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	<title>TVDependente &#187; Balanço da Temporada</title>
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	<description>Onde a televisão é levada a sério</description>
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		<title>Hell on Wheels (AMC) – 1.ª temporada</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Jan 2012 03:53:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vítor Rodrigues</dc:creator>
				<category><![CDATA[Balanço da Temporada]]></category>
		<category><![CDATA[amc]]></category>
		<category><![CDATA[Hell on Wheels]]></category>

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		<description><![CDATA[[SPOILERS] Dez episódios depois, o épico western chega ao fim da linha da primeira temporada. O problema é que veio mesmo de comboio, devagar e com a linha por acabar. Quero avisar de antemão que vou dizer mais mal do que bem da temporada, o que é meio parvo considerando a nota final, mas tentem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #800000;"><strong>[SPOILERS]</strong></span> Dez episódios depois, o épico <em>western</em> chega ao fim da linha da primeira temporada. O problema é que veio mesmo de comboio, devagar e com a linha por acabar.<br />
<span id="more-46320"></span><br />
Quero avisar de antemão que vou dizer mais mal do que bem da temporada, o que é meio parvo considerando a nota final, mas tentem perceber onde quero chegar.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff;"><strong>As personagens:</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"># O protagonista foi exactamente aquilo que se antevia depois do piloto, pior, foi o que menos/não evoluiu. Entre passar a vida a beber, cuspir para o chão e a tentar furar a testa dos outros com olhares penetrantes e grandes silêncios, Bohannon (<a href="http://www.imdb.com/name/nm0609845/">Anson Mount</a>) não foi equipado com diálogos de nível. Temos aquela impressão que ele influenciou todas as personagens principais, mas que ele próprio não foi a lado nenhum, um pouco à semelhança da sua procura por vingança: Dez episódios passados, fica a impressão de que ele nunca perseguiu verdadeiramente o último nome na lista da vingança e sempre que se aventurava a resolver o passado, alguma coisa acabava por puxa-lo de volta àquela cidade fantasma. O &#8220;problema deste problema&#8221; é que sendo ele o protagonista, a série fica sem grande propósito. Se o objectivo central é vingar a mulher, poderia bem ter terminado neste final, se não é&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;"># Thomas “Doc” Durant (<a href="http://www.imdb.com/name/nm0000538/">Colm Meaney</a>) foi a desilusão maior. Aquela irreverência e dureza que lhe vimos não se prolongou ao longo da temporada. A paixão por Lilly tornou-o num personagem mais “fraco” e moldável e perdeu assim caracterização. Só quando ele joga com o senador e o arruína é que temos um deslumbre daquilo que ele prometia ser.</p>
<p style="text-align: justify;"># Elam é de certeza a personagem que mais evoluiu, parabéns ao <a href="http://www.imdb.com/name/nm0996669/">Common</a> pelo bom trabalho. Começa como um simples “escravo” a trabalhar nas linhas, torna-se amigo de Bohannon, chega a líder dos seus semelhantes, começa a andar armado e conquista algum respeito junto dos outros pistoleiros, apaixona-se e parece ter a sua vida encaminhada. Esta evolução torna a sua decisão de não querer assentar com a tatuada <a href="http://www.imdb.com/name/nm2029984/">Robin McLeavy</a> ainda mais incompreensível. Sim, ele teria de abandonar o cargo que tanto lutou para conquistar, mas teria a paz e liberdade que tanto batalhou para ter. É uma decisão que só se percebe pela existência de uma segunda temporada.</p>
<p style="text-align: justify;"># Lilly (<a href="http://www.imdb.com/name/nm1069800/">Dominique McElligott</a>) foi outra subvalorizada. Após a termos visto batalhar durante os primeiros episódios, esperamos que ela se torne uma mulher mais forte e lutadora, mas nunca chega a tomar as rédeas da sua vida. No final faz Doc prometer que a mantém por perto para ver o fim da linha férrea&#8230;a fazer o quê? O trabalho do marido? Ela já forneceu os mapas e perdeu assim a moeda de troca. Queria vê-la a manter o posto pela astúcia e força, não por ser mulher e o dono ter uma paixoneta por ela.</p>
<p style="text-align: justify;"># Os índios são outro grupo muito mal representado na série. Não se transmite o <em>crash</em> entre culturas e o verdadeiro conflito. Aparecem poucas vezes, dá a ideia que não passam de meia-dúzia e que o único problema deles é parar o comboinho. Falta mostrar o estilo de vida e de que modo aquela onda de modernização os ameaça.</p>
<p style="text-align: justify;"># O Reverendo Cole (<a href="http://www.imdb.com/name/nm0006888/">Tom Noonan</a>) vai caindo na desgraça e não se percebe qual a sua importância no futuro. Mickey (<a href="http://www.imdb.com/name/nm2007230/">Phil Burke</a>) e Sean (<a href="http://www.imdb.com/name/nm2607858/">Ben Esler</a>) McGinnes são personagens, para já, absolutamente irrelevantes. O índio Joseph (<a href="http://www.imdb.com/name/nm0817353/">Eddie Spears</a>) vai amadurecendo e prevê-se que a sua influência crescerá quando o conflito com os nativos escalar.</p>
<p style="text-align: justify;"># Deixei para o fim a melhor personagem. O Sueco (que na verdade é norueguês) revela-se uma personagem mais importante do que o piloto deixa prever, mas a maneira como é tratado no final é altamente desrespeitadora daquilo que foi durante a temporada (quase a roçar os vilões do “Sozinho em Casa”). O que é feito dos homens que andavam com ele? Após a humilhação vai-se simplesmente embora? E o apoio do Sr. Durant? Fico ainda mais indignado porque é uma personagem que, embora mafioso como as cobras, me agradou bastante e que foi muito bem interpretada por <a href="http://www.imdb.com/name/nm0382216/">Christopher Heyerdahl</a>. Sempre que ele entrava em cena dava mais prazer ver a série.</p>
<p style="padding-left: 60px; text-align: justify;"><em>Um sinal de que não se seguiu um rumo consistente: Bohannon aconselha os irmãos McGinnes a não tomarem nenhuma acção ofensiva contra o Sueco, a descobrirem antes os podres que ele possa ter no armário e desmascara-lo. Pensei eu: vão descobrir a sua ligação ao senador e deixar que seja o próprio Durant a lidar com ele&#8230;não, fazem uma mini-milícia e expulsam-no da cidade.</em></p>
<p style="text-align: justify;">Perguntam vocês, mas “Hell on Wheels” seria uma grande série se traçasse o seu objectivo para uma só temporada? Teria sido melhor, mas o problema não se restringe a isso. O defeito está na abordagem a uma grande variedade de temas sem nunca se focar verdadeiramente em explora-los. Não é uma série sobre os desafios da construção porque passam grandes períodos sem nunca ser referenciado (é como a escola em “Vampire Diaries”, só existe para encher os espaços de tempo em que as personagens não estão a fazer outra coisa qualquer), não é sobre a escravatura, sobre as mazelas da guerra civil americana, nem o conflito com os nativos, é tudo! E já se sabe o que acontece quando se tenta fazer tudo ao mesmo tempo, não se faz nada bem.</p>
<p style="text-align: justify;">Para quem leu a minha introdução à história reparou que dei bastante destaque a um monólogo de Durant. Esse momento levou-me a pensar na altura que esta seria uma série com grande escrita, de épicos confrontos de palavras que só um ambiente <em>western</em> poderia fornecer, foi antes mais uma desilusão. Os diálogos foram pobres, considerando a expectativa, e em muitos casos usou-se e abusou-se dos olhares frios e cuspidelas para o chão numa tentativa de dizer alguma coisa. É ainda pior quando pensamos que vem da mesma estação de “Mad Men”, “Breaking Bad” e “The Walking Dead”, séries que têm os seus momentos lentos mas que os complementam muito bem com grandes palavras.</p>
<p style="text-align: justify;">Obviamente que a série tem aspectos positivos: As personagens centrais evoluem, temos a noção que elas ultrapassam desafios e conseguimos criar alguma afecto por elas; Se o ritmo mais lento não é um problema, é bem agradável de se ver; Representa bem os costumes, o ambiente e as dificuldades de um certo tempo na história; A realização e fotografia poderiam ter sido bem mais exploradas mas fazem um excelente trabalho; Tem alguns momentos fantásticos (o genérico, o discurso de Doc no piloto, a sobrevivência de Lilly durante os primeiros episódios, a música “Jamais Je Ne T&#8217;oublierai” no quarto episódio e a batalha e a música no início do nono).</p>
<p style="padding-left: 60px; text-align: justify;"><em>Um sinal de que não souberam criar expectativa: A revelação de que afinal o Sargento não estava presente na altura da morte da mulher de Bohannon não foi só revelado após a morte da personagem, já o sabíamos quando ele o disse ao Sueco. Quando houve surpresa do protagonista não conseguimos associar-nos a ela, perdeu-se um clímax. Mais, a surpresa que Bohannon teve não foi nenhuma, o homem fartou-se de dizer que não estava lá até ter as mãos à volta da garganta. Porque é que ele não sacou logo do papel?! Era logo a primeira coisa a fazer! Enfim.</em></p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Hell on Wheels&#8221; é um estereótipo de uma era, uma história que tenta contar muita coisa mas que não conta nada, é no geral vazia e mal escrita. Vale por alguns personagens e teve alguns momentos excelentes ao longo dos episódios, mas não é o suficiente para nos prender loucamente. Vou continuar a acompanhar, mas sem qualquer expectativas de alto nível. É uma série satisfatória que poderia ser muito mais, o potencial está lá!</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #008000;"><strong>O Melhor:</strong></span> O Sueco. A representação de uma era. O &#8220;Doc&#8221; do piloto. Os olhos e sorriso de Lily.<br />
<strong><span style="color: #ff0000;">O Pior:</span></strong> A escrita. A falta de um objectivo final plausível. A banalização de algumas personagens.</p>
<p style="text-align: justify;">[starreview] [starrater]</p>
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		<title>Californication (Showtime) &#8211; 4.ª temporada</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Jan 2012 12:34:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maciel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Balanço da Temporada]]></category>
		<category><![CDATA[californication]]></category>
		<category><![CDATA[showtime]]></category>

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		<description><![CDATA[Se tivesse que resumir o segredo para uma boa temporada de &#8220;Californication&#8221; usaria simplesmente: bom senso. Um conceito que tem tanto de subjectivo (cada qual calibra o seu medidor de maneira bem diferente) mas que quando atinge determinados patamares pode-se falar de uma evidente objectividade. E para mim, faltou algum bom senso a esta temporada. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Se tivesse que resumir o segredo para uma boa temporada de &#8220;Californication&#8221; usaria simplesmente: bom senso. Um conceito que tem tanto de subjectivo (cada qual calibra o seu medidor de maneira bem diferente) mas que quando atinge determinados patamares pode-se falar de uma evidente objectividade. E para mim, faltou algum bom senso a esta temporada.<br />
<span id="more-46036"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Nudismo, calão, mais nudismo, drogas, sexo, álcool e outros quejandos sempre fizeram parte da série. Conciliar este lado mais &#8220;frívolo&#8221; (por vezes surreal) com o lado mais sério e dramático julgo ter sido sempre um dos maiores desafios para os argumentistas de &#8220;Californication&#8221;. E aqui reside o pêndulo da série. O metrónomo que marca o ritmo de um episódio (e consequentemente de toda uma temporada) e que por vezes acelera demasiado (entenda-se: &#8220;avacalham&#8221; demais) e deixa as personagens como mero peões de um jogo de surrealismo que se alimenta de si próprio e de algumas bizarrias. Um pouco o que se passou nesta quarta temporada.</p>
<p style="text-align: justify;">Tirando um excelente segundo episódio toda a restante temporada foi uma pequena desilusão alternando entre o mediano e o bom. Teria trocado com bastante agrado alguns corpos femininos desnudados por maior consistência nas histórias, acutilância numa série de personagens que estão lá a mais e por aquilo que sempre (mas sempre, sempre) me fez gostar da série: um reflectir sincero, duro e cru sobre a vida de Hank (<a href="http://www.imdb.com/name/nm0000141/">David Duchovny</a>), as suas amarguras, os seus desejos, falhanços e sucessos.</p>
<p style="text-align: justify;">Aqui e acolá os episódios mostravam isso mesmo mas com as tricas de Charlie (<a href="http://www.imdb.com/name/nm0359577/">Evan Handler</a>) e Marcy (<a href="http://www.imdb.com/name/nm0781899/">Pamela Adlon</a>) ou a imaturidade/irrelevância de Becca (<a href="http://www.imdb.com/name/nm1502383/">Madeleine Martin</a>) a ocuparem demasiado espaço, o restante parecia que pouco interessava. <a href="http://www.imdb.com/name/nm0000507/">Rob Lowe</a> foi uma excelente adição à série mas dos restantes não reza a história desta temporada.</p>
<p style="text-align: justify;">A ver vamos o que acontece na nova temporada (que começou este semana). Talvez fosse boa ideia começarem a preparar um final para Hank, para as suas conquistas amorosas e todas as noites de excesso. O corpo dele começa a acusar algum cansaço.</p>
<p>[starreview]</p>
<p>[starrater]</p>
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		<title>The League (FX) &#8211; 3.ª temporada</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Jan 2012 12:45:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Loot</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Balanço da Temporada]]></category>
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		<category><![CDATA[the league]]></category>

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		<description><![CDATA[[SPOILERS] “Every league gets to this point where we&#8217;ve cheated each other so many times over the years, we don&#8217;t trust each other enough to make a simple trade. We&#8217;ve crossed the distrust horizon into the land of no trades.” Existe uma maldição que tem afectado recentemente uma variedade de séries, não sei como surgiu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #800000;"><strong>[SPOILERS]</strong></span> <em>“Every league gets to this point where we&#8217;ve cheated each other so many times over the years, we don&#8217;t trust each other enough to make a simple trade. We&#8217;ve crossed the distrust horizon into the land of no trades.”</em></p>
<p style="text-align: justify;">Existe uma maldição que tem afectado recentemente uma variedade de séries, não sei como surgiu nem qual o seu desenvolvimento, mas a maldição da terceira temporada é real, ela existe mesmo e temam-na porque é uma valente seca.</p>
<p style="text-align: justify;">Se não acreditam, pensem em que temporada “Dexter” afundou pela primeira vez? Ou “True Blood”? Ou “Sons of Anarchy”? Até “Community” tropeçou nela este ano (“Community” não afunda apenas coxeia). E que dizer de <a href="http://www.imdb.com/name/nm1588066/">Robert Sheehan</a>? Claramente um crente, pois temeu-a tanto que se pôs a andar de “Misfits” mal terminou a segunda temporada.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas estejam descansados em relação a esta série, “The League” soube dar a volta à situação, canalizando essa energia negativa para a própria história e brindando-nos assim com uma temporada memorável. Desta vez a liga está amaldiçoada desde o início mas felizmente não é no humor.</p>
<p style="text-align: justify;">Para quem não conhece, e dito de forma muito breve, a série gira em torno de um grupo de seis amigos que têm uma liga fictícia de futebol. O primeiro episódio começa com as escolhas dos jogadores e o último termina com o resultado final que dita quem é o vencedor do famoso troféu apelidado de <em>Shiva</em>, em homenagem a uma antiga colega de escola (que já apareceu na história e estava bem mais jeitosa do que eles a recordavam). Pelo meio há uma data de peripécias à volta deste troféu, todos querem o <em>Shiva</em> e não se poupam a esforços para a vencerem, nem que isso signifique tramar o próximo.</p>
<p style="text-align: justify;">Todos menos Taco (<a href="http://www.imdb.com/name/nm1476655/">Jon Lajoie</a>), o “ganzado” do grupo, que está sempre a leste de tudo e todos e que percebe tanto de futebol americano como eu, apesar de já ter vencido um campeonato (sabe lá ele como).</p>
<p style="text-align: justify;">É de salientar que a personagem Taco podia correr terrivelmente mal, a início achava que ia ser aquele que menos piada poderia ter indo pelos caminhos fáceis das típicas piadas “à mocado”, mas Jon Lajoie soube pegar na personagem e tornou-a sem dúvida alguma numa peça fundamental desta série. De salientar nesta temporada o episódio em que cria uma rede virtual, chamada <em>My Face</em>, mas que ao contrário do seu concorrente <em>Facebook</em>, não é uma rede virtual. Ou então o episódio em que inventa o <em>pee-bib</em> cujo objectivo é eliminar o síndrome da última gota de xixi nas calças. Como tudo isto funciona? Têm mesmo de ver para descobrir.</p>
<p style="text-align: justify;">Na temporada anterior tinha sido criado um novo troféu para o último classificado, o terrífico <em>The Sacko</em> que calhou ao pobre Andre (<a href="http://www.imdb.com/name/nm1179677/">Paul Scheer</a>). Assim a série começa por nos mostrar que Andre tem sofrido as passas do Algarve por causa dessa “vitória”, ou seja, nada de novo aqui. Andre sempre foi e continuará a ser aquele que mais sofre nas mãos de todos, o grupo agora apenas teve a desculpa de ele ser o <em>Sacko</em>.</p>
<p style="text-align: justify;">Como os esboços para a próxima liga estão para breve, Peter (<a href="http://www.imdb.com/name/nm0243233/">Mark Duplass</a>) e companhia preparam-se para dar um último castigo do <em>Sacko</em> a Andre uma vez que o seu martírio chegou ao fim. A ideia é filmar um porno em sua casa sem ele saber para mais tarde lho revelarem numa altura “adequada”.</p>
<p style="text-align: justify;">A série começa portanto em grande com um primeiro episódio que nos mostra logo que &#8220;League&#8221; não vai baixar os braços em relação ao seu tipo de humor e que veio preparada para mais e pior. O realizador do dito filme é interpretado por <a href="http://www.imdb.com/name/nm0736622/">Seth Rogen</a> e pela primeira vez temos uma temporada recheada de actores convidados em vez de apenas desportistas. Entre outros, contam-se <a href="http://www.imdb.com/name/nm0000501/">Ray Liotta</a> e <a href="http://www.imdb.com/name/nm0000156/">Jeff Goldblum</a> a interpretarem o patrão e pai de Ruxin (<a href="http://www.imdb.com/name/nm1802209/">Nick Kroll</a>) respectivamente, <a href="http://www.imdb.com/name/nm0798971/">Sarah Silverman</a> como a irmã, perita em sexo, de Andre ou <a href="http://www.imdb.com/name/nm0244630/">Eliza Dushku</a> como instrutora de <em>Krav Maga</em>.</p>
<p style="text-align: justify;">Quem está de volta também é Rafi <em>aka</em> <em>El Cuñado</em> (<a href="http://www.imdb.com/name/nm1727621/">Jason Mantzoukas</a>). Esta é uma das personagens mais extravagantes da televisão e não fazendo parte do elenco principal é uma clara mais-valia e prova disso é a sua utilização recorrente em vários episódios. Todos em que participa saltam automaticamente para o pódio.</p>
<p style="text-align: justify;">De resto são os mesmos de sempre, Ruxin o homem com menos escrúpulos no grupo e que nesta temporada se junta a uma seita religiosa em busca de conhecimentos futebolísticos preciosos; Kevin (<a href="http://www.imdb.com/name/nm1586772/">Stephen Rannazzisi</a>) o eterno moralista e frustrado por nunca ter sido capaz de vencer um campeonato, a sua mulher Jenny (<a href="http://www.imdb.com/name/nm1051221/">Katie Aselton</a>) que volta mais uma vez a provar que é tal e qual como um dos rapazes e Pete que desta vez pensa ter encontrado a mulher certa… até ela começar a querer envolver-se na escolha dos seus jogadores.</p>
<p style="text-align: justify;">Em jeito de conclusão há que sublinhar que &#8220;The League&#8221; é uma comédia semi-improvisada que está cada vez mais a provar-se como uma aposta segura no seu campo e resultado disso é a renovação para uma quarta temporada. É na minha opinião um dos melhores produtos actuais de comédia que tem saído dos EUA e esta terceira temporada foi definitivamente um dos pontos altos da televisão em 2011.</p>
<p>[starreview]</p>
<p>[starrater]</p>
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		<title>Cantinho do Visitante: &#8220;Enlightened – 1.ª Temporada (HBO)&#8221;, por LR</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Dec 2011 09:00:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ZB</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Balanço da Temporada]]></category>
		<category><![CDATA[Cantinho do Visitante]]></category>
		<category><![CDATA[cantinho do visitante]]></category>
		<category><![CDATA[Enlightened]]></category>

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		<description><![CDATA[[SPOILERS] “Enlightened” é uma comédia da HBO de 25 minutos que esteve fora do meu radar durante algum tempo até que decidi experimentar uns episódios. Foi rapidamente que me apercebi que esta série é uma verdadeira pérola e que tem na Laura Dern o seu brilho. É verdade que o conceito de trazer uma actriz [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #800000;"><strong>[SPOILERS]</strong></span> “Enlightened” é uma comédia da HBO de 25 minutos que esteve fora do meu radar durante algum tempo até que decidi experimentar uns episódios. Foi rapidamente que me apercebi que esta série é uma verdadeira pérola e que tem na Laura Dern o seu brilho.<br />
<span id="more-45799"></span><br />
É verdade que o conceito de trazer uma actriz conhecida pelo seu trabalho em cinema (quem não viu “Jurassic Park”?) para protagonizar uma série num canal de cabo prestigiado, para ver se mais tarde ganha um Emmyzinho ou dois, já se começa a tornar num cliché. Mais ainda quando essa série é denominada de comédia, quando tem drama em larga escala. Até acho que os media já se cansaram um pouco dessa ideia, tanto que foram poucas as menções que eu vi a “Enlightened” nestas listas de final do ano. Contudo, na minha opinião se no momento há série que merecia um pouco mais destaque, seria esta e por isso é que decidi aproveitar a oportunidade que o TVDependente dá aos leitores de contribuírem para o site e escrever esta pequena recomendação.</p>
<p style="text-align: justify;">“Enlightened” não é para todos e é fácil perceber porque é que alguém pode não gostar. Primeiro é necessário ultrapassar o conceito de “comédia” que lhe foi atribuída, pois na verdade apesar de haver momentos engraçados, não há dúvida nenhuma que a série tem mais drama que alguns dramas que se vêm na televisão. Depois é preciso deixar-nos conquistar por Amy (<a href="http://www.imdb.com/name/nm0000368/" target="_blank">Laura Dern</a>) e pela estranha <em>driving force</em> que move a sua vida e as suas relações com os outros personagens. Talvez “estranha” não seja o melhor adjectivo para descrever, mas para mim há sem dúvida algo diferente em relação à maneira como a série é escrita. O tom é difícil de descodificar: por vezes parece que é triste e melancólico, outras vezes de contentamento e satisfação misturado com períodos de reflexão e outros de desilusão. Às vezes até fico confundido se os ideais da Amy, tão marcados pelas suas narrações <em>voz-off</em>, são apenas dela ou ideais que a série quer transmitir. São todas estas características que acabam por tornar a série diferente das outras, para não falar que a realização dos episódios é das melhores que eu já vi para este tipo de séries, simplesmente maravilhosa.</p>
<p style="text-align: justify;">Falando da história em si, “Enlightened” conta a história de Amy uma mulher de 43 anos que nunca teve uma vida fácil e ao fim de 15 anos a trabalhar para uma grande empresa, tem um esgotamento e decide ir para uma colónia de relaxamento e meditação para se curar. Quando volta para a “realidade”, passa a acreditar que pode mudar o mundo, mundo esse que na verdade não quer ser mudado. A história divide-se em duas partes: por um lado temos a vida pessoal de Amy e a sua relação com o seu ex-marido e com a sua mãe (com quem ela vive); por outro temos a vida profissional de Amy, altamente insatisfatória, cheia de colegas maldosos, má-língua e que pensam que ela é maluca.</p>
<p style="text-align: justify;">Todas as relações que a Amy têm com os outros personagens são relações difíceis, sendo que maior parte delas têm uma característica comum: desilusão. Contudo, são relações que a série nunca tem medo de explorar a fundo e os escritores desenvolvem-nas com um detalhe magnífico e é aí que a série tem o seu verdadeiro trunfo. De destacar a relação complicada com Levi (<a href="http://www.imdb.com/name/nm0005561/" target="_blank">Luke Wilson</a>), o seu ex-marido, cujo passado atribulado conjunto dos dois é parcialmente revelado no episódio “The Weekend” (um dos meus episódios favoritos).</p>
<p style="text-align: justify;">Outros episódios que conseguiram marcar foram o “Not Good Enough Mothers” e “Consider Helen”. Ambos estudam muito bem a personagem Helen, mãe da Amy, interpretada fantasticamente pela <a href="http://www.imdb.com/name/nm0002663/" target="_blank">Diane Ladd</a>. O episódio “Consider Helen”, o penúltimo da temporada, é capaz de nos meter na pela de outra personagem (sem ser a Amy), neste caso a Helen, ajudando-nos a compreender em parte as acções de uma mãe que apesar de se mostrar preocupada pela filha ao longo da temporada, não lhe consegue demonstrar muito afecto.</p>
<p style="text-align: justify;">Em conclusão, gostava só de dizer que “Enlightened” foi uma das maiores surpresas que tive este ano e uma das séries que mais gostei de ver. É uma série com algumas características especiais, que certamente não vai agradar a toda gente, talvez por ter uma protagonista difícil de compreender e por vezes deslocada da realidade ou pelo tom quase tão deprimente como “Six Feet Under”. Por isso não se deixem enganar e chatear quando a HBO tenta vender a sua série como uma comédia, ou quando a Laura Dern for nomeada para melhor actriz na categoria de comédia (sim, ela está mesmo excelente aqui). Muitos vão adorar os momentos de reflexão da Amy com suas narrações <em>voz-off</em> poéticas, outros vão achá-las filosofias baratas, pretensiosas sacadas de livros como “O Segredo” (e às vezes acho que é esse mesmo o objectivo). No final, acho que é uma série que merece ser vista, pois ao longo dos curtos dez episódios desta temporada, conseguiu sempre de trazer grandes momentos e com a renovação para uma segunda temporada (apesar das audiências fraquíssimas), trará certamente ainda mais para o próximo ano.</p>
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		<title>How To Make It In America (HBO) – 2.ª Temporada</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Dec 2011 18:05:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ana Gomes</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Balanço da Temporada]]></category>
		<category><![CDATA[hbo]]></category>
		<category><![CDATA[How to Make It in America]]></category>

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		<description><![CDATA[Ben:‎&#8221;We&#8217;ve been outsiders our whole life, I want in.&#8221; O ano passado deixei aqui a dica para uma “pequena” série (na altura a sua continuação era ainda indeterminada) que com a sua postura despretensiosa, um bom conjunto de personagens, uma banda sonora que ficava no ouvido e uma fotografia irrepreensível apoiada na atmosfera cool da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>Ben</strong>:‎&#8221;<em>We&#8217;ve been outsiders our whole life, I want in</em>.&#8221; O ano passado deixei <a href="http://tvdependente.net/2010/04/how-to-make-it-in-america-hbo-1-%C2%AA-temporada/">aqui</a> a dica para uma “pequena” série (na altura a sua continuação era ainda indeterminada) que com a sua postura despretensiosa, um bom conjunto de personagens, uma banda sonora que ficava no ouvido e uma fotografia irrepreensível apoiada na atmosfera <em>cool</em> da cidade de Nova Iorque, conseguia conquistar e sobretudo surpreender pela positiva.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-45618"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Neste regresso para um segundo ano, “How To Make It In America” continua a manter os principais ingredientes da primeira temporada conseguindo igualmente dar um grande salto no desenvolvimento das suas personagens e das principais tramas da série.</p>
<p style="text-align: justify;">Depois do pequeno sucesso comercial obtido no Japão, Ben (<a href="http://www.imdb.com/name/nm1034965/">Bryan Greenberg</a>) e Cam (<a href="http://www.imdb.com/name/nm0711559/">Victor Rasuk</a>) regressam à cidade que nunca dorme determinados a transformar a CRISP numa marca reconhecida. A originalidade e o conceito alternativo inerente à mesma permite-lhes ganhar alguma atenção no mercado da moda especialmente entre os <em>Hipsters</em>, embora não tanta como a dupla gostaria, o que os leva a optar por contratar um representante que lhes permita chegar a novos mundos e especialmente à <a href="http://www.barneys.com/">Barneys</a>, a loja que Ben tão fortemente deseja alcançar.</p>
<p style="text-align: justify;">O melhor em todo este percurso da dupla, além claro da forma optimista com que a série aborda os problemas pessoais e profissionais da mesma é ver os erros de principiante que ambos cometem num mercado tão complicado, agressivo e até nocivo como é o mundo da moda. Outro aspecto que também foi abordado de forma bastante eficaz e que acontece de certeza a centenas de jovens com grade potencial é o oportunismo de investidores ou pessoas influentes, sempre à procura de pequenas novas marcas com potencial, comprando os direitos de representação a preços ridículos, acabando mais tarde por destruir literalmente o conceito e a essência das mesmas em prol do dinheiro e das margens do lucro. Ver Cam e especialmente Ben a questionar o rumo da marca foi uma trama muito bem conseguida que quase &#8220;matou&#8221; a amizade entre ambos. Vender a CRISP representaria o fim dos problemas financeiros da dupla mas, ao mesmo tempo, estariam igualmente a matar a marca e tudo aquilo que ela representa. Uma dúvida que certamente assola demasiados criativos nesta sociedade actual.</p>
<p style="text-align: justify;">Embora o percurso da CRISP tenha assumido grade parte do destaque da temporada, o plot do lançamento da “Rasta Monsta” também ganhou o seu lugar e mais uma vez, <a href="http://www.imdb.com/name/nm0350079/">Luis Guzmán</a> com o seu magnífico Rene esteve em grande. A trama com a associação dos países dominicanos foi excelente, especialmente o desfecho da mesma, mas o que mais gostei foi a pequena trama dos sprays de marijuana e das respectivas consequências para Cam e Domingo (<a href="http://www.imdb.com/name/nm3264596/">Kid Cudi</a>). Juntarem o épico Wilfredo (<a href="http://www.imdb.com/name/nm2051798/">Javier Nunez</a>) a este núcleo também foi uma aposta ganha especialmente pela química entre este e Rene. Pela negativa, aponto apenas a adição de Debbie (<a href="http://www.imdb.com/name/nm0623085/">Andrea Navedo</a>) à trama, que não trouxe grandes vantagens para a mesma a não ser reforçar todo o esforço de Rene em se tornar um homem honesto e de família.</p>
<p style="text-align: justify;">Fazendo agora uma pequena análise individual às personagens, Cam é para mim aquela que mais se destaca e principalmente a que mais amadureceu nesta temporada, sabendo bem aquilo que quer, mas tendo noção do trilho certo a seguir para alcançar os seus objectivos. Outro aspecto que também me faz adorar a personagem é o valor que ele atribui às suas amizades. Nada é mais importante para ele e para proteger um amigo é capaz até de se colocar novamente em perigo com Rene. Uma grande temporada para Victor Rasuk. Com Ben, passa-se precisamente o oposto. Não senti praticamente evolução nenhuma na personagem: continua imaturo, sem saber bem aquilo que pretende e a colocar por várias vezes em risco aquilo que de mais valioso tem: a sua amizade com Cam. Kappo (<a href="http://www.imdb.com/name/nm0858776/">Eddie Kaye Thomas</a>) e Domingo é que cresceram imenso nesta temporada. O primeiro vê-se envolvido numa situação de fraude empresarial correndo o risco de ir perder todo o seu dinheiro o que o leva a imaginar que consequentemente perderá os seus amigos recém conquistados. Um dos mais belos <em>plots</em> da temporada a demonstrar na perfeição o verdadeiro pilar e significado da amizade e mais uma vez, a forma optimista e divertida com que toda a situação foi explorada. O segundo ganhou um grande destaque essencialmente pela sua criatividade ao aproveitar o aumento de popularidade da Rasta Monsta para desenvolver um conceito de ganza em spray. Já Rachel (<a href="http://www.imdb.pt/name/nm1128572/">Lake Bell</a>), regressou da sua viagem de descoberta pessoal mais perdida do que nunca, passando a temporada inteira à procura de um novo rumo, quer a nível pessoal quer profissional. Julgo que a sua função nesta temporada foi essencialmente demonstrar a quão devastadora pode ser uma cidade como Nova Iorque para alguém com potencial que ainda não conseguiu encontrar o caminho a seguir. No entanto, apesar da sua trajectória decepcionante ao longo destes oito episódios, o final deixa-nos algumas esperanças já que será muito interessante vê-la a trabalhar com os principais rivais da CRISP.</p>
<p style="text-align: justify;">Em suma, uma “pequena grande” temporada para “How To Make It In America” , tornando-a na série perfeita para uma pequena maratona televisiva nestas férias natalícias. Por isso, aproveitem as festas e deliciem-se com as aventuras deste grupo de amigos, a fantástica banda sonora (vale a pena espreitarem as <em>mix tapes</em> e outros conteúdos na <a href="http://www.facebook.com/#!/howtomakeit">página do facebook da série</a>) e especialmente com o retrato irrepreensível da atmosfera de Nova Iorque.</p>
<p>[starreview]</p>
<p>[starrater]</p>
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		<title>Boss (Starz) – 1.ª temporada</title>
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		<pubDate>Wed, 14 Dec 2011 23:50:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vítor Rodrigues</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Balanço da Temporada]]></category>
		<category><![CDATA[Boss]]></category>
		<category><![CDATA[Starz]]></category>

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		<description><![CDATA[[SPOILERS] Se o “leitor” for daqueles que vai espreitar a nota final e já tirou conclusões, aviso já&#8230; &#8220;Boss” não é para toda a gente. Não é série para se ver num Domingo à tarde, com um olho aberto e outro fechado. É algo que deve ser degustado e aproveitado com calma e com toda [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #800000;"><strong>[SPOILERS]</strong></span> Se o “leitor” for daqueles que vai espreitar a nota final e já tirou conclusões, aviso já&#8230; &#8220;Boss” não é para toda a gente. Não é série para se ver num Domingo à tarde, com um olho aberto e outro fechado. É algo que deve ser degustado e aproveitado com calma e com toda a concentração. “Boss” exige isso de nós e é por isso que gostamos tanto dela.<br />
<span id="more-45487"></span><br />
“Oh, Vítor, não estarás a ser um tanto ou quanto elitista?” Não! É um facto que nem toda a gente vai gostar da série. Quase todos irão reconhecer-lhe qualidade, mas não é para todos os gostos, principalmente para quem procura algo leve e descartável. Depois de ver um só episódio de “Boss&#8221; dá vontade de ir vestir o nosso melhor fato, acender um charuto e beber um whisky (puro! Gelo é para maricas!)</p>
<p style="text-align: justify;">Se tivermos que comparar os dois gigantes (“Homeland” e “Boss”) quem sai vencedora? Qual a melhor e porquê? Não estou a forçar uma resposta politicamente correcta, mas a verdade é que não há vencedores, para além de nós que desfrutamos de séries assim (na verdade eu acho que ganha “Homeland”, mas para o argumento em causa vamos fazer de conta). Se ambas fossem uma mulher, a série de espiões seria a mulher nova, cheia de intriga e mistério, linda de morrer, que nos mantém agarrado quer queiramos quer não. &#8220;Boss&#8221; é uma mulher na casa do quarenta, pode não ter o fogo-de-artificio dos vinte, mas sabe bem o que quer. Não é evidente, quando joga connosco não só não nos apercebemos que estamos a ser enganados como nem fazemos ideia que estivemos a jogar. É preciso pensar bem e estar com atenção para percebermos tudo o que está a acontecer, caso contrario somos mais uns coitados que foram devorados por uma viúva negra, sem que víssemos uma sombra a aproximar. Analogia esclarecedora? Nem por isso. Demasiado melodramática? Definitivamente!</p>
<p style="text-align: justify;">No texto de análise ao piloto referi: “O Melhor: Os actores, a escrita, os planos da câmara, o tom sério. O Pior: Por vezes a quantidade de informação pode ser avassaladora e criar confusão. O tom sério pode afastar os mais impacientes e irrequietos.” Sete episódios depois nada mudou. <a href="http://www.imdb.com/name/nm0001288/">Kelsey Gramer</a> é o pilar de toda a série, ela vive atrás dele, respira quando ele respira e relaxa quando ele relaxa. Os discursos (tão bem escritos), a sua cara de ferro, os olhares penetrantes, a fraqueza na doença&#8230;é impossível descrever tudo o que ele fez bem, mas é fácil dizer o que fez mal, nada. Claire Dannes já é vencedora de tudo o que é prémio por “Homeland”, Gramer não deve ser diferente, qualquer outro resultado é inaceitável. Assistido por um argumento consistente com picos de altíssimo nível e planos de câmara que dizem mais do que mil palavras, tudo se torna mais fácil para brilhar, mas não lhe tira mérito.</p>
<p style="text-align: justify;">Não foi só o “melhor” que se confirmou, o “Pior” também e até agravou. Não me costuma acontecer, aliás, nunca revejo um episódio das séries para apanhar mensagens subliminares ou perceber melhor o que se passou, mas em “Boss” dei por mim a volta atrás uns minutos várias vezes para que tudo se encaixasse e entendesse perfeitamente o que se tinha passado&#8230;e mesmo assim. Essa quantidade, por vezes avassaladora, de informação pode irritar os mais impacientes, mas é a real recompensa para os que não desistem.</p>
<p style="text-align: justify;">A sua doença foi uma personagem extra a partir de certa altura da temporada. Quando percebemos que nem todos os momentos que vemos podem ser verdade, mas um produto da alucinação de Kane, as coisas ganham outra perspectiva. Por exemplo, na recta final da temporada, terá Kane falado com Ezra no seu escritório? Quando se despede dele não vemos ninguém na sala, teria ele já saído do escritório ou tudo aquilo foi fruto da sua imaginação? Em vez de mostrar uma loucura evidente da personagem, brinca connosco, deixa-nos na dúvida, e nós gostamos disso.</p>
<p style="text-align: justify;">O restante elenco segue mais ou menos a mesma onda, mas é principalmente muito equilibrado. Não penso que houvesse ninguém menos bem, mas tenho de destacar algumas performances.</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Ezra (<a href="http://www.imdb.com/name/nm0233027/">Martin Donovan</a>) foi um poço de sabedoria e calma, perfeito, é com imensa pena que vejo a sua partida no final, mas é absolutamente indispensável para percebermos até que ponto Kane descarrilou. Ezra está muito perto daquilo que víamos em “The West Wing”.</li>
<li><a href="http://www.imdb.com/name/nm0005370/">Kathleen Robertson</a> foi a grande surpresa para mim. Não esperava tanta maturidade e complexidade no papel. É verdade que foi muito usada a nível de corpo mas não se tornou uma personagem banal e desinteressante, fez-nos torcer por ela e perceber o que sentia. A relação com Zajac ocupou-lhe a maior parte do tempo de antena e o seu ar de desilusão no final foi bem evidente. Quando o vê rendido ao Imperador Kane, aquele homem em quem ela depositava tanta confiança, debaixo do sapato do Presidente, mais um. Penso que aquela gravidez foi um pouco <em>cliché</em> e era evitável, mas ajuda a perceber os seus passos nos últimos episódios.</li>
<li>Mrs. Kane (<a href="http://www.imdb.com/name/nm0001567/">Connie Nielsen</a>) prometia ser uma personagem e revelou-se outra. Não ficou mais fraca nem mais forte, simplesmente navegou com a maré ao longo da temporada e acabou por apostar no cavalo errado. Mas sendo a mulher que é, no fim fez o que era preciso para atingir o objectivo. É acima de tudo uma personagem com alto sentido de auto-preservação).</li>
<li>Depois existem duas personagens que podem ser bem mais exploradas: Sam Miller (<a href="http://www.imdb.com/name/nm0004949/">Troy Garity</a>) prometia muito nos episódios iniciais mas depois acabou por perder potência. O seu discurso no final fez antever que ainda tem muito mais para dar, vamos a ver. A filha, Emma (a lindíssima <a href="http://www.imdb.com/name/nm3799669/">Hannah Ware</a>) é outro exemplo de uma personagem que não foi levada ao limite. É um tanto ou quanto “insossa”, sem o fogo que as outras transmitem. Talvez seja o facto de ser das poucas que está fora do mundo da política, mas seja como for, pela posição que ocupa na família Kane pode vir a tornar-se uma peça bem mais interessante.</li>
<li>Em nota final, <a href="http://www.imdb.com/name/nm1270787/">Doug James</a>, o homem para toda a obra, delicioso como mantiveram a personagem tão misteriosa.</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">No início ficamos coma ideia de que Tom Kane é um homem com prazo de validade, disposto a emendar o passado. Mas como o seu assessor Ezra o descreve no final da temporada, isso não o tornou perdulário nem o fez embarcar numa cruzada de justiça política, tornou-o mais perigoso. A descoberta da doença, a maneira como lidou com ela, a relação com a filha e a mulher, as constantes traições e os jogos de interesses&#8230;tudo foi explorado durante estes oito episódios. Mas se tivesse que descrever a temática que mais me marcou teria de ser os jogos políticos dentro da Câmara e durante as eleições. Pequenos detalhes, pequenas manobras que se tomam nos bastidores e que iludem o povo eleitor. Damos por nós chocados mas ao mesmo tempo a admirar a astúcia (para quem reparou neste ultimo episódio, a ordem de começar umas obras para impedir que um determinado grupo de eleitores pudesse votar&#8230; genial!). Tudo isto que elogio, traz um senão: Esta “loucura” e constantes <em>twists</em> tornam &#8220;Boss&#8221; numa grande peça de ficção, mas também a afastam um pouco da realidade que pretende retratar, chega quase a ser demais (pelo menos espero que assim seja, senão Dezembro de 2012 já vem tarde!).</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff;"><strong>Melhores momentos:</strong></span></p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>O momento da descoberta da doença.</li>
<li>O discurso de Kane a Zajac no telhado da Câmara com a descrição dos antigos bairros.</li>
<li>O discurso de Kane a Mata, com o arrastar pelas orelhas.</li>
<li>Kane a dar instruções a Ezra, Ezra a transmitir ao jornalista e o jornalista a perguntar ao político&#8230;</li>
<li>Todos os momentos de erotismo de Kitty.</li>
<li>Aquele quadro branco de Kitty com as estações televisivas que mudaram de &#8220;Chicago&#8221; para &#8220;Bensenville&#8221; e todo o esquema usado para isso acontecer.</li>
<li>O final do sétimo episódio.</li>
<li>Kane a obrigar Zajac a pôr-se de joelhos.</li>
<li>A mudança de côr (de cinzento para laranja) no início do último episódio, como se de um renascimento da fénix se tratasse .</li>
<li>A conversa final (real ou fictícia) entre Kane e Ezra, a música, o ambiente&#8230;</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">Apesar da referência a estes momentos, reafirmo: a série vale pelo todo, pela noção com que nos deixa no final de cada episódio. “Boss” faz-nos sentir graúdos, sentir legitimamente contentes por estarmos a ver algo tão consciente do que faz. Esta temporada serviu para formar pilares e a segunda será com certeza diferente. Promete trazer um Kane menos estável com maiores desafios pela frente. Eu vou estar definitivamente aqui para ver, e vocês?</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #008000;"><strong>O Melhor:</strong></span> Kalsey Gramer. É uma série altamente competente e adulta.<br />
<span style="color: #ff0000;"><strong>O Pior:</strong></span> Tudo o que a torna fantástica, afasta-a do gosto das massas.</p>
<p>[starreview]</p>
<p>[starrater]</p>
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		<title>Chuck (NBC) &#8211; 4.ª temporada</title>
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		<pubDate>Thu, 27 Oct 2011 20:50:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maciel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Balanço da Temporada]]></category>
		<category><![CDATA[chuck]]></category>
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		<description><![CDATA[Quatro temporadas depois &#8220;Chuck&#8221; é uma série sem ideias e completamente gasta. Saber terminar algo é tão (ou mais!) importante como uma boa ideia para um pilot ou para o arco de uma temporada. Infelizmente os argumentistas desta série não partilham esta opinião e resolveram esticar uma corda que já não tem nenhuma elasticidade. A [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Quatro temporadas depois &#8220;Chuck&#8221; é uma série sem ideias e completamente gasta. Saber terminar algo é tão (ou mais!) importante como uma boa ideia para um <em>pilot</em> ou para o arco de uma temporada. Infelizmente os argumentistas desta série não partilham esta opinião e resolveram esticar uma corda que já não tem nenhuma elasticidade. A terceira temporada já o tinha demonstrado mas esta quarta exagerou na tentativa de escamotear o óbvio: já não há novas histórias para contar.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-43466"></span></p>
<p style="text-align: justify;">O tempo que o início deste texto esteve aqui enterrado nos <em>drafts</em> à espera que lhe juntasse mais alguns parágrafos foi um primeiro sintoma de que haveria pouco para escrever sobre este 4.º ano de &#8220;Chuck&#8221;. Os dias passavam, eu olhava para ele à espera de algo que me iluminasse e me fizesse escrever um texto com o selo de qualidade do TVD &#8211; coisa que o meu (pouco) tempo também se encarregou de ajudar. Mas a espera terminou.</p>
<p style="text-align: justify;">Quem acompanhou as minhas críticas semanais à série já sabe aquilo que penso sobre esta quarta temporada. Longe do que me fez gostar genuinamente de &#8220;Chuck&#8221;, esta foi uma viagem longa e penosa por 24 estações e apeadeiros. E é tudo muito fácil de explicar:</p>
<ul>
<li style="text-align: justify;">Usando a sua habitual táctica do &#8220;muda-se isto e depois volta tudo ao mesmo&#8221; a série abusou da nossa paciência muitas vezes. <em>Twists</em> previsíveis e sem consequências, personagens que apareceram e desapareceram com a mesma facilidade com que se abre e fecha uma porta e histórias secundárias que só serviram para apimentar relações amorosas. De tudo tivemos, com nada ficámos.</li>
</ul>
<ul>
<li style="text-align: justify;">O vilão (apesar de uma bela interpretação por parte de <a href="http://www.imdb.com/name/nm0001096/" target="_blank">Timothy Dalton</a>) nunca convenceu em termos de interesse. A história da filha não ajudou nada e a ligação amorosa entre vilão e espia também não. Um verdadeiro desperdício.</li>
</ul>
<ul>
<li style="text-align: justify;">A mãe de Chuck trouxe (de maneira muito pior, diga-se) a história do pai: os mesmos conflitos, mesmos problemas pessoais e as mesmas consequências. Que família esta!</li>
</ul>
<ul>
<li style="text-align: justify;">Casey (<a href="http://www.imdb.com/name/nm0000284/" target="_blank">Adam Baldwin</a>) andou a maior parte do tempo afastado do que de melhor faz. Tornou-se num conselheiro e num escutador amoroso. Uma pena.</li>
</ul>
<ul>
<li style="text-align: justify;">Numa série já com tanto episódio é normal que as mesmas situações que tinham piada ao início, percam a sua força com o tempo e aqui a série não soube rejuvenescer o seu catálogo de situações cómicas. A <em>Buy More</em> perdeu piada e até as suas bem características personagens perderam alguma da sua excentricidade.</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">Com um conjunto bastante reduzido de episódios a destacar, esta foi uma temporada que me desiludiu e fez-me querer abandonar a série. Felizmente vem aí a sua última (e curta) temporada pelo que o meu desejo foi &#8211; tardiamente, é certo &#8211; realizado. Depois de duas boas temporadas (achei mesmo a 2.ª excelente), vieram duas fracas. A quinta desempatará.</p>
<p>[starreview]</p>
<p>[starrater]</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Downton Abbey (ITV) &#8211; 1.ª temporada</title>
		<link>http://tvdependente.net/2011/09/downton-abbey-itv-1%c2%aa-temporada/</link>
		<comments>http://tvdependente.net/2011/09/downton-abbey-itv-1%c2%aa-temporada/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 25 Sep 2011 10:15:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>syrin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Balanço da Temporada]]></category>
		<category><![CDATA[Downton Abbey]]></category>
		<category><![CDATA[itv]]></category>

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		<description><![CDATA[Em 1912, no rescaldo do desastre do Titanic, a aristocrática família Grantham vê todos os planos de futuro desintegrarem-se com mortes inesperadas a bordo do portentoso navio. A honra, a casa e a fortuna da família, inevitavelmente transferidas pela linha masculina, irão agora, devido à falta de um filho varão do conde Grantham (Hugh Bonneville), [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Em 1912, no rescaldo do desastre do Titanic, a aristocrática família Grantham vê todos os planos de futuro desintegrarem-se com mortes inesperadas a bordo do portentoso navio. <span id="more-43635"></span>A honra, a casa e a fortuna da família, inevitavelmente transferidas pela linha masculina, irão agora, devido à falta de um filho varão do conde Grantham (<a href="http://www.tv.com/hugh-bonneville/person/124920/summary.html" target="_blank">Hugh Bonneville</a>), ser transferidas para um primo distante, Matthew Crawley (<a href="http://www.tv.com/dan-stevens/person/469844/summary.html" target="_blank">Dan Stevens</a>) que não só tem o desplante de ser filho de um médico, mas também de exercer advocacia numa cidade tão pouco digna como Manchester. Sem saída, o conde Grantham vê-se então obrigado a tudo fazer para acomodar o primo e, quem sabe, aproximá-lo mais do seio da família com a ajuda da sua filha mais velha, a bela mas algo rebelde Mary (<a href="http://www.tv.com/michelle-dockery/person/549819/summary.html" target="_blank">Michelle Dockery</a>).</p>
<p style="text-align: justify;">Entre jantares desconfortáveis recheados de cenas memoráveis, belas paisagens de exterior e um guarda-roupa de deixar qualquer mulher que se preze a roer de inveja, a história da família Grantham é interessante mas acaba, por vezes, por cair em alguns exageros, como no caso da história do convidado turco, e em reviravoltas e contratempos algo forçados e por demais já abordados, como no caso do vai-não-vai entre Mary e Matthew ou da rivalidade que se desenvolve entre Mary e a irmã do meio Edith (<a href="http://www.tv.com/laura-carmichael/person/679956/summary.html" target="_blank">Laura Carmichael</a>), retirando algum interesse à história. No entanto, para compensar estes momentos menos bons, há sempre uma cena ou outra com a irrepreensível <a href="http://www.tv.com/maggie-smith/person/149516/summary.html" target="_blank">Maggie Smith</a> no papel da velha condessa Grantham, que consegue alegrar qualquer episódio graças às suas tiradas mordazes e a uma rivalidade com a Mrs. Crawley (<a href="http://www.tv.com/penelope-wilton/person/84971/summary.html" target="_blank">Penelope Wilton</a>), a mãe de Matthew e o oposto da velha condessa.</p>
<p style="text-align: justify;">Fosse esta apenas a história de &#8220;Downton Abbey&#8221; e a série não teria tido o sucesso que granjeou um pouco por todo o lado. Afinal, a história da família Grantham, muito embora nos permita descobrir o final da época dourada da Inglaterra e o amanhecer de uma época de incertezas com a chegada da guerra, não seria melhor do que muitas outras que, ao longo dos anos, saíram dos cofres da BBC e da ITV. Felizmente &#8220;Downton Abbey&#8221; não se ficou por aqui e resolveu apresentar-nos o &#8220;outro lado da história&#8221;, aquele que normalmente, passa despercebido neste tipo de séries &#8211; os criados.</p>
<p style="text-align: justify;">De manhã bem cedo até ao cair da noite, por detrás das portas, nas cozinhas, nos estábulos ou nas garagens, existe toda uma classe de pessoas que dá vida às mansões senhoriais, que reza pelo seu bom funcionamento e que permite uma vida descontraída aos seus senhores. São camareiras, mordomos, governantas, criados, ajudantes de cozinha, pessoas sem as quais não seria possível existir nesta época. E são estas mesmas pessoas que têm aqui uma voz nos eventos. Se a história da família Grantham governa a temporada, a mesma repercute-se também no andar de baixo, junto daqueles com quem a família partilha o seu dia-a-dia. Por cada O&#8217;Brien (<a href="http://www.tv.com/siobhan-finneran/person/72911/summary.html" target="_blank">Siobhan Finneran</a>) ou Thomas (<a href="http://www.tv.com/rob-james-collier/person/464681/summary.html" target="_blank">Rob James-Collier</a>) que não passam de vilões algo unidimensionais, temos um interessante e misterioso Bates (<a href="http://www.tv.com/brendan-coyle/person/109986/summary.html" target="_blank">Brendan Coyle</a>), criado pessoal do conde e seu ex-companheiro na guerra, que deixa transparecer de forma exímia todo o desespero de viver aleijado numa época imperdoável para pessoas deficientes, uma sensível Anna (<a href="http://www.tv.com/joanne-froggatt/person/48243/summary.html" target="_blank">Joanne Froggart</a>), uma dedicada Mrs. Hughes (<a href="http://www.tv.com/phyllis-logan/person/49855/summary.html" target="_blank">Phyllis Logan</a>), um sempre correcto Mr. Carson (<a href="http://www.tv.com/jim-carter/person/118442/summary.html" target="_blank">Jim Carter</a>), que não obstante ter um passado algo colorido, defende com todas as suas forças a honra da família que serve. São pessoas que longe de passar despercebidas, reflectem a trama principal da série, que longe de serem apenas os confidentes dos seus senhores, guardam segredos próprios que poderão vir a afectar o desenvolvimento da mansão. São pessoas como muitas outras na época, que nos trazem um colorido diferente à história e a tornam, por isso mesmo, muito mais interessante.</p>
<p style="text-align: justify;">Provando que, mesmo com os cortes anunciados por algumas estações, as séries de época não morreram, &#8220;Downton Abbey&#8221; é sem dúvida um exemplo de que ainda se pode inovar e apresentar algo fresco numa área já tão bem explorada. E que, como o prova a renovação para mais uma temporada, muitas boas histórias restam ainda por contar.</p>
<p>[starreview]</p>
<p>[starrater]</p>
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		<title>Modern Family (ABC) &#8211; 2.ª Temporada</title>
		<link>http://tvdependente.net/2011/09/modern-family-abc-2-%c2%aa-temporada/</link>
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		<pubDate>Wed, 07 Sep 2011 18:50:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maciel</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Balanço da Temporada]]></category>
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		<description><![CDATA[&#8220;Modern Family&#8221; foi uma das boas estreias do ano passado. Emparelhada com outras comédias à quarta-feira, cedo começou a cativar pelas suas personagens, pela heterogeneidade das famílias e pela piada que tinha. Foi por isso com naturalidade que se tornou uma das minhas predilectas na habitual dose semanal de comédias. Mas este ano o caso [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">&#8220;Modern Family&#8221; foi uma das boas estreias do ano passado. Emparelhada com outras comédias à quarta-feira, cedo começou a cativar pelas suas personagens, pela heterogeneidade das famílias e pela piada que tinha. Foi por isso com naturalidade que se tornou uma das minhas predilectas na habitual dose semanal de comédias. Mas este ano o caso mudou ligeiramente de figura.<br />
<span id="more-43428"></span></p>
<p style="text-align: justify;">A série manteve as suas características habituais mas tem uma (para mim, claro) muito importante nuance: o esquema seguido é sempre o mesmo. E para uma segunda temporada (ainda por cima depois de um estreia tão promissora) eu esperava mais. Não esperava encontrar o cansaço numa série com duas míseras temporadas, não esperava encontrar uma quase constante reciclagem de ideias e não esperava ver a série tantas vezes jogar pelo seguro e quase nunca sair da sua zona de conforto. E se isto não é necessariamente mau (há muitas comédias que usam o mesmo esquema e têm sempre piada), quando a comédia falta a minha paciência começa lentamente a esgotar-se.</p>
<p style="text-align: justify;">Há duas personagens que estiveram em grande nível: Cameron (<a href="http://www.imdb.com/name/nm0832314/">Eric Stonestreet</a>) e Gloria (<a href="http://www.imdb.com/name/nm0005527/">Sofía Vergara</a>). Foram eles (especialmente ela) a alma desta temporada. O restante elenco continua a ser muito competente mas os argumentistas insistem em colocá-los muitas vezes perante as mesmas situações ou a fazerem as mesmas macacadas. Phil (<a href="http://www.imdb.com/name/nm0123092/">Ty Burrell</a>) e Claire (<a href="http://www.imdb.com/name/nm0100866/">Julie Bowen</a>) caíram frequentemente nesta última categoria e com isso a série tornou-se, amiúde, repetitiva. O facto de ter que fazer uma <em>review</em> do episódio após a sua visualização só piorava esta sensação.</p>
<p style="text-align: justify;">Claro que numa temporada de 24 episódios houve espaço para alguns excelentes momentos de comédia. &#8220;<a href="http://tvdependente.net/2011/02/modern-family-2x16-regrets-only-abc/">Regrets Only</a>&#8220;, &#8220;<a href="http://tvdependente.net/2011/01/modern-family-2x13-caught-in-the-act-abc/">Caught in the Act</a>&#8221; ou &#8220;<a href="http://tvdependente.net/2011/05/modern-family-2x22-good-cop-bad-dog-abc/">Good Cop Bad Dog</a>&#8221; foram alguns deles. Mas também houve muitos episódios que ficaram esquecidos no passado e em que a vontade de passar à frente (à espera do próximo) foi recorrente.</p>
<p style="text-align: justify;">Esta foi uma temporada que começou fraca, melhorou no seu meio e que no seu final oscilou mais uma vez. A série é boa e quando quer consegue ter imensa piada e fazer uma excelente crítica social. Mas esta temporada não o quis a maior parte das vezes e tornou-se para mim num misto de &#8220;House&#8221; e &#8220;CSI&#8221; das comédias: sempre o mesmo esquema, sempre as mesmas soluções (e com isto a sensação de ainda estar a ver o episódio anterior) e com a maior parte deles a ser apenas mais um número na contagem final.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas o que é facto (e o que realmente interessa) é que a fórmula resulta. As audiências, os prémios e os recorrentes elogios só o comprovam e &#8220;Modern Family&#8221; continua na mó de cima. Eu gosto da série e acho-a uma boa série mas espero bem mais dela. No mínimo dos minimos peço-lhe que me faça rir, coisa que não o fez muito regularmente neste segundo ano.</p>
<p>[starreview]</p>
<p>[starrater]</p>
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		<title>The Shadow Line (BBC) &#8211; 1ª Temporada</title>
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		<pubDate>Sat, 03 Sep 2011 13:00:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ana Gomes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Balanço da Temporada]]></category>
		<category><![CDATA[BBC]]></category>
		<category><![CDATA[The Shadow Line]]></category>

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		<description><![CDATA[[SEM SPOILERS] Esta era sem dúvida alguma uma das séries mais aguardadas do ano por terras de sua majestade. A crítica especializada apelidava-a como “a melhor série britânica dos últimos anos” e alguns chegaram mesmo a afirmar que estávamos perante o melhor thriller desde “Edge of Drakness”. Perante  isto, a grande questão que se coloca [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #800000;"><strong>[SEM SPOILERS]</strong></span> Esta era sem dúvida alguma uma das séries mais aguardadas do ano por terras de sua majestade. A crítica especializada apelidava-a como “a melhor série britânica dos últimos anos” e alguns chegaram mesmo a afirmar que estávamos perante o melhor thriller desde “Edge of Drakness”. Perante  isto, a grande questão que se coloca é: será que “<a href="http://www.imdb.com/title/tt1701920/">The Shadow Line</a>” corresponde realmente a todo o <em>hype</em> criado ou é apenas mais um <em>flop</em> resultante de elevadas expectativas geradas por uma eficiente campanha de marketing?</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-43399"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Claramente a primeira opção. Estamos perante um do melhores produtos televisivos deste ano (senão mesmo o melhor), repleto de emoções fortes, uma trama sólida e consistente, excelentes interpretações, que reúne todos os ingredientes para se transformar num autêntico clássico televisivo nos próximos anos.</p>
<p style="text-align: justify;">A trama da série centra-se no mistério inerente à morte de Harvey Wratter, um mentor de uma poderosa organização de tráfego de drogas, que é encontrado assassinado dentro do seu carro, poucas horas após ser libertado da prisão através de um perdão real. Este acontecimento despoleta toda um série de acontecimentos na vida de dois homens, que vivem em lados opostos da lei e que ao longo de sete episódios vão ter que lidar com as consequências da morte de Wratter e com os seus próprios conflitos morais.</p>
<p style="text-align: justify;">Comecemos então por Jonah Gabriel (<a href="http://www.imdb.com/name/nm0252230/">Chiwetel Ejiofor</a>), um policial que acaba de regressar ao trabalho numa situação de amnésia &#8220;parcial&#8221; resultante de um caso que correu mal, e que acabou com Gabriel a ficar com uma bala instalada no cérebro &#8220;roubando-lhe&#8221; algumas memórias e o seu parceiro assassinado. Gabriel e Lia (<a href="http://www.imdb.com/name/nm2446215/">Kierston Wareing</a>), são os nomes eleitos para liderar a investigação em torno do assassinato de Wratten. Contudo, à medida que a investigação vai avançando, Gabriel lentamente vai-se apercebendo que está perante algo muito mais grandioso do que um simples assassinato. Simultaneamente, tem também que lidar com todo um conjunto de desconfianças sobre a sua lealdade começando o próprio a sentir inseguranças sobre a sua conduta moral e sobre aquilo que realmente aconteceu ao seu parceiro naquela fatídica noite.</p>
<p style="text-align: justify;">Do outro lado, temos o pacato Joseph Bede (<a href="http://www.imdb.com/name/nm0001172/">Christopher Ecclston</a>), um “florista” ao serviço da organização de Wratten. Com o fim deste, Bede vê-se obrigado a assumir a liderança de uma operação de alto risco que em caso de sucesso pode permitir-lhe o afastamento definitivo do mundo do crime organizado garantindo dessa forma, a melhor assistência médica possível à sua debilitada esposa que sofre de Alzheimer.</p>
<p style="text-align: justify;">É a partir destas duas personagens que toda a acção se desenvolve e que nos são apresentados os restantes intervenientes e respectivas tramas: temos a mulher de Gabriel que tenta a todo o custo engravidar e que desconhece a existência da família paralela do seu marido, um jornalista obcecado por Gabriel que tenta a todo o custo descobrir a corrupção das forças policiais, Jay Wratten (<a href="http://www.imdb.com/name/nm1245863/">Rafe Spall</a>), o sobrinho psicopata de Wratten determinado a descobrir a identidade do assassino do seu tio e levar a paciência de Bede ao limite e claro, Gatehouse (<a href="http://www.imdb.com/name/nm0001653/">Stephen Rea</a>), aquele que será provavelmente o melhor e mais interessante vilão televisivo dos últimos anos.</p>
<p style="text-align: justify;">Todas as personagens são brilhantemente interpretadas pelos respectivos actores, mas é indiscutivelmente Stephen Rea que acaba por roubar todas as cenas em que aparece com o seu sinistro e enigmático Gatehouse. Aliás, a dada altura tudo o resto parece passar para segundo plano e a identidade e o mistério inerentes a Gatehouse passam a assumir o principal interesse da série. Quem é afinal este homem? Quais as suas motivações? Para quem realmente trabalha? Todas estas questões vão sendo abordadas ao longo de 6 episódios (infelizmente Gatehouse surge apenas no segundo episódio), e o desfecho das mesmas certamente não deixará ninguém indiferente. Ainda no tema dos vilões, não posso deixar de mencionar Jay Wratten, que embora não esteja ao nível de Gatehouse, não deixa de ser igualmente uma personagem deliciosa. O seu ar lunático com um pequeno toque de doçura e infantilidade faz lembrar por vezes o fabuloso Joker de Heath Ledger e é realmente de lamentar o facto de a sua personagem não ter tido direito a um maior destaque na série.</p>
<p style="text-align: justify;">Além das personagens e da qualidade do elenco, a trama labiríntica da série é igualmente uma das suas mais-valias. A cada novo episódio surgem novas reviravoltas todas elas surpreendentes e sobretudo com um sentido e propósito de nos conduzir a algo relevante, ao contrário de muitas séries dentro deste mesmo estilo (cof cof “The Killing” cof cof). De realçar também a preocupação em não acelerar demasiado os acontecimentos o que nos permite apreciar em pleno todo o conjunto de emoções que nos vão sendo apresentadas.</p>
<p style="text-align: justify;">A nível técnico não há absolutamente nada de negativo a apontar, bem pelo contrário: todos os enquadramentos são magníficos, os cenários são de tirar o fôlego e conseguem reproduzir uma inebriante atmosfera <em>noir</em> que, mais uma vez, nos remete de imediato para o ambiente de  uma Gotham City. E o que dizer da majestosa banda sonora? Sempre a marcar presença de uma forma subtil, mas imponente e a complementar cada momento na perfeição.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas claro que todo o mérito disto cabe a <a href="http://www.imdb.com/name/nm0088372/">Hugo Blick</a>, que escreveu, produziu e realizou esta série tendo sempre presente a preocupação de nos conduzir em direcção a algo concreto. Nota-se um respeito pelos espectadores o que hoje em dia é de louvar.</p>
<p style="text-align: justify;">No entanto, já sabemos que não existe perfeição absoluta e como tal “The Shadow Line” também tem os seus (pequenos) defeitos. O principal é sem dúvida alguma, o excesso de personagens secundárias. É certo que todas elas, ou pelo menos, uma grande parte, acabam por ter relevância para a trama mas, consequentemente, este aspecto acabou por prejudicar o desenvolvimento de algumas personagens com enorme potencial. Jay Wratten, como já referi anteriormente é uma delas, mas é sobretudo Peter Glickman (<a href="http://www.imdb.com/name/nm0792029/">Anthony Sher</a>), quem deixou aquele travo de querer algo mais profundo, principalmente depois daquela majestosa cena com Gatehouse na loja de relógios. Aliás, essa é para mim a melhor cena de toda a série e não me importava nada que tivessem dedicado um episódio apenas a essas duas personagens. Por outro lado, a existência de demasiadas personagens secundárias também originou alguma confusão em relação às motivações das mesmas.</p>
<p style="text-align: justify;">Ainda nos aspectos menos positivos, aponto igualmente algum excesso de dramatismo. Eu entendo perfeitamente a pretensão de Hugo Blick em explorar até ao limite a tensão e complexidade inerente às suas personagens, mas, a meu ver, algumas situações eram completamente dispensáveis. Aqui aponto concretamente os trágicos acontecimentos do episódio seis.</p>
<p style="text-align: justify;">Concluindo, “The Shadow Line” é claramente uma série destinada a dividir opiniões, contudo aqueles que procuram um produto televisivo aliciante e inteligente certamente não irão sair desiludidos. E, para terminar deixo penas uma pequena nota final: não se assustem com a quantidade de reviravoltas que vão sendo apresentadas. Garanto que no final todas as pontas serão amarradas com grande mestria e os 15 minutos finais da série são um autêntico “murro no estômago” que não iremos esquecer tão cedo.</p>
<p>[starreview]</p>
<p>[starrater]</p>
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