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	<title>TVDependente &#187; Pushing Daisies</title>
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	<description>Onde a televisão é levada a sério</description>
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		<title>Pushing Daisies: 2&#215;13 – Kerplunk (ABC)</title>
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		<pubDate>Mon, 22 Jun 2009 23:08:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Miguel Ferreira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[[SPOILERS] Chegou ao fim. Acabou, terminou, findou. É esta a hora do adeus de uma das séries mais produtivas e criativas que a televisão viu em anos. Passaram aqueles dias, aquelas horas, aqueles minutos, aqueles segundos desde que tudo começou e, se servir de consolo, esse tempo já ninguém nos tira. O meu final não [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #800000;"><strong>[SPOILERS]</strong></span> Chegou ao fim. Acabou, terminou, findou. É esta a hora do adeus de uma das séries mais produtivas e criativas que a televisão viu em anos. Passaram aqueles dias, aquelas horas, aqueles minutos, aqueles segundos desde que tudo começou e, se servir de consolo, esse tempo já ninguém nos tira.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-11038"></span></p>
<p style="text-align: justify;">O meu final não era este final. O meu final também não era o vosso final. Mas este não é o final que queremos, é o final que temos. Como tal, até aos últimos minutos este é apenas mais um episódio de “Pushing Daisies”, sem traços conclusivos ou pistas que nos levem a perceber o pesado semblante do fim.</p>
<p style="text-align: justify;">À semelhança do seu antecessor este é mais um capítulo de personagens, desta feita é a vez das irmãs Charles subirem ao palco, ou melhor, mergulharem na piscina. Nos seus tempos áureos este duo de sereias tinha um duo rival, uma outra dupla de irmãs que também rasgava as águas da piscina com as suas acrobacias e maravilhas aquáticas. Estas rivais, porém, não arrumaram as botas e continuam a dar espectáculos. Até hoje. Dia em que a meio da actuação um tubarão tresloucado engole uma das irmãs. Acidente ou homicídio? Bem, é para isso que cá estamos.</p>
<p style="text-align: justify;">Se “Water and Power” foi Emerson Cod (<a href="http://www.imdb.com/name/nm0564277/">Chi McBride</a>) este “Kerplunk” foi Vivian (<a href="http://www.imdb.com/name/nm0338746/">Ellen Greene</a>) e Lily (<a href="http://www.imdb.com/name/nm0001436/">Swoosie Kurtz</a>), Lily e Vivian. Desde a infância até à actualidade, dando a conhecer melhor o complexo universo das &#8220;Darling Mermaid Darlings&#8221;. Foi uma lufada de ar fresco o espaço dado a esta dupla, que pôde finalmente saltar para a piscina &#8211; há muito que esperávamos por isto &#8211; e também lavar toda a roupa suja que permanecia escondida há anos. Faltava este protagonismo e nesse ponto “Pushing Daisies” cumpre a missão dando a todos os seus intervenientes os 15 minutos de fama.</p>
<p style="text-align: justify;">O crime em si não desiludiu, mas a medalha de ouro vai mesmo para o ambiente onde a acção se desenrola. A<em> Aquacade </em>é algo que poderia apenas existir aqui; um cenário tão peculiar e característico que nos lembra algo passado mas nos inunda com litros de novos conceitos. Há imaginação em cada parede e quando reconhecemos isso o sorriso é outro. Mais rasgado.</p>
<p style="text-align: justify;">O resto do elenco não teve direito a grandes avanços: Cod passeou-se como o detective do costume; Olive (<a href="http://www.imdb.com/name/nm0155693/">Kristin Chenoweth</a>) brindou-nos com a sua luz apesar de não nos oferecer o genial momento musical; Chuck (<a href="http://www.imdb.com/name/nm0295484/">Anna Friel</a>) e Ned (<a href="http://www.imdb.com/name/nm1195855/">Lee Pace</a>) têm o momento mais profundo na altura em que esta celebra o seu segundo aniversário. O amor que o protagonista sente por ela leva-o a ser egoísta, voltando no final atrás e colocando o seu segredo em jogo pela mulher que ama. O episódio termina com Chuck a aparecer viva da silva diante das tias (ou tia e mãe), iniciando assim uma nova vida que nós só poderemos ver em sonhos.</p>
<p style="text-align: justify;">Depois deste momento veio a conclusão possível: apanhados de cenas antigas e imagens desfocadas revelando o destino de cada personagem. Notou-se a pressa em concluir, o imprevisto do cancelamento que obrigou os produtores a pensarem numa solução de última hora. Por muito que deteste finais em aberto preferia ter fechado esta viagem no momento em que as tias abrem a porta. O resto ficaria para nós, com amargura mas mais naturalidade e fluência.</p>
<p style="text-align: justify;">Fica muito por contar &#8211; especialmente todo o arco que envolve o pai de Ned - fica muito por dar e dizer. Mas como o narrador diz (e muito bem) no final: <em>&#8220;endings are where we begin&#8221;</em>.</p>
<p><img src="http://tvdependente.net/wp-content/uploads/notas/85.jpg" alt="" /></p>
<p>[starrater]</p>
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		<title>Pushing Daisies: 2&#215;12 &#8211; Water and Power (ABC)</title>
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		<pubDate>Tue, 16 Jun 2009 10:34:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Miguel Ferreira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[[SPOILERS] À medida que o forno se vai ligando para receber a tarte final percebemos a necessidade de atar as pontas soltas e com cuidado coser cada um dos laços que embrulham as personagens. Desta feita chegamos ao mundo de Emerson Cod (Chi McBride). Sempre nos interrogámos do paradeiro da filha de Cod. Aquela por [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #800000;"><strong>[SPOILERS]</strong></span> À medida que o forno se vai ligando para receber a tarte final percebemos a necessidade de atar as pontas soltas e com cuidado coser cada um dos laços que embrulham as personagens. Desta feita chegamos ao mundo de Emerson Cod (<a href="http://www.imdb.com/name/nm0564277/">Chi McBride</a>).</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-10809"></span>Sempre nos interrogámos do paradeiro da filha de Cod. Aquela por quem ele corre um mundo de páginas e corre, na esperança de um dia ela as ler. Com este “Water and Power” ficamos a saber que o seu rebento foi fruto de um amor proibido, de uma beldade perigosa que enfeitiçou o jovem detective. De um dia para o outro ela fugiu carregando no ventre a pequena Penny. Agora esta mãe desaparecida regressa como principal suspeita do assassínio de um famoso construtor de barragens. Com ele levou o paradeiro de valioso rubi e um sem número de mistérios, deitados para a nossa equipa os resolver.</p>
<p style="text-align: justify;">Com as voltas e suspeitos do costume, enleados em finas redes de confiança, chegamos ao culpado. Foram dois mistérios resolvidos de uma cajadada só: a identidade do criminoso e a verdadeira história da filha de Cod. Se por um lado já estamos habituados às boas investigações policiais foi com enorme satisfação que, por outro, vimos uma das grandes interrogações desta história ser revelada. O final não foi aquele abraço porque todos esperávamos mas a vida nem sempre é feita disso e é a prova que é nas fantasias mais extravagantes que encontramos os sentimentos mais humanos.</p>
<p style="text-align: justify;">Do outro lado da lupa tivemos o quarteto amoroso Ned (<a href="http://www.imdb.com/name/nm1195855/">Lee Pace</a>), Chuck (<a href="http://www.imdb.com/name/nm0295484/">Anna Friel</a>), Olive (<a href="http://www.imdb.com/name/nm0155693/">Kristin Chenoweth</a>) e Randy (<a href="http://www.imdb.com/name/nm0000274/">David Arquette</a>). Se no final de “Window Dressed to Kill” ficámos com a ideia de que as coisas iam complicar, este número 12 vem desfazer, de forma quase permanente este baralho. Ned mostrou-se confuso, com ciúmes, mas com este episódio percebemos que talvez tudo seja o tal desejo de uma vida normal. Levada então por Olive que decide aceitar Randy e arriscar, aos poucos, o seu frágil coração. Penso que foi a decisão acertada não voltar a um assunto que pedia um final urgente. O único senão é já não termos direito ao genial e já frequente momento musical de Snook.</p>
<p style="text-align: justify;">O resto… bem o resto, como qualquer série má que peca pelos mesmos erros, &#8220;Pushing Daisies&#8221; prima pelas mesmas virtudes, deixando o crítico sem adjectivos. Tudo é tão pormenorizado, com tantos segundos de pura genialidade, que se torna indescritível. Há que ver.</p>
<p style="text-align: justify;">Sem <em>cliffhanger</em> ficamos a um passo do adeus. O que esperar? O melhor dos melhores, como sempre.</p>
<p><img src="http://tvdependente.net/wp-content/uploads/notas/90.jpg" alt="" /></p>
<p>[starrater]</p>
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		<title>Pushing Daisies: 2&#215;11 – Window Dressed to Kill(ABC)</title>
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		<pubDate>Mon, 25 May 2009 21:30:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Miguel Ferreira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[[SPOILERS] Passaram 159 dias, 4 horas, 26 minutos e 17 segundos desde que vi os Noruegueses. Foi muito tempo longe das tartes. Muito tempo de clausura na ideia de não voltar a renascer, na possibilidade de estes três episódios finais serem directamente atirados para o DVD e nós termos de aguardar (ainda) mais. Mas não, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #800000;"><strong>[SPOILERS]</strong></span> Passaram 159 dias, 4 horas, 26 minutos e 17 segundos desde que vi os Noruegueses. Foi muito tempo longe das tartes. Muito tempo de clausura na ideia de não voltar a renascer, na possibilidade de estes três episódios finais serem directamente atirados para o DVD e nós termos de aguardar (ainda) mais. Mas não, a corrida final chegou e o tiro de partida é este “Window Dressed to Kill”.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-10002"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Voltar a “Pushing Daisies” é como voltar a casa. Ao calor da lareira e ao sabor dos cozinhados. Regressam as súbitas saudades, aquelas adormecidas, que nos assombram desde a ordem de despejo. Resta-nos viver, minuto a minuto, como se fosse – e aí vem o cliché – o último!</p>
<p style="text-align: justify;">O último Ned (<a href="http://www.imdb.com/name/nm1195855/">Lee Pace</a>), que decide desistir dos crimes e abraçar apenas as tartes. Reforma-se dos toques em gente morta e Emerson (<a href="http://www.imdb.com/name/nm0564277/">Chi McBride</a>) fica desfalcado. Mas não por muito tempo pois Chuck (<a href="http://www.imdb.com/name/nm0295484/">Anna Friel</a>) decide preencher a vaga e vestir a camisola da investigação. O cenário do crime é uma montra, a tal janela vestida para matar. Uma senhora, com o dom de fazer as mais bonitas montras para a sua loja, é assassinada. Segue-se o leque dos tradicionais suspeitos, eliminados pelas pistas ou pela morte e no final o culpado é descoberto. Para além da dinâmica fresca do novo duo, este caso trouxe também o que só este universo consegue: a originalidade. Só aqui é que poderíamos ver abordado o competitivo mundo de quem monta montras. Muito bom, como sempre.</p>
<p style="text-align: justify;">Do outro lado outro duo, não tão recente: Ned e Olive (<a href="http://www.imdb.com/name/nm0155693/">Kristin Chenoweth</a>). A eterna apaixonada reencontra dois velhos amigos, dois velhos prisioneiros, dois velhos fugitivos, que foram originalmente encarcerados por sua culpa. Raptaram acidentalmente Olive em criança e acabaram por lhe ensinar os verdadeiros valores de família e companheirismo, tudo aquilo que os pais biológicos nunca lhe tinham dado. Foram presos mas ela continuou a escrever-lhes e a contar-lhes o evoluir da sua vida. Mais ou menos verdadeira. Isto porque para eles Olive e Ned têm uma relação amorosa e vão casar. Foram os seus sonhos mais verdadeiros que ela retratou naquelas cartas e agora tem de se confrontar com a realidade. O protagonista acaba por entrar na farsa e durante uma série de acontecimentos finge ser dono desta relação. Até a máscara ser pesada demais e a verdade ser revelada. Esta eterna paixão platónica teve diversos pontos de interesse:</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li> Olive e o seu momento musical(&#8220;Hello&#8221; do Leonel Richie). Não é a primeira vez e felizmente não há-de ser a última. São instantes de puro deleite visual, com um <em>timing</em> perfeito, não só a nível da narrativa mas também na escolha das canções. É uma manobra arriscada que aqui resulta a 100%.</li>
<li> Randy Mann (<a href="http://www.imdb.com/name/nm0000274/">David Arquette</a>), o excêntrico embalsamador de animais, regressa e no final percebemos que não foi por acaso. Ele será o novo interesse amoroso de Olive.</li>
<li> Ned fica, surpreendentemente, com ciúmes desta situação. É de facto um dilema complexo aquele que habita na sua mente: por um lado tem Chuck, o amor da sua vida que nunca poderá tocar, mas por outro tem Olive, eterna apaixonada que lhe proporciona os contornos de uma vida normal. E agora?</li>
<li> Depois do urso polar o rinoceronte! Brilhante, divertidíssimo, genial!</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">A única falha a apontar vai para uma ausência: o pai de Ned. Apareceu no final do episódio 10 e pensámos que seria agora, neste 11º capítulo, que a sua história seria revelada. Pelos vistos ainda e, ou muito engano ou esta personagem estará guardada a sete chaves até ao último episódio.</p>
<p style="text-align: justify;">Conclusão: voltámos e voltámos bem. Melhor que nunca. A reacender tudo aquilo que ainda aqui estava. Venham mais dois que o resto ficará na história.</p>
<p><img src="http://tvdependente.net/wp-content/uploads/notas/92a.jpg" alt="" /></p>
<p>[starrater]</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Pushing Daisies: 2&#215;10 – The Norwegians (ABC)</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Dec 2008 13:35:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Miguel Ferreira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[[SPOILERS] Chegámos à mão cheia de malmequeres. O canto do cisne está cada vez mais perto. Ao contrário das nossas poses sisudas, as personagens, essas, por lá continuam sorrindo, vivendo as suas vidas, como se depois do fim continuassem normalmente os seus dias, num lugar distante, perto da imaginação, mesmo ao lado do sonho. Num lugar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #800000;"><strong>[SPOILERS]</strong></span> Chegámos à mão cheia de malmequeres. O canto do cisne está cada vez mais perto. Ao contrário das nossas poses sisudas, as personagens, essas, por lá continuam sorrindo, vivendo as suas vidas, como se depois do fim continuassem normalmente os seus dias, num lugar distante, perto da imaginação, mesmo ao lado do sonho. Num lugar que presenciou a perfeição a semana passada e que sai agora do farol rumo à Noruega.</p>
<p style="text-align: justify;">Primeiro, é engraçado usar as palavras “primeira vez” no décimo episódio da segunda temporada, mas cá vai: foi a primeira vez que não ocorreu um homicídio e também a primeira vez que Ned (<a href="http://www.imdb.com/name/nm1195855/">Lee Pace</a>) adulto não ressuscitou ninguém! É verdade, ao décimo capítulo, “Pushing Daisies” foge ao molde e decide atar algumas pontas soltas. Apesar de fantasioso, este continua a ser um mundo com regras e leis, logo era inevitável que a morte de Dwight Dixon (<a href="http://www.imdb.com/name/nm0740535/">Stephen Root</a>) voltasse para assombrar e cobrar as devidas dívidas ao trio responsável. E três é o número da resposta, o número de investigadores noruegueses que assumem a investigação da morte de Dixon. Estes são rivais de longa data de Cod (<a href="http://www.imdb.com/name/nm0564277/">Chi McBride</a>), pois deixaram o seu país de origem na esperança de um chorudo negócio e foram rapidamente encobertos pela sombra do grandalhão.</p>
<p style="text-align: justify;">Desta forma, não tivemos suspeito, não tivemos morto, não tivemos questões. Foi apenas uma corrida contra ao tempo, um jogo do gato e do rato entre as duas equipas, uma a destapar e a outra a tentar esconder. Os noruegueses, Magnus Olsdatter (<a href="http://www.imdb.com/name/nm0428963/">Orlando Jones</a>), Nils Nilsen (<a href="http://www.imdb.com/name/nm0915919/">Michael Weaver</a>) e Hedda Lillihammer (<a href="http://www.imdb.com/name/nm0587431/">Ivana Milicevic</a>), para além de serem conhecidas caras de cinema, formam um conjunto divertidíssimo, dono de cenas sensacionais das quais destaco a sua entrada no <em>Pie Hole</em>. A par com este incómodo de alto nível surge, mais uma vez, Olive Snook (<a href="http://www.imdb.com/name/nm0155693/">Kristin Chenoweth</a>), agora agente infiltrada por conta própria, confusa nas meias verdades que lhe vão contando.</p>
<p style="text-align: justify;">No final, a nossa equipa não consegue evitar a abertura dos caixões mas, surpresa das surpresas, os corpos não estavam lá. Dixon estava sim na sua cama e a causa da sua morte foi encerrada, natural disseram eles. Quem moveu então o corpo de sítio? A resposta é dada no último segundo e para além de não me ter surpreendido custa-me a perceber como demoram nove episódios a trazer de volta o pai de Ned! Ainda por cima, trazem-no de novo exactamente como no início, ou seja, ao cair do pano sem respostas para ninguém! Isso não se faz!</p>
<p style="text-align: justify;">A três episódios do final vamos de férias. Ficam para esse <em>sprint</em> todos os segredos que o pai de Ned carrega. Será que reside nele a salvação de Ned? Será que vai realmente existir o beijo entre o casal protagonista? Será? As perguntas ficam na gaveta junto com as saudades.</p>
<p style="text-align: justify;">Certezas? Só a de que este foi um episódio atípico que resolveu algumas das questões deixadas em aberto anteriormente. Por um lado, gostei de ver a série fugir ao molde e mostrar que é elástica o suficiente para pisar outros terrenos. Por outro, foi um episódio que não teve a magia do seu antecessor.</p>
<p><img src="http://tvdependente.net/wp-content/uploads/notas/90.jpg" alt="" /></p>
<p>[starrater]</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Pushing Daisies: 2&#215;09 &#8211; The Legend of Merle McQuoddy (ABC)</title>
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		<pubDate>Sat, 13 Dec 2008 22:00:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Miguel Ferreira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[[SPOILERS] Não há melhor dia para escrever esta crítica do que um dia de chuva. Um assim espesso e cinzento, onde assobiam o frio e o desagrado. Um assim como o de hoje e como o deste nono episódio, um brilhante conto chuvoso que faz das gotas nossas lágrimas numa altura em que já conseguimos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #800000;"><strong>[SPOILERS]</strong></span> Não há melhor dia para escrever esta crítica do que um dia de chuva. Um assim espesso e cinzento, onde assobiam o frio e o desagrado. Um assim como o de hoje e como o deste nono episódio, um brilhante conto chuvoso que faz das gotas nossas lágrimas numa altura em que já conseguimos ver a inevitável meta da saudade.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-3655"></span>Deixando de olhar lá para fora vamos então ao interior do episódio, que arranca com a pequena Chuck (<a href="http://www.imdb.com/name/nm1767820/">Sammi Hanratty</a>) num momento passado onde o seu pai a distraía da doença com hábeis histórias de terras distantes. Pai esse que está de volta no presente, não em grande forma porque é um cadáver, mas com vida. Toque esse dado por Ned (<a href="http://www.imdb.com/name/nm1195855/">Lee Pace</a>) que descobre então a artimanha da sua amada. A situação em questão é tão complexa que o perdão tinha de acontecer. Ned matou o pai de Chuck (<a href="http://www.imdb.com/name/nm0295484/">Anna Friel</a>), essa é uma culpa que ele tem sempre de carregar e que aqui equilibra os sentimentos de ódio e traição. Por muito magoado que ele esteja vai sempre compreender o que a sua mais que tudo sente e as fortes razões que a levaram a cometer tal loucura.</p>
<p style="text-align: justify;">Um volta a viver, outro é brindado com o relâmpago da morte. Sai um vilão, entra um&#8230; vilão também. Então não é que o pai de Chuck é um sacana? Assim que volta ao activo põe em questão todo o modo de vida do casal protagonista, exige a Ned que este deixe de ver a sua filha e chega mesmo ao confronto físico com este, fingindo depois estar aleijado e magoado! Maquiavélico ou protector? Eu cá escolho a primeira e o facto de Charles (<a href="http://www.imdb.com/name/nm0709620/">Josh Randall</a>) não ser pêra doce só vem adensar ainda mais todo o problema. São tantos os sentimentos contraditórios que se fazem passar naquelas mentes que escolhas têm obviamente de ser feitas. Assim o recém renascido propõe a Chuck que fujam os dois para os sítios longínquos das suas histórias: <em>Come with me, Button. Pie is… simple. It&#8217;s limited. Just a bit of… pastry and filling. Cake is complex. Layered with treasures waiting to be discovered.</em> Ela acaba por escolher o amor a que chama lar e o seu progenitor deixa o episódio fugindo de carro. Será que volta? Com ou sem regresso esta foi uma história que teve o seu início e fim, carregada de ritmo e complexos enleios. Absolutamente fantástico.</p>
<p style="text-align: justify;">Paralelo a este problema de família tivemos o crime da semana, pelos visto também em família. Merle McQuoddy (<a href="http://www.imdb.com/name/nm0462712/">Davi Koechner</a>) regressa ao seu farol muitos anos depois da sua suposta morte e enfrenta agora a acusação do homicídio da sua própria esposa. O filho de ambos pede ajuda e o nosso duo de investigadores lança mãos à obra. Duo? Mas qual duo? Emerson Cod (<a href="http://www.imdb.com/name/nm0564277/">Chi McBride</a>) e Olive Snook (<a href="http://www.imdb.com/name/nm0155693/">Kristin Chenoweth</a>), que depois da sua iniciação no episódio anterior decide continuar no ramo e ajudar o grandalhão num complexo jogo de pistas. Então e não é que ela tem muito jeito para a coisa? Esta adição à investigações é ouro sobre azul e se os antigos casos já tinham piada estes agora com a detective Snook são um absoluto delírio. Só ela fazia uma série. Rainha de inúmeros momentos que destaco o inevitável número musical onde canta <em>Candle on the Water</em>, canção de um dos clássicos da minha infância <em>Pete´s Dragon</em>! São tantas piscadelas de olho e tantos pormenores deliciosos que é quase necessário ver em câmara lente para não perder absolutamente nada!</p>
<p style="text-align: justify;">A história dos dois apaixonados e do sogro mauzão foi excepcional. O caso do farol, escuro e sombrio, aproximando-se mais do que nunca a um devaneio Burtoniano, foi incrível. O resto que sobra foi fantástico. Custa muito chegar a este equilíbrio tão perfeito sempre com o adeus a espreitar à porta. Ainda dói mais.</p>
<p style="text-align: justify;">O que Cod diz a Snook no final digo eu a &#8220;Pushing Daisies&#8221;: <em>You made me love a rainy day again!</em></p>
<p><img src="http://tvdependente.net/wp-content/uploads/notas/97.jpg" alt="" /></p>
<p>[starrater]</p>
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		<title>Pushing Daisies: 2&#215;08 – Comfort Food (ABC)</title>
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		<pubDate>Sat, 06 Dec 2008 01:39:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Miguel Ferreira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[[SPOILERS] Já dizia o nosso amigo Dexter (Michael C. Hall): existem portas que devem continuar fechadas. E perguntam vocês porque raio estou eu a falar de um senhor que tira vidas se aqui se passa exactamente o oposto? Primeiro porque me lembrei, segundo porque são as duas melhores séries da televisão actual e em terceiro [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #800000;"><strong>[SPOILERS]</strong></span> Já dizia o nosso amigo Dexter (<a href="http://www.imdb.com/name/nm0355910/">Michael C. Hall</a>): existem portas que devem continuar fechadas. E perguntam vocês porque raio estou eu a falar de um senhor que tira vidas se aqui se passa exactamente o oposto? Primeiro porque me lembrei, segundo porque são as duas melhores séries da televisão actual e em terceiro porque esta frase retrata a sucessão de acontecimentos que tiveram lugar neste oitavo episódio.</p>
<p style="text-align: justify;">Na semana passada tivemos direito ao final mais aberto de toda a temporada e assim que se abriu o caixão do pai de Chuck (<a href="http://www.imdb.com/name/nm0295484/">Anna Friel</a>) a nossa ansiedade ficou suspensa, sem respirar, até altura em que os malmequeres voltaram e nos deixaram respirar com força! As dúvidas eram tantas que conseguíamos caminhar apenas com a certeza de que Ned (<a href="http://www.imdb.com/name/nm1195855/">Lee Pace</a>) abriu a dita porta e que a partir daqui tudo será diferente.</p>
<p style="text-align: justify;">Por muitos cenários que eu tivesse sonhado, o que realmente aconteceu apanhou-me completamente de surpresa! Ned toca no falecido e tem direito a uns 30 segundos pouco esclarecedores sobre Dwight Dixon (<a href="http://www.imdb.com/name/nm0740535/">Stephen Root</a>). Sobram 30 para Chuck e aqui a câmara afasta-se. Estranhei como é óbvio, talvez fosse um segredo, talvez uma confissão a apresentar no fim do episódio. Mas não, Chuck calça uma luva ao pai, engana Ned e esconde o seu progenitor com 20 anos de morte em cima na sua antiga casa! Repete lá isso? Sim isso mesmo, a bela apaixonada do protagonista não consegue despedir-se pela segunda vez e levada pelo coração comete o crime que em tempos a salvou. Fantástica a forma como os momentos vão sendo revelados, fantástica a contradição de sentimentos travada por Chuck, fantástico o final, fantástico o apoio dado por Emerson Cod (<a href="http://www.imdb.com/name/nm0564277/">Chi McBride</a>)!</p>
<p style="text-align: justify;">Sim, porque as regras são simples e dizem que sempre que o minuto é ultrapassado morre alguém para restabelecer o equilíbrio. Esse alguém é Dwight Dixon que se encontrava escondido no cemitério, preparado para alvejar o casal protagonista. A vida tens destas coisas e o pecado de uns é a salvação de outros, ou deles mesmos. Não morreu um inocente e apesar desta morte ser a única escolha lógica apanhou-me novamente desprevenido!</p>
<p style="text-align: justify;">O único senão no meio disto tudo é este perigo constante ter chegado ao fim. Estava a gostar do mistério de Dixon, dos relógios e do passado obscuro. Pode ser que ainda venha uma explicação esclarecedora das reais intenções deste bandido!</p>
<p style="text-align: justify;">O caso em si foi uma variação do molde habitual, pois a equipa de investigação ficou reduzida a duas unidades, Ned e Olive (<a href="http://www.imdb.com/name/nm0155693/">Kristin Chenoweth</a>), concorrentes num concurso de culinária. Esta doce festa fica bem amarga quando um dos concorrentes aparece morto no seu próprio tacho! Para salvar o nome do <em>Pie Hole</em> esta dupla vê-se obrigada a resolver o mistério, passando por um sem número de peripécias e situações que tornam Olive cada vez mais irresistível à vista. Juntos apanham o criminoso e conquistam a medalha, voltando à cena o amor que ainda habita no coração da jovem. Pensei que já tinham encerrado de vez com este interesse amoroso mas vê-la a cantar <em>Eternal Flame</em> fez-me voltar a atrás, deliciado e perdido no momento. Uma cena mítica e uma constatação certa de que este amor é realmente eterno.</p>
<p style="text-align: justify;">Cheio de ritmo, com surpresas e avanços impressionantes na história este é sem dúvida o melhor episódio da temporada!</p>
<p style="text-align: justify;">Já dizia o nosso amigo Dexter: existem portas que nunca devem ser abertas. &#8220;Pushing Daisies&#8221; não é uma delas.</p>
<p><img src="http://tvdependente.net/wp-content/uploads/notas/95.jpg" alt="" /></p>
<p>[starrater]</p>
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		<title>Pushing Daisies: 2&#215;07 – Robing Hood (ABC)</title>
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		<pubDate>Mon, 01 Dec 2008 17:06:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Miguel Ferreira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[[SPOILERS] Estamos precisamente a meio da última temporada de “Pushing Daisies”. É difícil separar o seu fim anunciado de tudo o resto e cada episódio vem com a responsabilidade acrescida de nos dar tudo o que falta, sem sabermos muito bem o que isso é. O que sabemos é que depois da magia, vem o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #800000;"><strong>[SPOILERS]</strong></span> Estamos precisamente a meio da última temporada de “Pushing Daisies”. É difícil separar o seu fim anunciado de tudo o resto e cada episódio vem com a responsabilidade acrescida de nos dar tudo o que falta, sem sabermos muito bem o que isso é. O que sabemos é que depois da magia, vem o espectáculo de roubar aos ricos para dar aos pobres.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-3252"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Um milionário aparece morto na sua mansão. Suspeitos? Os suficientes para nos fazer pensar e interrogar os possíveis motivos, desde a sua jovem esposa, até ao dono de uma organização de caridade intitulada de <em>Bellmen</em>. Como de costume nestas coisas nada é o que parece e rapidamente se descobre a verdade. O culpado cai assim da sua corda e o seu sino toca uma última vez.</p>
<p style="text-align: justify;">Para esta história vou voltar a repetir os dois defeitos, as duas falhas que já se fazem sentir desde o quinto episódio: o universo escolhido foi pobre, com pouco da fantasia e pouco do pouco provável que nós tanto gostamos e a resolução do caso foi mais uma vez previsível, sem uma explicação surpreendente que nos deixasse de boca aberta. Sinto as paredes demasiado fechadas para uma série onde não existem reais limites.</p>
<p style="text-align: justify;">Por outro lado, este sétimo passo foi detentor de momentos absolutamente fabulosos onde destaco a cena com o urso polar, o disfarce de Olive Snook (<a href="http://www.imdb.com/name/nm0155693/">Kristin Chenoweth</a>) e a personagem oca e completamente idiota da viúva. São estes pedaços do inacreditável que nos fazem rir de saudade, e como se não bastasse, para além de fantasiosa continua a ser uma série que nos toca nos lugares mais humanos, como o diálogo em que Chuck (<a href="http://www.imdb.com/name/nm0295484/">Anna Friel</a>) explica como os cheiros trazem de forma tão activa as velhas memórias. Não poderia estar mais de acordo.</p>
<p style="text-align: justify;">Disputando mano a mano o tempo de antena com o crime da semana, esteve Dwight Dixon (<a href="http://www.imdb.com/name/nm0740535/">Stephen Root</a>), actual namorado da tia Vivian (<a href="http://www.imdb.com/name/nm0338746/">Ellen Greene</a>) e constante dor de cabeça para Ned (<a href="http://www.imdb.com/name/nm1195855/">Lee Pace</a>), que vê nele o possível fim do seu segredo. Continuamos sem perceber muito bem quais são as suas verdadeiras intenções e porque necessita daqueles dois relógios. É um passado que continua encoberto durante todo o episódio, que serviu apenas para esta velha raposa se chegar mais perto da verdade de Chuck, que confrontada com a situação pede ao seu amado o derradeiro favor: ressuscitar o seu pai! Só ele poderá responder às questões do passado e resolver este pesado mistério. Ao início reticente, o mestre das tartes lá aceita desenterrar o senhor, e depois de trocarem juras de amor o casal abre o caixão, terminando assim no maior <em>cliffhanger</em> da temporada!</p>
<p style="text-align: justify;">As expectativas são agora altíssimas e depois de um episódio de preparação esperemos que com o número oito venha a verdadeira revolução!</p>
<p><img src="http://tvdependente.net/wp-content/uploads/notas/88.jpg" alt="" /></p>
<p>[starrater]</p>
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		<title>Pushing Daisies: 2&#215;06 – Oh Oh Oh…It´s Magic (ABC)</title>
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		<pubDate>Sat, 22 Nov 2008 11:00:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Miguel Ferreira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[[SPOILERS] Sabíamos bem que seria necessária uma intervenção divina ou pura magia para salvar “Pushing Daisies” da forca. As audiências ditaram a decisão final de não pedir mais episódios e assim 13 é mesmo o número do azar para todos aqueles, que como eu, vêm aqui uma das melhores séries da televisão actual. Não há [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #800000;"><strong>[SPOILERS] </strong></span>Sabíamos bem que seria necessária uma intervenção divina ou pura magia para salvar “Pushing Daisies” da forca. As audiências ditaram a decisão final de não pedir mais episódios e assim 13 é mesmo o número do azar para todos aqueles, que como eu, vêm aqui uma das melhores séries da televisão actual. Não há nada igual, mas agora resta-nos sair do limbo em que andávamos e tomar lugar neste cortejo fúnebre sem data marcada.</p>
<p style="text-align: justify;">Cada episódio será então uma eterna despedida, com deveres redobrados em nos entreter e encher de luz. E para isso nada melhor do que uns truques de magia! Espectáculo este elaborado pelos recém descobertos irmãos gémeos de Ned (<a href="http://www.imdb.com/name/nm1195855/">Lee Pace</a>), que saltam assim do final do último episódio para as luzes da ribalta do homicídio do dia: O Grande Herrmann (<a href="http://www.imdb.com/name/nm0929609/">Fred Willard</a>), pai adoptivo dos dois gémeos, depois de ver os seus animais assassinados vê-se ele mesmo encurralado pela morte num dos seus truques. Emerson (<a href="http://www.imdb.com/name/nm0564277/">Chi McBride</a>) e os seus “assistentes” fazem então a sua magia e sem grande dificuldade descobrem o culpado. Apesar de gostar da musicalidade e da cortina vermelha entre cenas, achei o ambiente pouco explorado com poucas personagens, o que resultou numa história demasiado vulgar e previsível. É realmente bom continuarem com personagens novas e transformar o seu mundo num caso para resolver, mas a magia tinha tanto por onde escolher que o que foi escolhido deixou um ligeiro travo de desilusão.</p>
<p style="text-align: justify;">Desiludido ficou Ned em criança quando o pai o abandonou e o trocou por uma nova família. O que pelos vistos não foi felicidade duradoura pois este misterioso senhor voltou a repetir o truque e perante os olhos incrédulos dos gémeos desapareceu! Esta é uma personagem cada vez mais enigmática, que a cada episódio levanta novas questões: quem será ele realmente? Porque desaparece de um momento para outro deixando a família para trás? Será que carrega com ele uma maldição semelhante à de Ned? O que quer ele do nosso protagonista? De que forma está Dwight Dixon (<a href="http://www.imdb.com/name/nm0740535/">Stephen Root</a>) relacionado com ele? Bem, em relação a este personagem ficámos a saber, através de uma fotografia, que foi militar e amigo do pai de Chuck (<a href="http://www.imdb.com/name/nm0295484/">Anna Friel</a>) e do pai de Ned! Os três conheciam-se e Dwight sabe o grande segredo de Lily (<a href="http://www.imdb.com/name/nm0001436/">Swoosie Kurtz</a>)!Mas o seu grande interesse prende-se com um relógio de bronze idêntico a um que ele possui e que no final procura na campa de Chuck. Que, para sua grande surpresa, está vazia. Lá voltamos às perguntas: o que terá o relógio? Será que os três relógios juntos formam uma espécie de mapa para algum tesouro? Que irá ele fazer agora que descobriu que Chuck está viva? Bem, resta-nos esperar pelo desenrolar deste excelente mistério!</p>
<p style="text-align: justify;">Num episódio em que Emerson volta a ficar solteiro (infelizmente) e o casal Ned e Chuck quase não interagem, fica a cargo de Olive Snook (<a href="http://www.imdb.com/name/nm0155693/">Kristin Chenoweth</a>) dar vida aos 40 minutos que passam. E fá-lo de forma fantástica. Ela consegue monopolizar todos os momentos em que entra e transforma-os em actos só seus, com humor, carisma e imensa personalidade. É talvez a personagem mais forte da série e aquela que irá deixar mais saudades.</p>
<p style="text-align: justify;">De um modo geral foi um episódio linear, com poucos pormenores e truques de magia. Sabemos que daqui pode vir muito melhor e agora com o fim anunciado, queremos a liberdade de rebentar com a escala.</p>
<p><img src="http://tvdependente.net/wp-content/uploads/notas/83.jpg" alt="" /></p>
<p>[starrater]</p>
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		<title>Pushing Daisies: 2&#215;05 – Dim Sum Lose Some (ABC)</title>
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		<pubDate>Fri, 31 Oct 2008 13:10:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Miguel Ferreira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[[SPOILERS] Para quê ir a Las Vegas ou a Pequim se podemos jogar poker com comida chinesa sem sair de casa? Pois é, este quinto episódio leva-nos ao oriente, mas não foi preciso ir muito longe, bastou Emerson (Chi McBride) descer as escadas e entrar no restaurante. Nós entrámos com ele e esqueçam o aloz [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #800000;"><strong>[SPOILERS]</strong></span> Para quê ir a Las Vegas ou a Pequim se podemos jogar poker com comida chinesa sem sair de casa? Pois é, este quinto episódio leva-nos ao oriente, mas não foi preciso ir muito longe, bastou Emerson (<a href="http://www.imdb.com/name/nm0564277/">Chi McBride</a>) descer as escadas e entrar no restaurante. Nós entrámos com ele e esqueçam o <em>aloz chau chau</em> pois aqui o menu é outro.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-2069"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Aqui a comida serve-se fria como a vingança. Ou terá sido acidente? Bem, o certo é que o dono do restaurante chinês, por baixo do escritório de Emerson, acabou com um ferro atravessado na cabeça e cabe à nossa equipa de investigadores favorita tomar conta do caso. Entre os interrogatórios iniciais até aos disfarces finais tudo foi muito bem montado, pecando apenas pela previsibilidade do porquê e do culpado. Talvez o facto de ser um ambiente perto de casa do investigador tenha encurtado um pouco as asas da história e o universo apresentado não foi tão sumarento como de costume. Sim o jogo de poker esteve genial, mas a criatividade não passou muito dessa mesa.</p>
<p style="text-align: justify;">Na vertente amorosa, Ned (<a href="http://www.imdb.com/name/nm1195855/">Lee Pace</a>) e Chuck (<a href="http://www.imdb.com/name/nm0295484/">Anna Friel</a>) foram colocados em segundo plano e Emerson Cod cai nos braços de Simone Hundin (<a href="http://www.imdb.com/name/nm0010837/">Christine Adams</a>), treinadora de cães que apareceu no sexto episódio da primeira temporada. É bom voltar a ver a única mulher que com um estalido coloca o matulão na linha e o faz perder a cabeça. Com toda a ligeireza e suavidade a que estamos acostumados o romance foi deslizando por cenas muito engraçadas até à cena final onde dois sorrisos cúmplices são consolidados. Espero sinceramente que mantenham este par durante mais algum tempo, equilibra a bolsa amorosa e sempre nos dá um romance paralelo ao do protagonista.</p>
<p style="text-align: justify;">Ned, por sua vez, descobre que tem dois irmão gémeos, que são mágicos e partilham as suas grossas sobrancelhas. O suspense em relação ao seu pai adensa-se então com a entrada em cena destes dois e também de um enigmático conhecido da família, que encerra o episódio antevendo um futuro complicado para o mestre das tartes. Desde o episódio inicial que estávamos à espera do desenrolar desta linha de argumento e estas novas peças vieram em altura certa, não destapando a totalidade do véu e aumentando exponencialmente a nossa curiosidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Não tendo a magia e o mistério dos seus antecessores, continua porém acima de quase tudo o resto do que se faz em televisão.</p>
<p><img src="http://tvdependente.net/wp-content/uploads/notas/87.jpg" alt="" /></p>
<p>[starrater]</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Pushing Daisies: 2&#215;04 – Frescorts (ABC)</title>
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		<pubDate>Fri, 24 Oct 2008 11:30:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Miguel Ferreira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[[SPOILERS] Cada tiro cada melro. Acho que é a expressão que mais se adequa a esta série que semana após semana não engana e dá-nos com sinceridade um bom espectáculo de televisão. Para além disso tem uma coisa que admiro imenso, sempre que escorrega ligeiramente com um pé assenta imediatamente o outro com estrondo e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #800000;"><strong>[SPOILERS]</strong></span> Cada tiro cada melro. Acho que é a expressão que mais se adequa a esta série que semana após semana não engana e dá-nos com sinceridade um bom espectáculo de televisão. Para além disso tem uma coisa que admiro imenso, sempre que escorrega ligeiramente com um pé assenta imediatamente o outro com estrondo e eficácia, numa balança que até hoje não falhou.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-1672"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Por vezes ao olhar para estas histórias questiono: mas como é que eu não me lembrei disto antes? Num mundo escasso de ideias, conseguem sempre trazer mais uma, fresca e recém-nascida, desta feita uma empresa que vende amizades tem na morte de um funcionário seu os dissabores do mistério. A investigação, essa, fica a cargo da equipa do costume que ganha agora mais um parceiro, a mãe de Emerson (<a href="http://www.imdb.com/name/nm0564277/">Chi McBride</a>), Calista Cod (<a href="http://www.imdb.com/name/nm0600717/">Debra Mooney</a>). É ela que inicia o episódio e é através desta nova personagem que ficamos a conhecer mais um pouco das origens deste detective durão. Toda a linha de argumento desta dupla foi muito interessante e parece estar cada vez mais perto o reencontro entre Emerson e a sua filha. Senti porém que Calista poderia ter tido um pouco mais de tempo de antena, bem como Randy Mann (<a href="http://www.imdb.com/name/nm0000274/">David Arquette</a>) companheiro de casa da vítima com uma estranho <em>hobby</em> de embalsamar animais. Há muito que não via Arquette e gostava que tivessem levado o seu delírio um pouco mais longe.</p>
<p style="text-align: justify;">Onde há problema há solução, e a resposta para o mistério foi a mais surpreendente até ao momento num “os factos são estes” de ficar de boca aberta. Muito bem pensado o facto de a suposta estrela de futebol ser na realidade o tótó frustrado que apenas queria ter um amigo. Estava sozinho, e a solidão é espelhada também brilhantemente no nosso protagonista, Ned (<a href="http://www.imdb.com/name/nm1195855/">Lee Pace</a>), que consegue o melhor diálogo do episódio quando diz a Randy que o que o torna único trouxe até ele todas as pessoas que ama.</p>
<p style="text-align: justify;">Chuck (<a href="http://www.imdb.com/name/nm0295484/">Anna Friel</a>) por sua vez tenta voltar para casa do mestre das tartes pois o clima com Olive (<a href="http://www.imdb.com/name/nm0155693/">Kristin Chenoweth</a>) começa a azedar. Se tal acontecesse seria um passo para trás, mas como isso não acontece por estas bandas Ned convence-a do contrário e mostra-lhe que este é o caminho certo a seguir, para a vida e para a relação que eles levam. Acabamos com um literal cair do “pano” e um desabafo de saudade.</p>
<p style="text-align: justify;">Esta quarta tarte, sem conseguir a emoção da anterior, mantém toda a sinceridade e cor habituais, oferecendo-nos um excelente conto que consegue a proeza de nos fazer sonhar e pensar em simultâneo. Queremos mais.</p>
<p><img src="http://tvdependente.net/wp-content/uploads/notas/93.jpg" alt="" /></p>
<p>[starrater]</p>
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