Dark-Netflix

Dark, a série alemã mais famosa da Netflix

Dark é uma série alemã desenvolvida e produzida por Netflix, e em apenas duas temporadas se converteu em uma das melhores séries de ciência ficção, mistério e drama dos últimos anos. Neste artigo você encontrará tudo que precisa saber sobre o presente, passado e futuro.

A série estreou sua primeira temporada em dezembro de 2017 e sua segunda temporada em junho de 2019. Seus criadores Baran do Odar e Jantje Friese, anunciaram uma terceira e última temporada que teve sua estreia no mesmo dia do apocalipse no mundo utópico de Dark. A série oferece excelentes tramas envolventes desenvolvidas em diferentes momentos no tempo e com um roteiro muito sólido interessante.

Porque você deveria ver Dark?

Dark é uma série densa e cheia de mistérios, um mistério está enredado entre todos os personagens da história. Cada um é importante, cada um tem um propósito e cada um está conectado de maneiras inimagináveis ao resto dos personagens. O desenvolvimento de toda a trama e do mundo utópico de Dark dependem dessa conexão.

Logo no começo da série ocorrem três coisas, até então, os maiores mistérios da tramam são: um menino chamado Mikkel, desaparece e tanto a sua família como os amigos de seus irmãos estão desesperados para encontrá-lo, mas depois a tarefa se apresentará muito mais complicada do que eles imaginariam. Um homem, pai do Jonas, um dos protagonistas da história, se suicida na sua casa sem nenhuma explicação. E por último, aparece o cadáver de um menino no bosque, com o rosto desfigurado.

Segunda temporada, passado, presente e agora futuro

Se você já viu a primeira temporada da série, é muito provável que você termine de ver o último episódio com vontade de já começar a segunda temporada. Nesta segunda temporada, Baran Bo Odar e Jantje Friese não deixaram a desejar. No caso de Dark é impressionante que ainda que tenham oferecido várias respostas para alguns mistérios da série. Foi revelado quem fabricou a máquina do tempo, quem é Mikkel e o encapuzado misterioso que apareceu em quase toda a temporada na verdade é a versão mais velha do próprio Jonas.

Depois do final da primeira temporada encontramos ao Jonas do futuro, enquanto o outro está tentando voltar a sua época. Ele se encontra no ano de 2053, exatamente 33 anos depois de suceder o apocalipse do qual o espectador ainda não tem muita informação. Sete dos oito episódios que tem a temporada se desenvolve no transcurso de um dia na cidade.

Como entender melhor a terceira e última temporada

Os criadores da série confirmaram logo depois do sucesso repetido da segunda temporada que a terceira seria a última concluindo o ciclo da história. Depois de duas magistrais temporadas, cada vez fica mais difícil superar o sucesso das suas predecessoras para poder encerrar com chave de ouro essa incrível história.

As revelações na segunda temporada nos dá um pouco mais de claridade no roteiro que mistura 3 famílias em uma trama envolvendo passado, presente e futuro e ainda por cima em diferentes realidades. Inclusive é muito interessante quando é revelado que na verdade Adam é o próprio Jonas na sua versão mais velha, ou seja, o próprio Jonas é o princípio e o fim de toda a trama. Inclusive foi o próprio Adam que assassinou Martha, o que ocasionaria a transformação de Jonas em Adam.

Um final triste porém feliz

Tanto Baran Bo Odar como Jantje Friese consideram que a conclusão da história é um final triste, porém feliz. “Embora também possa ser interpretado como uma missão suicida, por suposto”. Eles afirmam que sempre acharam interessantes essa ideia de duas pessoas que lutam por ideologias distintas. Mas que no final das contas os dois se dão conta que as suas vidas são insignificantes igualmente.

A série mostra como ideia do roteiro principal que temos que nos dar conta de que se sofremos ou sentimos desejos e dor, que no final das contas os dois não são tão importantes e que na história um deles terá que sofrer. É importante se dar conta na série que não se trata apenas de você mesmo o tempo todo.

Autor: Manuel Alvim Torres
Data da publicação: 13 julio, 2020