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	<title>TVDependente &#187; Defying Gravity</title>
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	<description>Onde a televisão é levada a sério</description>
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		<title>Defying Gravity: 1&#215;08 &#8211; Love, Honor, Obey (ABC)</title>
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		<pubDate>Fri, 18 Sep 2009 13:45:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Fernandes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[[SPOILERS] Após o colapso mental que os astronautas sofreram no episódio anterior, o clima de incertezas sobre a realidade da missão aumenta e começam a surgir as tão esperadas questões que põem em causa o sucesso da missão. Continuando a discussão sobre a partilha da mesma visão, Donner (Ron Livingston) e Zoe (Laura Harris) despertam [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #800000;"><strong>[SPOILERS]</strong></span> Após o colapso mental que os astronautas sofreram no episódio anterior, o clima de incertezas sobre a realidade da missão aumenta e começam a surgir as tão esperadas questões que põem em causa o sucesso da missão.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-15036"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Continuando a discussão sobre a partilha da mesma visão, Donner (<a href="http://www.imdb.com/name/nm0515296/">Ron Livingston</a>) e Zoe (<a href="http://www.imdb.com/name/nm0364977/">Laura Harris</a>) despertam os acontecimentos que tornam este episódio o melhor que a série nos deu até agora. Ao tentarem perceber a razão para este mistério, partem ambos à descoberta do som do bebé a chorar que Zoe ouve. Esta busca leva-os à misteriosa cápsula n.º4, e é dentro dela que reside algo que já anteriormente se manifestou a Ted (<a href="http://www.imdb.com/name/nm0948272/">Malik Yoba</a>). É com agrado que vejo finalmente outros astronautas a colocarem em questão tudo o que se tem estado a passar e a quererem saber mais sobre o sucedido. Isto traz mais interesse ao episódio, pondo o espectador na expectativa sobre o que irão eles encontrar.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando estão a tentar entrar na cápsula, descobrem que não têm autorização e logo de seguida após ordens vindas da Terra, Ted tenta convence-los a desistir desta pequena aventura, já que uma empresa na Terra pagou muito dinheiro para poder transportar algo nela e quer proteger os seus bens a todo o custo. Algo que já era de esperar, mas que funciona bem pois deixa-nos ainda com mais vontade de saber o que irão eles fazer agora e o quanto irão descobrir sobre a identidade Beta.</p>
<p style="text-align: justify;">Durante a discussão que se segue, surge um alerta de radiação solar e os astronautas devem desligar os sistemas e regressar a uma zona segura. Nem tudo corre bem, pois Jen (<a href="http://www.imdb.com/name/nm0184965/">Christina Cox</a>), mais uma vez, quer salvar a sua experiência, o coelho que não devia ter nascido, e Zoe volta atrás para ir buscá-la. É uma situação já mais que usada, mas neste caso resulta devido ao que sucede após o evento solar ter passado.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao saírem da cápsula que os protege, os restantes astronautas dirigem-se à zona do laboratório onde vão descobrir que para além de Jen e Zoe estarem vivas e de que não existe radiação, descobrem algo que os vai fazer finalmente oporem-se ao controlo em Terra e a tentarem descobrir o que existe na cápsula n.º4. Com a informação de que o evento solar não passou de um exercício para tentar distrair Donner e Zoe de abrirem a cápsula e com a descoberta de algo misterioso no laboratório, resolvem todos abrir a cápsula n.º4 e descobrir finalmente o que a mesma contém. Nós apenas vemos uma luz brilhante, mas parece que é a mesma imagem de Marte que Ted já viu anteriormente. Esta parte final, sem ser brilhante, consegue ser a melhor coisa que a série nos trouxe até agora, pois mistura tensão, mistério, acção e dúvidas, que não deixam ficar indiferente quem está a ver.</p>
<p style="text-align: justify;">Beta quer-se mostrar ao Mundo e com este episódio começa essa aventura e é nisto que a série deve apostar em vez das outras histórias que nada têm a ver com espaço onde se encontram. Tirando isto, o episódio leva-nos mais uma vez ao passado e temos de novo os treinos dos astronautas, que agora mais parecem tortura. Já que querem ter esta parte no passado, podiam usá-la para mostrar algo que fosse criando expectativas para tudo o que se passa a bordo da nave e não para nos aborrecer com situações lamechas.</p>
<p style="text-align: justify;">Com o futuro da série mais que condenado, surge um episódio digno de ser visto e apreciado.<br />
Não sendo um exemplo extraordinário de como fazer boa televisão, é bom o suficiente para não aborrecer e deixar algo em aberto para o que vem a seguir.</p>
<p style="text-align: justify;">Como a série está cada vez mais perto do cancelamento, e os próximos episódios ainda sem certezas de quando irão ser transmitidos, só irei voltar a ela quando tiver terminado, fazendo um apanhado do que deu entretanto e um crítica à primeira temporada.</p>
<p><img src="http://tvdependente.net/wp-content/uploads/notas/09-10/70.jpg" alt="" /></p>
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		<title>Defying Gravity: 1&#215;07 &#8211; Fear (ABC)</title>
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		<pubDate>Thu, 10 Sep 2009 07:36:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Fernandes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[[SPOILERS] Chegámos ao dia em que em que os mortos e monstros saem à rua, o famoso Halloween, e como era de esperar a bordo da Antares também essa ocasião não é deixada de lado. Os astronautas têm uma importante tarefa a realizar neste dia, gravar um anúncio publicitário, que em retorno irá gerar milhões [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #800000;"><strong>[SPOILERS]</strong></span> Chegámos ao dia em que em que os mortos e monstros saem à rua, o famoso Halloween, e como era de esperar a bordo da Antares também essa ocasião não é deixada de lado. Os astronautas têm uma importante tarefa a realizar neste dia, gravar um anúncio publicitário, que em retorno irá gerar milhões de dólares para a missão e desenvolvimento científico. Ao mesmo tempo que decorre todo o processo de preparação e início das filmagens, praticamente todos a bordo da nave começam a sentir o efeito de Beta, desta vez de forma mais forte.</p>
<p style="text-align: justify;">Toda a situação criada para servir como pano de fundo e dar início ao mistério principal da série é das coisas mais desinteressantes que já vi e que demonstra a falta de criatividade que a série tem vindo a sofrer desde o primeiro episódio. O tema do Halloween é algo que pode ser muito bem aproveitado (ex: como na semana passada pude testemunhar no MOTELx através do filme &#8220;Trick &#8216;r Treat&#8221;), mas aqui não traz nada de relevante, nem mesmo algum clima de tensão que podia ter sido usado como catalisador de algo maior, até porque estamos a falar de uma nave que está numa viagem longa onde os medos das personagens podiam ser mais explorados. Para uma série que vai no início, não pode desperdiçar episódios com histórias de gravações de anúncios a bordo da nave que não interessam aos espectadores, pelo menos a mim não suscitam qualquer interesse.</p>
<p style="text-align: justify;">Enquanto decorre todo o processo de preparação voltamos a ter visões misteriosas, que finamente começam a afectar de forma mais séria os astronautas a bordo da Antares. O efeito é tão pronunciado que não são capazes de esconder os problemas que estão a ter dos seus colegas de bordo nem do pessoal que está na Terra, que começa a ter dúvidas em relação à gravação do anúncio. O pessoal a bordo da nave decide mesmo assim continuar com o planeado, mas a pouco tempo do início das filmagens as visões tornam-se um problema difícil de evitar e o plano é cancelado. Também na Terra estas visões fazem-se manifestar numa das responsáveis pela missão, Eve (<a href="http://www.imdb.com/name/nm0495716/">Karen LeBlanc</a>) uma das peças fulcrais no plano de Beta.</p>
<p style="text-align: justify;">Com o partilhar das visões entre alguns dos astronautas, espera-se que agora a desconfiança de que algo não está a correr como planeado comece a acentuar-se e que traga consequências reais e não apenas pessoas de mau humor ou chateadas umas com as outras.</p>
<p style="text-align: justify;">Enquanto isso, no passado, também estamos na altura do Halloween e na fase de rescaldo relativamente ao aborto que Zoe (<a href="http://www.imdb.com/name/nm0364977/">Laura Harris</a>) levou a cabo no episódio anterior começa a ter dúvidas se fez a decisão correcta. Eu a pensar que iam deixar esta história cair no esquecimento após o aborto mas ainda não foi desta, esperemos então pelo próximo episódio. Mais uma vez muito pouco interesse nesta fase da história onde até cheguei a fechar os olhos por breves momentos. Os argumentistas bem querem mostrar o passado dos astronautas e a como chegaram até ao ponto onde estão neste momento, mas continuam sem mostrar algo de especial, algo que possa cativar, e não apenas situações aborrecidas.</p>
<p style="text-align: justify;">Mais um episódio que deixa muito a desejar e que apesar de ter mais mistério não consegue quebrar a linha de argumento que a série tem vindo a explorar desde o início.</p>
<p style="text-align: justify;">Como podem ver pelas minhas críticas, esta não é uma série em que eu tenha muito interesse e agora, com o início da temporada, vou ter outras para me ocuparem o tempo, portanto, vou deixar esta para último plano, o que significa que irá ter alguns atrasos nas críticas em relação às outras.</p>
<p><img src="http://tvdependente.net/wp-content/uploads/notas/09-10/43.jpg" alt="" /></p>
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		<title>Defying Gravity: 1&#215;06 &#8211; Bacon (ABC)</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Sep 2009 12:00:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Fernandes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[[SPOILERS] Se desde as primeiras promos que &#8220;Defying Gravity&#8221; era comparado a &#8220;Grey&#8217;s Anatomy&#8221; e com o início da série a mostrar algumas semelhanças, este episódio veio tirar todas as dúvidas. Desta vez, até o tema central e todas as situações criadas despertam um certo déjà vu que nos faz lembrar os médicos que andam [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #800000;"><strong>[SPOILERS]</strong></span> Se desde as primeiras <em>promos</em> que &#8220;Defying Gravity&#8221; era comparado a &#8220;Grey&#8217;s Anatomy&#8221; e com o início da série a mostrar algumas semelhanças, este episódio veio tirar todas as dúvidas. Desta vez, até o tema central e todas as situações criadas despertam um certo déjà vu que nos faz lembrar os médicos que andam pelos corredores de Seattle Grace.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-13744"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Como disse logo na primeira crítica, eu até gosto de &#8220;Grey&#8217;s Anatomy&#8221; e não me importo que façam em &#8220;Defying Gravity&#8221; algumas situações semelhantes. Estava era à espera que tentassem pegar naquilo que Meredith e companhia têm de melhor, mas acho que era pedir demais.</p>
<p style="text-align: justify;">A tentativa de darem mais ritmo e alguma energia à série, juntando o passado problemático do médico da nave Dr. Evram (<a href="http://www.imdb.com/name/nm0687937/">Eyal Podell</a>) com o acidente grave de Paula Morales (<a href="http://www.imdb.com/name/nm0305519/">Paula Garcés</a>) a bordo da Antares, foi passo positivo para a melhoria de qualidade do episódio. O grande problema é que, mais uma vez, perderam a oportunidade de ter esta situação como catalisador para algo mais significativo e de maior impacto a bordo da nave. Tudo o que se passou acabou por ser muito ligeiro e terminou sem grande alarido com todos a ficarem satisfeitos com as respostas dadas. Esta apatia generalizada não abona a favor da série pois não transmite aquele tom mais real que normalmente é o elo de ligação com os espectadores.</p>
<p style="text-align: justify;">Mesmo no passado, onde seguimos os astronautas numa fase de treino onde acompanham diversos pacientes pelo hospital de forma a conhecer os procedimentos e a ajudarem-se, fica aquém do que poderia ter sido e uma série que se quer afirmar no mundo da televisão não pode contentar-se com pouco, tem sempre de tentar o patamar mais acima porque, senão, parecem que andam ali só para encher a grelha do canal durante uma hora.</p>
<p style="text-align: justify;">Esta incursão no hospital teve momentos ligeiros com alguma piada, mas naquelas situações que era preciso maior carga dramática e seriedade ficou muito longe do objectivo.</p>
<p style="text-align: justify;">Um ponto positivo: parece que a história da gravidez/aborto ficou resolvida e assim podemos partir para algo, que esperemos seja melhor.</p>
<p style="text-align: justify;">De negativo, temos a continuação e o arrastar da história da Jen (<a href="http://www.imdb.com/name/nm0184965/">Christina Cox</a>) com o seu coelho que já &#8220;nasceu&#8221; e que ela continua a cuidar dele como se fosse seu filho.</p>
<p style="text-align: justify;">Com os segredos de alguns personagens a serem descobertos, pode ser que a tensão na nave aumente e torne aquele clima de indiferença em algo mais conflituoso ou pelo menos mais emocionante. Do que vimos até agora é pouco provável pois os argumentistas parecem estar a ser afectados pelo calor e não têm vontade de fazer melhor.</p>
<p><img src="http://tvdependente.net/wp-content/uploads/notas/09-10/43.jpg" alt="" /></p>
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		<title>Defying Gravity: 1&#215;05 &#8211; Rubicon (ABC)</title>
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		<pubDate>Sat, 29 Aug 2009 08:00:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Fernandes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[[SPOILERS] Point of no return. It sounds simple. You step across the line, and you focus only on the way ahead. No going back. Chegámos então, esta semana, ao famoso ponto de não retorno e a partir de agora vamos acompanhar a Antares até ao seu primeiro destino Vénus. Primeiro que tudo, este foi um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #800000;"><strong>[SPOILERS]</strong></span> <em>Point of no return. It sounds simple. You step across the line, and you focus only on the way ahead. No going back.</em> Chegámos então, esta semana, ao famoso ponto de não retorno e a partir de agora vamos acompanhar a Antares até ao seu primeiro destino Vénus. Primeiro que tudo, este foi um episódio que melhorou algumas coisas em relação à semana passada, mas que mesmo assim ficou aquém de ser um bom episódio. Desta vez temos um episódio mais coerente e coeso, em que as diferentes histórias fluem melhor ao longo dos cerca de 40 minutos. Apesar das histórias serem o mesmo que temos vindo a ter, parecem melhor pensadas e trabalhadas de modo a encaixarem melhor ao longo da narrativa do episódio. Todas aquelas situações que até agora eram tratadas de forma algo desinteressante tiveram melhoras, não foi uma grande melhoria mas é melhor que nada e mostra que os argumentistas podem avançar para algo mais interessante e melhor construído.</p>
<p style="text-align: justify;">Para não estar aqui a repetir-me em coisas que já mencionei nas outras críticas, vou referir os diferentes situações que resultaram e aquelas que continuam a não cativar e a ter pouco impacto.</p>
<p style="text-align: justify;">Comecemos pelo positivo:</p>
<ul>
<li style="text-align: justify;"> Toda a história ao redor da missão a Marte e o impacto da mesma em Donner (<a href="http://www.imdb.com/name/nm0515296/">Ron Livingston</a>) foi tratado com mais cuidado e atenção resultando numa melhor ligação entre a personagem e o público, logo criando mais interesse. Não foi tudo perfeito, mas até agora foi das poucas vezes que conseguiram alcançar algo com o passado complicado do astronauta.</li>
<li style="text-align: justify;">Também a relação de amigos coloridos entre Nadia (<a href="http://www.imdb.com/name/nm0481589/">Florentine Lahme</a>) e Donner que vem desde o inicio foi elaborada de forma mais convincente e com uma colocação durante o episódio que a tornou mais significativa.</li>
<li style="text-align: justify;">Por fim, a visita de Bev (<a href="http://www.imdb.com/name/nm0142619/">Diane Cary</a>), a mãe de Zoe (<a href="http://www.imdb.com/name/nm0364977/">Laura Harris</a>), trouxe algumas situações engraçadas e deu lugar ao avanço de algumas histórias. Soube a  pouco e com muitas semelhanças com &#8220;Grey&#8217;s Anatomy&#8221; mas deu para fugir da rotina que nesta série é um bocado aborrecida.</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">No outro lado, temos as coisas mais fracas:</p>
<ul>
<li style="text-align: justify;"> Continuamos no passado com a história da gravidez e com a indecisão de Zoe sobre o que fazer. Mais uma vez o aborto é falado como se fosse ilegal e andamos nisto sem avanços desde o primeiro episódio. Ou eles decidem andar para a frente com esta história e dar-lhe uma resolução decente ou continua a ser um argumento para encher tempo.</li>
<li style="text-align: justify;">Outra situação que se fosse melhor pensada até podia vir a dar algum ânimo à série, é lado maternal de Jen (<a href="http://www.imdb.com/name/nm0184965/">Christina Cox</a>) a vir ao de cima com a sua vontade de ter filhos. Em vez de criarem uma personagem que conquistasse o público com essa sua vontade, parece que querem fazer dela uma pessoa com problemas psicológicos em que substitui esse seu desejo de ter filhos pelos embriões de coelho ao deixá-los evoluírem mais do que o necessário para as suas experiências.</li>
<li style="text-align: justify;">Terminando esta parte, temos mais uma vez as falhas da nave que cada vez menos conseguem ter interesse até porque por vezes não parecem ter relevância quase nenhuma para o desenrolar do episódio. Já percebemos que querem mostrar que o/a &#8220;Beta&#8221; está por detrás dessas mesmas falhas, mas existem outras maneiras de introduzir a identidade misteriosa sem ser causar falhas na nave. Se tivesse ocorrido algumas vezes até se compreendia, agora em todos os episódios já cansa e torna-se num criador de constantes bocejos.</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">Ao quinto episódio temos uma ligeira melhoria em relação à semana passada, mas com muito ainda por melhorar. Com a chegada a este ponto sem retorno pode ser que os argumentistas também tenham chegado à conclusão que isto não chega e que têm de fazer muito melhor.</p>
<p><img src="http://tvdependente.net/wp-content/uploads/notas/09-10/49.jpg" alt="" /></p>
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		<title>Defying Gravity: 1&#215;04 &#8211; H2IK (ABC)</title>
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		<pubDate>Thu, 20 Aug 2009 20:00:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Fernandes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[[SPOILERS] Por norma, as viagens pelo espaço são longas e exigem uma rigorosa preparação para poder enfrentar todas a condicionantes e problemas que podem aparecer. Ao visionar este quarto episódio, posso afirmar que para ver esta série também é necessário uma grande preparação e esforço tanto físico como mental. Parece que esta longa viagem que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #800000;"><strong>[SPOILERS]</strong></span> Por norma, as viagens pelo espaço são longas e exigem uma rigorosa preparação para poder enfrentar todas a condicionantes e problemas que podem aparecer. Ao visionar este quarto episódio, posso afirmar que para ver esta série também é necessário uma grande preparação e esforço tanto físico como mental. Parece que esta longa viagem que a série nos propôs vai ser tediosa e dolorosa, tal é a falta de criatividade e capacidade para escrever um bom argumento.</p>
<p style="text-align: justify;">Começamos mais um episódio a bordo da Antares que segue a sua viagem até que surgem os primeiros problemas. O sistema eléctrico começa a falhar e a nave fica às escuras, isto leva a outros problemas relacionados com o sistema de gravidade artificial. Isto é tudo muito bonito, mas mais uma vez durante esta suposta crise existe uma grande apatia em resolver o problema. É claro que no decorrer disto tudo os jogos de sedução continuam em grande destaque. Minimizando a importância destas falhas da nave o episódio começa a perder o interesse, já que as visões e o passado perturbado das personagens não conseguem ser o catalisador para nos prender ao ecrã. Isto mais parece um manicómio do que uma nave numa missão alta importância, pois pouco a pouco vamos descobrindo que os elementos da equipa têm passados problemáticos ou então têm visões do futuro ou de pessoas mortas.</p>
<p style="text-align: justify;">Comparando com o presente real, onde as missões espaciais são extremamente rigorosas e os requisitos para ser astronauta são tão &#8220;apertados&#8221;, o futuro representado na série é preocupante pois parece que foram escolhidos ao acaso, independentemente de testes que possam ter sido realizados. Claro que a razão para ser este conjunto de astronautas possa ser explicado atribuindo a escolha a um ordem vindo por parte de &#8220;Beta&#8221;. Mesmo assim, neste episódio, a acção que decorre na nave é muito fraca, sem interesse e não avança nada na história.</p>
<p style="text-align: justify;">Se na nave o interesse é pouco, ou mesmo nenhum, na Terra é para esquecer. A teimosia do chefe de missão, Mike Goss (<a href="http://www.imdb.com/name/nm0014803/">Andrew Airlie</a>), em chamar o antigo engenheiro da nave Ajay Sharma (<a href="http://www.imdb.com/name/nm0354427/">Zahf Paroo</a>) para ajudar na resolução dos problemas da nave não faz sentido nenhum. Se é preciso um episódio inteiro para este <em>sub-plot</em> é porque a falta de ideias para aqueles lados é grande e a única solução é arrastar o episódio com coisas insignificantes. Foi claramente empatar tempo para poderem trazer no fim a única pessoa que podia ajudar e mesmo ela acabou por não saber como resolver o problema. Mais uma vez muito fraco aquilo que nos tentam impingir.</p>
<p style="text-align: justify;">Voltando ao passado, temos o relembrar dos dez anos que passaram desde a missão a Marte que não correu da melhor das maneiras para dois astronautas, um deles o grande amor de Donner (<a href="http://www.imdb.com/name/nm0515296/">Ron Livingston</a>). Se já não bastava o empatar de tempo da história anterior, esta viagem ao passado é tão desnecessária que nem sei o porquê de ter sido feita. Já todos percebemos que Donner nunca recuperou do desastre da missão a Marte não é necessário estar sempre a mostrar isso. Por outro lado temos outra vez uma pequena amostra da fase de treinos, que suporta a minha teoria de que os responsáveis pela missão escolheram ao acaso tanto os professores como os possíveis astronautas. Este segmento foi para esquecer com uma qualidade de escrita digna de miúdos da ensino básico.</p>
<p style="text-align: justify;">Concluindo, temos um episódio mau, sem interesse e com uma linha de argumento que não tem capacidade para segurar ninguém nem por dez minutos. Em termos de história principal não avançou nada de relevante, mas continuamos com diálogos superficiais e sem grande sentido e com um <em>timing</em> completamente descabido. Outra coisa que acho importante mencionar  é que até agora a estrutura dos episódios são iguais e tudo o que acontece parece muito semelhante entre os vários episódios. Temos um problema nave, vemos personagens meio malucas, na Terra dizem para deixar andar porque quem manda é o &#8220;Beta&#8221; e as viagens ao passado é para encher o resto do tempo. Mais vale deixar este episódio cair no esquecimento e avançar para a longa viagem que ainda nos espera pela frente, é esperar que não haja mais nenhum como este.</p>
<p><img src="http://tvdependente.net/wp-content/uploads/notas/09-10/18.jpg" alt="" /></p>
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		<title>Defying Gravity: 1&#215;03 &#8211; Threshold (ABC)</title>
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		<pubDate>Wed, 12 Aug 2009 14:32:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Fernandes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[[SPOILERS] Existem portas que nunca deviam ser abertas, mas como a natureza Humana é mais forte, a tentação de as abrir leva quase sempre a melhor. Isto é verdadeiro tanto para as personagens desta série como para nós espectadores que optámos por abri-las quando decidimos visualizar este produto televisivo. Como os tripulantes da Antares descobriram [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #800000;"><strong>[SPOILERS]</strong></span> Existem portas que nunca deviam ser abertas, mas como a natureza Humana é mais forte, a tentação de as abrir leva quase sempre a melhor. Isto é verdadeiro tanto para as personagens desta série como para nós espectadores que optámos por abri-las quando decidimos visualizar este produto televisivo. Como os tripulantes da Antares descobriram esta semana, mais vale deixar as portas fechadas e continuar como dantes. É óbvio que agora é tarde demais, depois de algumas personagens terem descoberto novas informações sobre a identidade misteriosa que tem controlo sobre a missão já não há volta a dar e terão de se adaptar à nova realidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Neste episódio, temos três tempos diferentes cada um com um interesse distinto.</p>
<p style="text-align: justify;">Comecemos pelo que se passa na Antares. Após ter aberto a porta de um modulo da nave Ted Shaw (<a href="http://www.imdb.com/name/nm0948272/">Malik Yoba</a>) vê imagens de Marte que o vão afectar transformando-o num estado depressivo. Ficamos a saber que estas imagens foram um meio de interacção entre Ted e a identidade &#8220;Beta&#8221;. Entretanto, Paula Morales (<a href="http://www.imdb.com/name/nm0305519/">Paula Garcés</a>), começa a ficar com vómitos indicando o inicio de uma doença que poderá também estar relacionada com o mistério &#8220;Beta&#8221;. Se já não bastassem estes problemas o modulo que vai aterrar em Vénus começa a dar indícios de falhas, que serão ordens vindas de &#8220;Beta&#8221; que o pessoal em Terra tem de seguir. Isto é o mais interessante deste episódio, mais pistas sobre &#8220;Beta&#8221; onde ficamos a saber que se pode &#8220;ligar&#8221; às pessoas ainda sem uma razão muito definida, mas esperemos pelo que vem nos próximos episódios.</p>
<p style="text-align: justify;">Apesar destas pequenas pistas serem interessantes para aguçar o apetite, não posso deixar de mencionar a terrível escolha de musicas que despertam o sentimento oposto daquilo que se está a ver no ecrã, quando temos momentos de tensão surgem-nos musicas completamente fora do contexto. Outra coisa que na nave continua na moda é as conversas sobre as relações entre as personagens e a constante resistência que os mesmos têm de fazer para cortar o desejo sexual. Ora bem numa missão tão importante era de esperar haver conversas sobre os diferentes aspectos da mesma e do funcionamento da nave, em lugar da tagarelice que nestas circunstancias parecem descabidas. Com a série a decorrer num espaço tão especifico continuamos a ter temas de conversa que nada têm em comum com o mesmo.</p>
<p style="text-align: justify;">Passemos então ao que se passa na Terra, a único momento que merece destaque é mesmo a descoberta de Claire Dereux (<a href="http://www.imdb.com/name/nm0747114/">Maxim Roy</a>) que os genes das pessoas a bordo da Antares estão a transformar-se de modo a que fiquem iguais e que o mesmo aconteceu também a Eve Shaw (<a href="http://www.imdb.com/name/nm0495716/">Karen LeBlanc</a>) uma das responsáveis por esta missão. Isto tudo leva a que ela revele alguma informação a Claire. Para o bem ou para o mal, o mistério vai crescendo e até agora é apenas isto que a série tem como forma de cativar os espectadores.</p>
<p style="text-align: justify;">Voltando à estrutura dos episódios anteriores, também neste visitamos o passado, que apesar de tentar criar um história engraçada só trás bocejos e desinteresse. Os astronautas fazem uma aposta relacionada com o desejo sexual dos elementos masculinos e este segmento gira apenas em torno disto mesmo. Já não chegava na nave as mesmas conversas, no passado também temos de aturar com estes mesmos temas. Com tanta coisa de interessante que podiam vir da fase de treinos para a missão continuam a insistir na mesma tecla, criando histórias de forma desajeitada e sem grande conteúdo. Os argumentistas da série devem estar com as hormonas em níveis muito altos se só conseguem escrever sobre isto.</p>
<p style="text-align: justify;">Concluindo, tirando os novos elementos que foram introduzidos no mistério do que é o/a &#8220;Beta&#8221; este episódio não e nada mais do que uma telenovela qualquer daquelas que passam nos nossos canais nacionais. É pena que não consigam passar à frente da mediocridade que até agora está instalada e nos surpreendam com um episódio digno de apreciar e relembrar. Sendo o tema viagens no espaço tão diverso e propicio à criação de novas histórias é de lamentar o caminho seguido pelos criadores de &#8220;Defying Gravity&#8221;. Se os dois primeiros episódios não convenceram, este terceiro nada faz de melhor e por isso temos aqui um bom episódio para aquelas noites em que o sono teima em não aparecer, dez minutos de visualização e podem crer que ele começa a manifestar-se.</p>
<p><img src="http://tvdependente.net/wp-content/uploads/notas/09-10/43.jpg" alt="" /></p>
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		<title>Defying Gravity: 1x01x02 &#8211; Pilot/Natural Selection (ABC)</title>
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		<pubDate>Sat, 08 Aug 2009 14:30:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Fernandes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[[SPOILERS] &#8220;Um pequeno passo para o homem, um salto gigante para a Humanidade&#8221;. Teria sido óptimo que os criadores da nova série da ABC tivessem tomado esta pequena citação como inspiração e conseguissem ter criado algo que pudesse ser considerado como um produto de televisão de qualidade (já nem peço que seja revolucionário e que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #800000;"><strong>[SPOILERS] </strong></span>&#8220;Um pequeno passo para o homem, um salto gigante para a Humanidade&#8221;. Teria sido óptimo que os criadores da nova série da ABC tivessem tomado esta pequena citação como inspiração e conseguissem ter criado algo que pudesse ser considerado como um produto de televisão de qualidade (já nem peço que seja revolucionário e que traga novos conceitos).</p>
<p style="text-align: justify;">Em &#8220;Defying Gravity&#8221; parece que os criadores deram foi um passo atrás, criando uma desilusão gigante para os espectadores. Porém, até houve algo que funcionou bem. O departamento de Marketing, quando rotulou a série como sendo &#8220;Grey&#8217;s Anatomy&#8221; no espaço, não podiam estar mais correctos. Temos astronautas bonitos, com as hormonas em alta, que se apaixonam, onde até recriam cenas mais quentes no espaço dignas de um filme de James Bond. Também não podiam faltar os sonhos e as visões estranhas &#8211; isto parece que anda tudo maluco -, e sim, estes astronautas também gostam de desrespeitar algumas regras. Já devem estar a pensar: «mas &#8220;Grey&#8217;s Anatomy&#8221; tem o <em>&#8220;voiceover&#8221; </em>da Meredith, por isso não são parecidas». Pois, mas &#8220;Defying Gravity&#8221; também. E, para acabar, também tem o mesmo tipo de música. Como gosto de &#8220;Grey&#8217;s Anatomy&#8221; não me deixei intimidar por estes pequenos contra-tempos, mas acho que podiam era ter ido buscar as coisas que &#8220;Grey&#8217;s Anatomy&#8221; tem de melhor.</p>
<p style="text-align: justify;">Passando agora à frente disto, a série conta a história de oito astronautas de diferentes países que, em 2052, vão embarcar numa viagem pelo espaço onde a primeira paragem é o planeta Vénus. Sendo eu uma pessoa que adora tudo relacionado com a exploração espacial, uma coisa que me fez alguma confusão é que no meio de tantos astronautas não haver um que viesse da Rússia. Deve ser porque no futuro que criaram a Rússia perdeu o interesse pelo espaço, pois no presente em que vivo eles são um dos maiores rivais dos EUA nesse campo. Voltando ao que interessa, a história é-nos contada não só no presente mas também com <em>flashbacks</em>, que por vezes surgem de uma forma algo desorganizada e que quebram o sentido narrativo, que se tornam mais confusos que toda série do &#8220;Lost&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">Maddux Donner (<a href="http://www.imdb.com/name/nm0515296/">Ron Livingston</a>), um astronauta veterano que ainda é atormentado pelo desastre que ocorreu dez anos antes numa missão a Marte, junta-se à missão após ele e outro colega, Ted Shaw (<a href="http://www.imdb.com/name/nm0948272/">Malik Yoba</a>), substituírem dois membros da equipa que desenvolveram um misterioso problema cardíaco já na nave em pleno espaço. Antes de voltar às outras personagens, é tempo de referir mais uma coisa que para mim foi ridículo. Ora bem: um dos astronautas, Ajay Sharma (<a href="http://www.imdb.com/name/nm0354427/">Zahf Paroo</a>), que teve de ser substituído, entrou numa fase de maluquice e saiu da nave para se sentar no exterior a ver a paisagem. Na sala de controlo da missão, Mike Goss (<a href="http://www.imdb.com/name/nm0014803/">Andrew Airlie</a>) não dá autorização a ninguém para ir atrás dele e é nesta altura que Donner tem a brilhante ideia de ir salvá-lo já que o oxigénio do outro dura até ele chegar junto da nave. Pontos importantes a reter: até a este ponto do episódio nada nos indicava que havia capacidade de enviar Homens para o espaço numa questão de horas, mas conseguem. Depois de lá chegarem, encontram o outro sentado no exterior de um dos módulos e o Donner consegue convencer o astronauta indiano a voltar para dentro. Eu já nem sabia o que dizer após este momento que tinha visionado.</p>
<p style="text-align: justify;">Portanto, a personagem de herói atormentado pelo passado e que agora tem visões do futuro já temos, agora vamos para a mulher loira e bonita que para além de já estar apaixonada tem um problema engraçado. Este papel pertence a Zoe Barnes (<a href="http://www.imdb.com/name/nm0364977/">Laura Harris</a>), uma jovem mulher que entra na fase de treinos cinco anos antes da missão, para tentar ocupar um lugar na mesma. Durante esses meses, descobre que está grávida e, mais tarde, descobrimos que a pessoa que a pôs naquela &#8220;condição&#8221; foi nem mais nem menos Maddux Donner, pois claro. Apesar da sua amiga Jen Crane (<a href="http://www.imdb.com/name/nm0184965/">Christina Cox</a>) aconselhá-la a terminar a gravidez (pela forma como foi abordado na série parece que no futuro o aborto vai ser ilegal nos EUA), porque põe em risco a oportunidade de Zoe de entrar na missão, esta pelos vistos não lhe deu ouvidos, mas agora anda na nave a ouvir o choro de um bebé e, em vez de disfarçar, parece que quer que o resto da equipa pense que ela está maluca. Já não bastava isso, ainda se depara com um problema, mais uma vez misterioso, em que uma das portas se abre e ela é projectada para fora da nave quando testava um dos fatos que vão ser usados em Vénus. Para aumentar a tensão, o fato começa a perder pressão e é Donner, o herói, que a salva. Eu nem me importo muito com o uso de clichés, mas tantas oportunidades para criar algo no espaço de interesse e vão logo para os problemas típicos de tudo o que é série ou filme no espaço.</p>
<p style="text-align: justify;">Todos os problemas e reviravoltas parecem estar ligados a algo que na Terra já referiram com &#8220;It&#8221; e mais tarde como &#8220;Beta&#8221;, que parece ter autoridade sobre a missão da Antares e que irá ser revelado quando chegarem a Vénus. Isto foi das poucas coisas de interesse que a série mostrou nestes dois primeiros episódios, mas só isto não chega para compensar o ritmo lento e a narrativa sem grande interesse. O resto das personagens, que são o típico estereótipo, foram praticamente esquecidos por isso não vou falar deles neste momento. Quando surgirem mais em cena então voltarei para mencioná-los, até porque parece que todos têm problemas por enfrentar.</p>
<p style="text-align: justify;">Apesar de ter grandes falhas, &#8220;Defying Gravity&#8221;, tem um conjunto de actores que já mostraram que podem fazer melhor, por isso há esperança que se o ritmo aumentar e a história melhorar, nem que seja pouco, a qualidade da mesma possa aumentar para algo que suscite mais interesse. Não sendo muito vistoso, o design do interior é convincente, e o CGI também está bem conseguido. Sendo uma série que decorre no espaço, num futuro não muito distante, a tecnologia mostrada parece bem colocada sem grandes exageros, se bem que a explicação para o facto de eles não serem afectados pela falta de gravidade pudesse ter sido melhor.</p>
<p style="text-align: justify;">Para concluir, antes que continue aqui a divagar, a melhor forma de explicar a série a alguém é mesmo dizer que é &#8220;Grey&#8217;s Anatomy&#8221; ou &#8220;Private Practice&#8221; no espaço. Aqui não há lugar para questões de carácter político ou religioso, conflitos entre personalidades ou relações complexas. Temos antes conversa de raparigas adolescentes, romance e relações/tensões sexuais, tudo isto com a vertente sci-fi como pano de fundo e servindo apenas como adereço e não como elemento fundamental. Parece que vão ser estes os temas em que a série se vai apoiar, juntando-lhe depois algum mistério para ver se mantém os espectadores interessados. Quem gosta de &#8220;Battlestar Galactica&#8221;, &#8220;Star Trek&#8221;, &#8220;Stargate&#8221; e séries do género não encontra aqui nada que o possa agarrar à televisão. Para quem gosta de uma telenovela passada no espaço a milhares de quilómetros da Terra, tem aqui um bom entretenimento. Por mim, como agora estou de férias, vou acompanhar para ver como é que isto vai avançar em termos de história e se o mistério que criaram se mantém interessante.</p>
<p style="text-align: justify;">Terminando com um desabafo, se as estações de televisão querem este tipo de série de sci-fi para agradar aos espectadores em detrimento doutras com qualidade claramente superior como &#8220;Virtuality&#8221; estamos mal, muito mal.</p>
<p><img src="http://tvdependente.net/wp-content/uploads/notas/09-10/53.jpg" alt="" /></p>
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