) como a Elena (Nina Dobrev) são basicamente humanos, pensei que quem estava a seguir a Elena no hospital era o assassino de Mystic Falls. Mas a série fez zig quando eu esperava um zag e acabou por ser a Rebekah (Claire Holt). Felizmente estava lá o Elijah (Daniel Gillies). Mesmo assim, começou em grande.
Como o enredo principal é bastante directo, vou simplesmente falar um pouco das interacções entre os personagens:
Elena & Elijah
A relação entre eles é complicada. Já se traíram várias vezes, mas ambos estiveram dispostos a confiar outra vez. Talvez porque são os únicos personagens da série que valorizam a honra e almejam ser melhores pessoas, mas as situações em que se encontram e as pessoas com que se envolvem forçam-os a trair aquilo em que acreditam. Ele admira-a nesse sentido porque ele quer ser o mais possível como ela é porque ela tem este forte sentido moral e tenta sempre fazer o melhor possível apesar das inimagináveis situações em que se encontra. Por esta razão é que o pior / melhor momento do episódio foi quando a Elena se viu obrigada a trair o Elijah. Adorei o momento porque eu estava a sentir exactamente o mesmo que eu. Eu não queria que ela traísse o Elijah, mas… se é essa a única maneira de matar o Klaus (Joseph Morgan)?
Elena & Rebekah
É perfeitamente compreensível porque é que a Rebekah quer matar a Elena. Ela é impulsiva e a Elena “matou-a”. O pior é que elas estavam quase a ser amigas e isso era o que a Rebekah mais precisava. Basicamente, ela sentiu-se traída. O que eu não percebo é porque é que a Elena não tentou explicar porque é que o fez. Não estou a dizer que a Rebekah ia ouvir, mas porque não tentar? Não seria a primeira vez que ela desistiria dos seus planos porque gostava de alguém, como vimos neste episódio.
Matt & Rebekah
O que nos leva a outra coisa que não percebi. O Matt não sabe que a Rebekah planeou matá-lo, mas mesmo assim quis afastar-se dela. Não é a primeira vez que ele afasta alguém quando as coisas correm mal ou para o sobrenatural (lembram-se da Caroline?), mas não parece nada dele e aqui havia uma simples alternativa. Se a Rebekah revela-se que a culpa tinha sido parcialmente dela, acontecia exactamente a mesma coisa e a justificação era substancialmente melhor.
Caroline & Klaus
A Caroline (Candice Accola) deve ter algum poder especial de tornar mais interessante os personagens aborrecidos (Matt, Tyler) e humanizar os personagens mais idiotas (Tyler, Klaus). Desde a cena do colar que estava a prever alguma coisa deste género. Nunca o Klaus esteve tão bem e nunca ninguém foi tão honesto com ele. A série tem vindo a tentar criar empatia com ele, mas é difícil. Se num episódio ele dá um passo à frente, no outro ele dá dois atrás. Aqui, a Caroline levou-o ao colo. E com isto quero dizer que funcionou. Estou vendido.
Elena & Stefan
Apesar de não ter grandes preferências em relação aos casalinhos – nunca fui um shipper, só quero que a série seja boa – esta temporada estou claramente a torcer pelo Damon (Ian Somerhalder), porque é território inexplorado, possivelmente interessante e era uma pena que a série acabasse sem ir lá. No entanto, aquela cena à no alpendre da casa da Elena foi fantástica e fez-me mesmo torcer para que o Stefan (Paul Wesley) finalmente fizesse qualquer coisa. Gostei deste elemento. Pode parecer que estamos a dar um passo atrás, mas dá outra dimensão à acção. A história não é tão simples como “ela está a afastar-se do Stefan e a aproximar-se do Damon”. É mais complicado. Ela amava o Stefan e isso não vai desaparecer brevemente.
Elena & Damon
O Damon estava impossível hoje. O lado super-protector dele em relação à Elena por vezes irrita. O que vale é que a Elena é demais e começa logo a mandar partir pescoços e a dizer que o facto de ele a amar é um problema. No entanto, não parece ser um problema para a Rebekah que acabou por aproveitar a situação na escaldante cena final. Estou extremamente curioso para ver a reacção da Elena no próximo episódio.
O problema é que “Dangerous Liasons” passa o episódio a prometer um clímax não existente. Mesmo assim, a atenção especial dada às relações resultou num episódio muito bom.
Música:
“Short Change Hero” – The Heavy
Os Originais preparam-se para a festa. O Klaus confronta a Rebekah por ela ir atrás da Elena e a Esther chama-o à parte para conversar.
“At Least I Have You” – Mates Of State
A Elena e a Caroline discutem sobre ir à festa da os Mikaelson’s.
“Devotion” – Hurts
O Damon conhece o Kol. A Elena chega à festa. O Stefan e o Damon escoltam-na.
“Wrap My Mind Around You” – Trent Dabbs
O Klaus cumprimenta a Caroline. O Finn diz à Elena que ela terá que falar com a Esther sozinha.
“Give Me Love” – Ed Sheeran
Os convidados dançam. A Caroline e o Klaus conversam. O Stefan interrompe a Elena e o Damon. A Caroline e o Matt falam sobre os seus parceiros.
“Stubborn Lover” – Sugar and The Hi Lows
A Rebekah diz ao Kol que está a planear matar o Matt.
“Weapons” – The Daylights
O Elijah pede à Elena para ela lhe contar o que a Esther lhe disser.
“Brand New” by Mathclub
O Kol pergunta à Rebekah quando podem matar o Matt. O Damon acorda e ataca o Stefan.
“Up In Flames” – She Wants Revenge
Rebekah pede desculpa ao Matt pelo que o Kol lhe fez. O Damon aparece e sugere a Rebekah uma boa noite de sono.
O vencedor do passatempo foi a Xuxa que aproveitou a música do momento para ilustrar o que está subentendido na imagem. O resultado é o que se vê!

Aqui fica a próxima…






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Passatempo: És o elo mais fraco. Adeus!
Concordo com a crítica mas acho que gostei mais do episódio do que tu. E focarem-se mais nas personagens foi uma das razões porque resultou tão bem. E adorei a Caroline a não ligar nada ao Klaus.
Passatempo: The power of Christ compels you.
Só agora que estou a preparar a próxima crítica é que reparei que me enganei na nota… Deveria ser um 8.5 e não um 8.0, mas o copy / paste traiu-me!
De qualquer forma, o que eu escrevo é sempre mais importante que a nota!
Para o infinito… e mais além!!!!!
Faltou colocar a palavra “Passatempo”. Reformulando,
Passatempo: Para o infinito… e mais além!!!!
(À falta de botão, vai por extenso…) Like
Estou curioso para ver como se vai desenrolar este enredo. Desta vez até se criou empatia com o Klaus. Mas claro que o mais injusto parece ser para o Elljha.
Acho que o mais provável é que morram mesmo todos. A ver. um dos originais até aceita e ajuda a mãe. O outro novo é um bocado parvo lol.
Podia ter sido muito melhor o episódio sinceramente… =s
Passatempo: “I believe he can fly… I believe he can touch the sky…”
Tva com saudades das tuas reviews;) eu gostei do episódio e cada vez gosto mais dos originais, e como tu dizes a Caroline faz qualquer um interessante, a minha ” menina” XD. ( momento fã girl aqui lol). para o passatempo: Sair pela porta é para meninas, eu vou é sair pela varanda. Damon: usa assim os braços que é mais fácil. A falta de jeito para estas coisas é triste XD
Obrigado. E quanto ao passatempo, o que interessa é participar!
Bom episódio mas com pouca acção… Desde que a história deixou de se centrar tanto no klaus para focar nos originais a série melhorou bastante. O actor que faz de Klaus foi um grande erro de casting.
Caro Ricardo, já disse que adoro ler as tuas críticas?
Não faço ideia como funcionam as nomeações para os TCN Blog Awards, mas já era altura lá estares! Grande! No entanto, atenção aos erros ortográficos.
Passando para a crítica:
Caroline & Klaus: “E com isto quero dizer que funcionou. Estou vendido.” – sinto o mesmo, o Klaus era um ódio de estimação e até se tornou suportável vê-lo vulnerável junto a Caroline.
Passtempo: “Aaahhhh Originalzinho irritante, fizeste o Ricardo dar um erro ortográfico”
Caro Ricardo, já disse que adoro ler as tuas críticas?
Não, mas ainda bem que disseste agora.
Não faço ideia como funcionam as nomeações para os TCN Blog Awards, mas já era altura lá estares! Grande!
Saber que alguém lê aquilo que escreves, gosta e se dá ao trabalho de comentar é melhor que qualquer nomeação (embora nunca diria que não a qualquer coisa desse género =P).
No entanto, atenção aos erros ortográficos.
Não hesites em corrigir-me! Na grande maioria das vezes estou com pressa e só tenho tempo de reler uma vez rápida. Ou seja, muita coisa passa.
Tecnicamente, não é “erro de ortografia”.
O correto é “erro de grafia”.
ORTOgrafia já é a escrita de maneira correta.
Passatempo: Dê a quem você ama asas para voar.
Passatempo: Sê livre, meu rapaz… VOA!